Justin Gaethje vem apimentando a rivalidade com Ilia Topuria com provocações fora do octógono — e Daniel Cormier, veterano do esporte e fã declarado desse tipo de clima, aprovou a postura.
Gaethje mira Topuria e provoca antes da unificação
Gaethje, que chega para o duelo com cartel de 27-5 no MMA e 10-5 no UFC, mirou a situação pessoal de Topuria em suas falas antes do confronto. A luta vale a unificação do cinturão dos pesos leves e acontece no UFC Freedom 250 em 14 de junho, diretamente da Casa Branca, em Washington, D.C. A transmissão está prevista para o Paramount+.
Topuria chega como favorito e irrita Gaethje com previsões
Ilia Topuria entra como grande favorito para o combate. O espanhol soma 17-0 no MMA e 9-0 no UFC, além de ter feito previsões ousadas que, segundo a repercussão do entorno do evento, começaram a incomodar Gaethje e a provocar uma reação do norte-americano.
Daniel Cormier elogia o “trash talk” e explica por que gosta do clima
Em seu canal no YouTube, Daniel Cormier destacou que gosta quando a provocação faz parte do enredo de uma luta, principalmente em um confronto de título e ainda mais quando o palco aumenta a relevância do duelo.
O ex-campeão de duas divisões comentou que “sempre gosta quando existe provocação acompanhando uma luta — especialmente quando é uma disputa de cinturão e, principalmente, quando estamos falando de um confronto desse tamanho, com o maior pano de fundo possível na história do esporte: a Casa Branca. É um cenário em que acontecem duas lutas pelo título diante do que deve ser o maior público de fãs que o MMA já viu”.
Cormier também explicou o efeito que o clima fora do ringue pode ter no interesse do público. Ele afirmou que é importante ter elementos ao redor do combate para fazer o fã geral pensar “eu preciso ver isso”. O comentarista reconheceu que a Casa Branca tende a atrair muita gente que talvez não aparecesse antes, mas disse que, nesse caso, o que o agrada é notar que a “educação” e as formalidades não estão tão evidentes como poderiam estar.
Na mesma linha, Cormier reforçou que gosta das histórias criadas por esse tipo de dinâmica e citou um exemplo recente envolvendo Topuria. Ele disse que gostou de ver Topuria ficando irritado ao ver Josh Hokit agitar Alex Pereira durante um encontro anterior, e que a coletiva chamou sua atenção justamente por esse componente de emoção e narrativa.
Experiência de Cormier: construir rivalidades que viram história
Para Cormier, esse tipo de abordagem não é novidade. O ex-líder do UFC em duas categorias conhece bem o processo de “montar” um duelo. Ele lembrou que, durante a carreira, se envolveu em uma das maiores rivalidades da história da companhia com Jon Jones, após terem se enfrentado em duas lutas valendo cinturão.

