UFC 328: previsões para Khamzat x Strickland e os duelos do card principal

O UFC 328 está prestes a começar. A organização retorna ao Prudential Center, em Newark, no sábado (9 de maio de 2026), com um evento recheado de lutas importantes e, no card principal, um confronto de peso-médio que reúne o atual campeão da categoria, Khamzat Chimaev, contra o ex-referente do título, Sean Strickland. O streaming ao vivo do show ficará por conta do Paramount+. Além disso, o programa também terá a primeira defesa de cinturão do novo campeão peso-mosca Joshua Van, que tenta manter a taça dos 125 libras diante do principal desafiante Tatsuro Taira. Para completar o card, nomes experientes como Alexander Volkov, Sean Brady e King Green também entram em ação no “Garden State”.

Antecedentes

O duelo dos pesos-médios entre Khamzat Chimaev e Sean Strickland carrega um ingrediente central: a partida deve depender de qual versão do desafiante entra no octógono em Newark. O campeão, por sua vez, não costuma apresentar muita variação em sua forma de atacar, com movimentos de “extensão de braço” que servem para preparar o que vem depois: a investida constante no wrestling e o sufocamento no chão, com pressão e golpes pesados. A abordagem tem críticos, mas o histórico do titular reduz qualquer necessidade de mudança — Chimaev chega ao combate com cartel perfeito de 15 vitórias e nenhuma derrota.

Strickland é um atleta que alterna performances, e isso fica evidente quando se observa a trajetória recente. Em alguns momentos, ele aparece lutando de forma pouco produtiva (nas próprias palavras dele) e, em outros, consegue desmantelar adversários de grande nome na divisão. A comparação inevitável envolve Israel Adesanya, já que “Last Stylebender” ainda não venceu desde a derrota para “Tarzan” e vem sendo finalizado em três lutas consecutivas. No clima do confronto, também há o desgaste do falatório entre ambos — com parte relevante vindo do desafiante — em uma atmosfera semelhante à rivalidade que marcou o UFC 229 entre Conor McGregor e Khabib Nurmagomedov.

Para além do contexto, o técnico Sean Madden apontou um ponto específico que pode definir o combate: a capacidade de Strickland de manter Chimaev recuando e evitar que o campeão encontre o momento exato de queda. Madden destacou que, mesmo com o jab e o bom deslocamento do lutador, Chimaev tende a se direcionar para a grade quando opera desse jeito, e que, no instante em que o pé toca a “linha” do octógono, o padrão de buscar quedas costuma aparecer. Segundo o treinador, joelhadas e chutes de avanço podem funcionar como ferramentas para forçar reações e criar janelas para o plano do desafiante, lembrando ainda que o “joelho na luta” em um duelo anterior foi um prenúncio da virada no terceiro round. Ao mesmo tempo, Madden reforçou que, mesmo com um acerto dessa natureza, é preciso estar preparado para lutar contra a insistência do wrestling de Chimaev.

O objetivo, portanto, fica claro para Strickland: impedir as quedas sempre que possível, ou ao menos reduzir a frequência para que consiga marcar pontos no combate em pé. Apesar disso, há um dado que pesa contra o plano: no UFC 297, Strickland foi derrubado seis vezes por Dricus du Plessis. Ainda assim, o desafiante cresceu desde aquele período, enquanto o campeão também evoluiu após um confronto apertado contra Gilbert Burns, no UFC 273.

Outro detalhe que surge na análise é o ritmo do campeão. Madden descreveu o “pace” de Chimaev como um dos mais agressivos do elenco do UFC. Mesmo com a média de tempo de luta aumentando por conta de um duelo que foi ao limite de cinco rounds — e sem que isso significasse uma luta realmente equilibrada — o pensamento que fica é que o campeão impõe trabalho em volume e intensidade. A leitura do treinador também passa por controle de tempo: quem consegue ditar o andamento costuma ter vantagem, enquanto tentar “forçar” o ritmo contrário pode gerar desorganização e falta de disciplina.

