Dana White rebate Joe Rogan e defende o UFC Freedom 250 ao ar livre

De modo geral, Dana White não pareceu muito preocupado com as críticas de Joe Rogan ao UFC Freedom 250. Mesmo assim, o presidente do UFC acabou respondendo a um ponto específico que chamou atenção do chefão: a forma como o evento foi rotulado por Rogan.

No dia 14 de junho, a partir da Casa Branca, em Washington, DC, o UFC vai promover uma edição ao ar livre no gramado da região conhecida como South Lawn. O card terá sete lutas e será liderado por duas disputas de cinturão: Alex Pereira enfrenta Ciryl Gane pelo título interino dos pesos-pesados, enquanto Ilia Topuria encara Justin Gaethje para unificar os cinturões dos leves.

Rogan, que estará na narração do evento, vinha demonstrando preocupação com o que pode acontecer antes e durante a noite de lutas. Um dos principais receios levantados pelo comentarista é a possibilidade de combates de alto nível ocorrerem ao ar livre, já que condições climáticas poderiam influenciar o desenrolar das lutas. Além disso, existem dúvidas envolvendo insetos e variações de temperatura. White afirmou que essas críticas são totalmente válidas, mas que a organização seguirá com o planejamento.

“Joe Rogan é um homem adulto, tem opiniões próprias sobre coisas diferentes — e sim, a gente é amigo de verdade”, disse White, em entrevista à TKO. “Eu não ligo pra ele perguntando: ‘O que você tá fazendo? O que você tá falando sobre insetos?’. Eu também tô falando de insetos. Essas questões são reais e entram no que vai acontecer naquela noite. Vai ter gente trabalhando pra mim, claro, mas não com o mesmo nível de exposição do Joe Rogan, que provavelmente está preocupado com várias coisas sobre esse formato de evento — só que nós vamos fazer. Do melhor jeito possível, a gente vai executar.”

Apesar de ter relativizado as preocupações, White destacou uma palavra usada por Rogan que realmente mexeu com ele. Em um episódio recente de podcast, Rogan se referiu ao UFC Freedom 250 como um “gimmick” (algo promocional/encenado). A promoção, por sua vez, escolheu realizar uma competição ao ar livre apenas pela segunda vez na história do UFC, justamente no gramado da Casa Branca, coincidindo com o aniversário do presidente Donald Trump. A expectativa é que o evento custe cerca de US$ 60 milhões, e que não gere lucro, segundo Mark Shapiro, presidente da TKO. Ainda assim, fora a discussão de negócios, as principais inquietações de Rogan estariam ligadas aos atletas e à forma como a dinâmica das lutas poderia se comportar entre os rounds.

White, então, discordou do termo “gimmick” e reforçou a importância de o combate acontecer dentro do octógono, deixando claro que o peso esportivo das lutas não muda por causa do local.

“Seja quais forem as opiniões do Joe — ele falou algo do tipo ‘parece uma encenação’”, declarou White. “O que é, afinal, uma encenação? É uma luta de verdade, com apostas reais. Você tem o Pereira com chance de conquistar o terceiro título mundial. Se ele ganhar o terceiro cinturão naquela noite, ele ultrapassa o Jon Jones e vira o maior de todos os tempos. Quando você chama isso de ‘encenação’, não tem absolutamente nada de encenado nesse evento. A gente está celebrando 250 anos da América. Vai ter toda a representação das forças militares. Cada luta desse card importa, seja com vitória ou derrota naquele momento, e é, sem exagero, um dos eventos esportivos mais históricos da história do esporte americano. Longe disso ser uma encenação.

“… Joe é um homem adulto e pode ter opiniões sobre qualquer coisa. Você pode perguntar a qualquer pessoa do meu time que esteja nessas funções. Quando alguém fala algo ou dá uma opinião, eu nunca ligo pra essa pessoa. E o presidente também não. Eles são amigos seus, mas todo mundo tem direito às próprias opiniões.”

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.