Por fim, há a questão do teste real para Strickland contra um wrestler como Chimaev. O histórico recente do desafiante contra lutadores com esse perfil não oferece uma resposta definitiva. Um exemplo que ajuda a entender o grau de comparação é o duelo de Anthony Hernandez contra Chimaev em Houston, no qual Hernandez tentou derrubar apenas uma vez no combate. Fora de Dricus du Plessis, Strickland tem passado mais tempo em trocação, com resultados mistos. A expectativa, portanto, é que a partida se torne um exercício de resistência e adaptação para “Tarzan”.

A luta

  1. O foco do confronto começa pela disputa de estratégia: Strickland precisa impedir (ou limitar) as quedas para conseguir pontuar no boxe e no jogo de chutes, enquanto Chimaev tenta se aproximar do momento de queda e transformar a luta em pressão constante no chão.

  2. O ponto tático destacado por Sean Madden envolve o posicionamento e o “timing”: o desafiante deve dificultar o recuo e a aproximação para a grade, já que o padrão de buscar derrubadas costuma aparecer quando o campeão encontra o encaixe e inicia o processo de chute/entrada para o wrestling.

  3. Mesmo com a necessidade de proteger quedas, o combate carrega o peso do ritmo imposto pelo campeão: a tendência é que Chimaev tente acelerar o andamento e manter volume alto, transformando a resistência do adversário em um fator determinante.

  4. O desafio para Strickland é manter a luta em pé tempo suficiente para marcar pontos, mas sem permitir que Chimaev carregue o duelo para o chão e o torne “sufocante”, com golpes pesados e controle.

  5. Como o histórico do desafiante inclui lutas em que ele foi derrubado com frequência, a partida deve exigir respostas rápidas para evitar que o campeão construa o plano de transição e controle com facilidade.

O pós-luta

Com base na leitura geral do confronto — especialmente pelo peso do wrestling e do ritmo de Chimaev — a projeção para o resultado é de uma vitória do campeão por decisão.

Previsão: Chimaev vence Strickland por decisão.


Na luta seguinte do card principal, o UFC 328 também terá o compromisso de Joshua Van diante de Tatsuro Taira pela divisão peso-mosca (125 libras). Van chega como campeão e, ao mesmo tempo, aparece como azarão nas casas de aposta para a sua primeira defesa de cinturão. O favoritismo reduzido reflete a percepção de que Van ainda precisa consolidar, de forma definitiva, o status de melhor lutador da categoria.

O caminho do campeão até o título foi marcado por uma oportunidade criada por lesão. Van conquistou o cinturão dos moscas por conta do rompimento do braço de Alexandre Pantoja pouco tempo após o combate começar — exatamente 26 segundos do primeiro round na luta pelo título no UFC 323. Antes disso, o brasileiro-americano? (na matéria original, o atleta é Joshua Van) vinha em grande fase com um retrospecto de 8-1, coroado por um “Fight of the Night” contra Brandon Royval.

O ponto de questionamento, porém, gira em torno do tipo de adversário que Van enfrentou para chegar à disputa. A análise sugere que ele chegou à chance pelo título sem antes passar por nomes consagrados do peso-mosca como Manel Kape, Brandon Moreno ou Kyoji Horiguchi. A vitória sobre Royval pode ser vista como um degrau importante, mas ainda existem dúvidas quanto à capacidade do campeão em lidar com grapplers de elite que conseguem neutralizar strikers que avançam de forma agressiva e desordenada.

Em entrevista, Van reforçou que esperava um combate de alto impacto e que o duelo poderia mostrar melhor o seu jogo no chão. Ele também comentou que queria enfrentar Pantoja primeiro, mas que o adversário precisava de tempo para se recuperar e que, mesmo assim, gostava do confronto com Taira por ser um atleta completo. Van destacou que Taira é reconhecido pelo grappling, mas também tem trocação, e afirmou que já aprendeu lições relevantes em lutas de cinco rounds, incluindo o confronto contra Royval, além do processo de evolução para ser campeão. Van ainda fez questão de mencionar que o time de Cory Sandhagen acolhe sua equipe e que ele tenta evoluir “dia após dia”.

Taira entra no combate com 26 anos — dois a mais do que Van — e a leitura positiva é que a divisão ganha fôlego com lutadores jovens em vez de depender apenas da “velha guarda”. O japonês, apesar da idade, já acumulou quase 20 lutas profissionais, com metade delas dentro do octógono. A avaliação de seu primeiro grande teste pode depender do olhar sobre o desempenho contra Brandon Royval no UFC Vegas 98, quando Taira perdeu por decisão dividida após cinco rounds em um “Fight of the Night”. A interpretação é que foi um aprendizado, semelhante à derrota de Van para Johnson, e prova de que Taira consegue aguentar lutas longas de 25 minutos.

Nos compromissos posteriores, Taira exibiu o apelido “The Best” em forma de resultados: venceu Hyun Sung Park e Brandon Moreno em lutas que terminaram por finalização no segundo round. No quesito ofensivo, a análise aponta que Taira tenta cerca de três quedas a cada 15 minutos, com aproveitamento perto dos 50% dos ataques. Isso pode acender um alerta para o campeão, lembrando que Van foi derrubado quatro vezes por Rei Tsuruya no UFC 313 — e que Tsuruya não é, em tese, do mesmo nível de grappler que Taira.

Taira também fez declarações antes do combate, afirmando que tem vantagem principalmente no jiu-jitsu. Ele citou controle de costas como um ponto forte desde o começo no BJJ e declarou que seu plano é buscar finalização, seja derrubando, aplicando ground and pound, nocautear no chão ou encaixar uma finalização, deixando claro que quer encerrar a luta de algum modo e voltar para casa com o cinturão.

Em outra fala, Taira disse que sonha em levar o cinturão do UFC para o Japão e que esse desejo seria compartilhado pelas pessoas do país.

  1. O cenário esperado para a luta é que Van tente ser agressivo e atacar Taira de todas as formas em pé, buscando reduzir as chances de o desafiante construir o jogo de quedas.

  2. Ao mesmo tempo, a leitura indica que Taira deve responder com o próprio plano: encontrar a distância correta, encadear quedas e tentar transformar o duelo em um combate de controle e finalização.

  3. Mesmo com Van não sendo fraco no chão, a projeção é que o principal ponto de vulnerabilidade do campeão seja a possibilidade de excesso de confiança em determinados momentos durante a luta.

Com isso, a previsão para o desfecho é de vitória do desafiante por submissão.

Previsão: Taira vence Van por finalização.


No peso-pesado, o card terá Alexander “Drago” Volkov contra Waldo “Salsa Boy” Cortes-Acosta. A análise de Volkov parte de um cenário hipotético: caso ele tivesse conquistado uma decisão que consideram injusta no UFC 310, contra Ciryl Gane, em uma luta em que uma parcela grande de veículos teria apontado vitória para “Drago”, o panorama do título poderia ser outro. Ainda assim, o caminho de Volkov é descrito como um ciclo: um dia está perto de disputar cinturão, no outro precisa lidar com a imprevisibilidade do momento e com oportunidades que dependem de encaixes.

Volkov é apontado como número 2 do ranking de peso-pesado e chega ao UFC 328 como favorito na linha de apostas, com odds de -145. O lutador russo mede 2,03 m (6’7”) e tem envergadura de 80 polegadas, sendo caracterizado como striker técnico. A matéria ressalta que ele não é especialmente fácil de derrubar, embora seja conhecido por buscar suas próprias quedas quando surge a oportunidade. Um lembrete do repertório completo veio do Ezekiel Choke aplicado em Tai Tuivasa no UFC 293, mostrando que Volkov não é apenas um atleta de trocação e que carrega experiência contra adversários de alto nível.

Falando do confronto, Volkov afirmou que há muita atenção por causa do “hype” em torno do rival, mas que isso faz as pessoas esquecerem que outros lutadores também estão lá. Ele disse que o foco do adversário é a confiança, citando um momento em que ele foi atingido por “eye poke” e voltou bem no combate anterior, como prova de que o rival mantém postura até o fim. Volkov também declarou que nunca enfrentou um adversário com o tipo de habilidade dele — por experiência, versatilidade e formação — e que pretende “testar” o rival. Por fim, deixou claro que não vê esse compromisso como passo atrás: quer mostrar que continua vivo no topo e que ainda deseja lutar pelo cinturão em seguida, pedindo atenção para o seu desempenho.

Cortes-Acosta, por sua vez, tem origem em um caminho incomum: ele foi jogador de beisebol em ligas menores e, depois, migrou para o MMA. A matéria aponta que ele iniciou o aprendizado sob a estrutura do “Contender Series” no verão de 2022, e que, nos quatro anos seguintes, construiu um retrospecto de 10-2 dentro do octógono, com cinco vitórias por finalização — todas por nocaute. Entre os resultados, está a destruição de Derrick Lewis no UFC 324, em janeiro, embora a análise diminua o impacto daquele triunfo por considerar que Lewis teria entrado em uma fase em que tende a “desmoronar” ao primeiro sinal de perigo.

O texto destaca que Cortes-Acosta fez um trabalho competente batendo na “base” do peso-pesado e que o desafio do combate será lidar com a envergadura de Volkov. Uma possível estratégia seria usar três quedas para neutralizar um striker de renome como Robelis Despaigne, algo que Cortes-Acosta fez no UFC St. Louis. Além disso, o material lembra que a derrota por decisão para Sergei Pavlovich aconteceu há menos de um ano, no UFC Shanghai.

Durante o media day do UFC 328, Cortes-Acosta descreveu Volkov como um lutador inteligente e cauteloso, que evita confronto direto e que já enfrentou muita gente de alto nível. Ele afirmou que, para vencer, é necessário “levar” o combate até Volkov e forçar as trocas. Cortes-Acosta também fez uma conexão com o que considera o cenário do cinturão interino: citou a expectativa de que o vencedor dessa luta possa ser o próximo nome aguardado, mencionando falas do atual campeão Tom Aspinall. Para ele, por conta do resultado entre Volkov e Ciryl Gane e pelo fato de o combate já ter sido muito discutido, a chance de reviver um cenário seria menor, o que aumenta a necessidade de estar pronto para lutar pelo título se os acontecimentos se alinharem.

  1. A partida tende a girar em torno do alcance e do estilo: Volkov deve tentar trabalhar com a distância, enquanto Cortes-Acosta busca encaixar sua agressividade e testar o espaço do adversário.

  2. Existe a expectativa de que o dominicano use o wrestling como ferramenta para tirar o striker do raio ideal, repetindo uma lógica parecida com o que fez contra Despaigne.

  3. Mesmo com a agilidade potencialmente maior de Cortes-Acosta por ser mais leve? (na fonte, ambos em peso-pesado; a diferença mencionada é a agilidade por porte), a projeção é que Volkov consiga controlar o duelo em pé e “despachar” o rival com trocas mais efetivas.

A previsão aponta para Volkov vencendo por decisão.

Previsão: Volkov vence Cortes-Acosta por decisão.


No peso meio-médio (170 libras), Sean Brady encara Joaquin “New Mansa” Buckley. A análise lembra que Brady foi destruído por Michael Morales, que vinha invicto na divisão dos médios? (na fonte, ele é campeão/“welterweight wunderkind”); o revés ocorreu no UFC 322, em Nova York, no fim do ano anterior. O texto considera essa derrota tolerável por causa do desempenho forte que Morales vinha construindo na categoria.

Brady é descrito como um lutador de ofensiva limitada, com jogo de trocação abaixo da média e um grappling acima do padrão. Ele não possui vitórias por nocaute sob o estandarte do UFC, mas conseguiu entrar na disputa por cinturão graças a uma estratégia de wrestling sufocante, com média próxima de quatro quedas a cada 15 minutos. A matéria também questiona se a vitória por finalização sobre Leon Edwards envelheceu bem, já que Edwards passou por um período de grande queda de desempenho nos últimos dois anos. Assim, surge a dúvida sobre se Brady é um candidato legítimo ou um beneficiado por encaixes oportunos no caminho.

O histórico de vitórias relevantes inclui confrontos contra Gilbert Burns e Kelvin Gastelum, que vieram depois de uma derrota por nocaute técnico para Belal Muhammad.

Durante o media day do UFC 328, Brady detalhou a própria linha de raciocínio para o duelo: disse que o plano é derrubar o adversário e que, em termos de ameaça de finalização, ele se enxerga acima de Kamaru Usman. Ele afirmou que, neste combate, a simplicidade é a seguinte: Buckley tende a querer manter a luta em pé, enquanto Brady quer levar para o chão, e quem conseguir chegar primeiro ao objetivo terá vantagem. Brady também comentou que não guarda mágoas e que não existe briga pessoal; segundo ele, qualquer tentativa do rival de “se fazer de personagem” não o afeta, já que a situação é apenas de luta em si e de preparação.

A matéria ainda contextualiza Buckley: ele estaria em discussão para uma próxima chance de título caso não tivesse passado por um colapso contra Kamaru Usman no topo do card do UFC Atlanta, em junho. O confronto de cinco rounds foi marcado por controle prolongado: Buckley foi mantido sob domínio por 13 minutos e acertou apenas 51 golpes em 25 minutos. Esse desempenho apagou a sequência positiva que ele havia construído ao parar nomes fixos da divisão, como Colby Covington, Stephen Thompson e Vicente Luque, em um ciclo de seis vitórias que vinha desde o fim de 2022.

Para os fãs do “New Mansa”, o cuidado principal é com o wrestling: o texto sugere que Brady estudou o combate contra Usman e montou um plano baseado naquele roteiro. Por outro lado, o material aponta que o fator idade pode beneficiar Brady, já que ele tem 33 anos e ainda está na parte mais perigosa do auge, tornando-se mais ameaçador — especialmente no chão — do que lutadores mais velhos.

Buckley respondeu com confiança, dizendo que quer mostrar o próprio nível e que entende que Brady é pesado no grappling, mas ressaltou que a força dele no wrestling fica concentrada em uma ou duas coisas. Buckley afirmou que pretende exibir seu próprio repertório, dizendo que pode superar o impacto que Michael Morales teve — e também superar o que Belal Muhammad fez — lembrando que, apesar de ambos terem finalizado Brady, ninguém teria conseguido nocautear o atleta. Na leitura de Buckley, Brady está se preparando para evitar esse cenário e, por isso, pode buscar forçar as quedas e criar posições ruins, levando o lutador a olhar para o “show” em direção às luzes do resultado.

  1. O combate deve começar em pé, e Brady precisa transformar o tempo na guarda? (na fonte, o texto enfatiza perigo constante para Brady enquanto estiver em pé) em uma janela de entrada para o wrestling.

  2. Buckley está em risco a cada segundo sem a queda, mas a matéria descreve que ele tem um jogo de trocação dinâmico, com envergadura de 76 polegadas, quatro a mais que Brady.

  3. A previsão indica que Brady vence a “guerra de desgaste” com inteligência, repetindo quedas até encontrar seu espaço confortável e levando o duelo para onde o seu plano funciona melhor.

  4. Um elemento positivo para quem acompanha é que a luta é de três rounds, o que reduz o tempo necessário para Brady impor seu script.

Previsão: Brady vence Buckley por decisão.


No peso-leve? (na fonte está 155 libras), King Green encara Jeremy “Lil Heathen” Stephens. O texto aponta que os dois veteranos somam quase 70 vitórias em carreiras longas no MMA, mas também acumulam perto de 40 derrotas. A leitura é que não deve haver reclamação do público sobre o entretenimento: ambos são lutadores com perfil de ação.

Green tem quatro bônus de “Fight of the Night” na carreira dentro do UFC, enquanto Stephens acumulou seis. A matéria descreve um momento de queda para Green aos 39 anos: ele teria sido finalizado em derrotas consecutivas para Paddy Pimblett e Mauricio Ruffy. Depois disso, porém, o veterano reagiu com duas vitórias seguidas, sobre Lance Gibson Jr. e Daniel Zellhuber, sendo que este último terminou por nocaute.

O texto, entretanto, indica que não há muito para “analisar tecnicamente” no estilo de Green, porque ele é bom em todo lugar e excelente em nenhum. A principal preocupação antes do UFC 328 é a durabilidade, já que, nas últimas cinco derrotas, Green foi nocauteado em quatro.

Em entrevista no media day, Green falou com tom agressivo sobre a vontade de encarar Stephens e descobrir “quem é mais doido”. Ele disse que quer ficar de frente, trocar golpes e deixar a ação acontecer, citando um cenário de pancadaria que pode se tornar “maluco”.

Stephens também tem 39 anos e já lutava no UFC antes de Green estrear como profissional. A trajetória começou com derrota por finalização para Din Thomas no UFC 71, no card preliminar do evento “Liddell vs. Jackson”. Desde então, ele teria sofrido para manter consistência em vitórias e derrotas. Mais recentemente, passou por períodos em BKFC e PFL com resultados desfavoráveis, mas voltou ao UFC graças a uma ligação direta do presidente da organização. Mesmo assim, seu retrospecto desde 2018 é de 1-8 e ele foi finalizado em metade dessas derrotas. Um ponto positivo citado é que ele conseguiu parar Eddie Alvarez em uma luta de boxe bareknuckle há cerca de um ano.

Como Green, Stephens tem preocupações relacionadas à durabilidade em fase mais avançada da carreira. O texto também menciona que ele pode não ter mais “o queixo” para sobreviver a um tiroteio, já que o seu arsenal parece ser basicamente trocação intensa, e ele nunca venceu uma luta no UFC por submissão.

Stephens, por sua vez, afirmou que o UFC é o sonho dele e que acompanha o esporte desde a infância, com o incentivo do avô. Ele declarou que, depois de ter o retorno interrompido e depois recuperar o espaço, não dá para descrever o sentimento de voltar. Stephens também falou sobre a inspiração de Anthony Johnson, lembrando do caminho do lutador para fora do UFC, mudança de categorias e retorno depois de batalhas intensas, até chegar novamente ao octógono e, no fim, disputar cinturão. A ideia final é que esse exemplo motivou o próprio Stephens a acreditar que ainda há espaço para retomar o protagonismo.

  1. O texto sugere que, apesar de ambos serem competentes no wrestling ofensivo e terem boa defesa de quedas, a luta pode não ganhar muito “peso” de grappling por causa do que está em jogo em termos de carreira e necessidade de performance.

  2. Com a expectativa de que a batalha se desenhe no estilo de trocação e trocas diretas, Green e Stephens devem buscar oportunidades de nocaute ou finalizações por momento de impacto.

  3. A projeção aponta que Green pode ser levemente mais “lapidado” tecnicamente, mas que Stephens deve produzir uma última atuação marcante — um desempenho de nocaute digno de “Knockout of the Night”.

Previsão: Stephens vence Green por nocaute.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.