Daniel “D-Rod” Rodriguez, nome entre os principais do peso meio-médio no UFC, finalmente explicou os bastidores do episódio que o tirou de cena por oito meses. O lutador, hoje ranqueado em 14º lugar na categoria, revelou que ficou preso em uma unidade na cidade de Tijuana, no México, e agora detalhou como tudo começou.
O que aconteceu e por que ele foi parar na prisão
- Rodriguez afirmou que sua situação começou depois de uma viagem ao México, logo após um grande triunfo no UFC.
- Ele disse que foi parado na linha de fronteira e que as autoridades se incomodaram com uma pequena quantidade de maconha que estava com ele.
- O lutador confirmou que a prisão ocorreu por posse de 27 gramas de maconha.
- Segundo Rodriguez, ele acreditava que ficaria detido por pouco tempo, mas as leis locais foram determinantes para estender o caso por oito meses.
De acordo com o relato, tudo começou “duas semanas após” o maior triunfo dele no UFC. Rodriguez contou que foi de férias para o outro lado da fronteira e que se esqueceu de uma pequena sacola com maconha. Ele afirmou que a quantidade era inferior a uma onça, mas que, ao ser abordado no controle, a fiscalização tratou o caso com severidade.
O que ele esperava como um problema rápido virou um período longo de encarceramento. Rodriguez explicou que imaginava algo como “apenas o fim de semana”, ou algo ainda mais curto, mas ressaltou que as regras no México são diferentes e que a situação escapou do controle em “pleno auge” da carreira.
27 gramas, surpresa na abordagem e a “falta de urgência”
- Ele relatou que foi levado após ser encontrado com 27 gramas de maconha.
- Rodriguez disse que, por treinar em Las Vegas e ser da Califórnia, não esperava consequências tão grandes.
- O lutador afirmou que a incerteza sobre quando seria liberado foi o ponto mais difícil.
- Ele mencionou que o processo judicial não avançava com rapidez e teve “altos e baixos”.
Rodriguez confirmou que a quantidade envolvida foi de 27 gramas de cannabis e admitiu que cometeu um erro ao tentar levar a substância pela fronteira. Ele ainda acrescentou que, por conhecer a realidade do país, acreditava que não seria algo relevante, mas que acabou pagando “alto demais” pelo deslize.
Na sequência, o lutador destacou que o pior foi a imprevisibilidade. Como não existia um prazo claro para a liberação, ele ficou meses em um limbo enquanto o caso tramitava lentamente. Durante esse período, ele chegou a passar por dias de audiência, achou que poderia sair, mas o desfecho demorou mais do que o imaginado.
Rodriguez também apontou que o ritmo do sistema judicial local não seguia a mesma lógica de “urgência” que ele esperava. Segundo ele, a estimativa que pairava era a de que a saída poderia acontecer apenas entre o fim de junho e julho, e não antes.
Como ele tentou manter a forma dentro do presídio
- Ele disse que conseguiu “privilégios” por ser identificado como lutador.
- Rodriguez mencionou acesso limitado a telefone para falar com a família e a presença de televisão.
- Ele relatou que conseguiu algum equipamento básico para treinar.
- O lutador afirmou que só havia pátio para corrida duas vezes por semana.
- Segundo ele, a pior parte do período foi a alimentação, com sensação de desnutrição.
Apesar de estar encarcerado no exterior, Rodriguez disse que acabou recebendo alguns benefícios. Ele contou que os guardas reconheceram que ele era atleta e, por isso, ganhou acesso mais restrito a telefone para conversar com a família, além de televisão e até a possibilidade de conseguir itens básicos para treino.
Mesmo com essas concessões, o cenário não era ideal. O lutador explicou que o tempo ao ar livre para correr acontecia somente duas vezes por semana e que esses eram os dias em que ele conseguia rodar. Segundo o relato, ele passou boa parte do período correndo em ritmo constante, algo que, no olhar dele, podia até parecer “de louco” para quem observasse, mas a estratégia era manter a condição física.
Rodriguez também ressaltou que a nutrição foi a parte mais desgastante. Ele disse que se sentiu “um pouco” mais debilitado, com aparência de malnutrição, e apontou a alimentação como o maior problema para sustentar o corpo durante o período fechado.
Time jurídico, retorno ao lar e plano de volta ao UFC
- Ele afirmou que teve uma equipe jurídica “incrível” que ajudou a destravar a situação.
- Rodriguez disse que existe uma série de exigências que ele precisa cumprir.
- De volta em casa, ele já mira o futuro e pretende retornar ainda este ano.
- O lutador citou a possibilidade de enfrentar Leon Edwards mais tarde, em 2024.
Com o tempo, a solução chegou. Rodriguez declarou que conseguiu um time jurídico excelente e que foram possíveis “ajustes” no caminho para a liberação, embora existam exigências e condições que ele precisa cumprir para seguir com a vida após o período preso.
Agora de volta ao país e focado na carreira, “D-Rod” já mira alto. O lutador afirmou que quer “mirar nas estrelas” e citou a possibilidade de retornar contra Leon Edwards ainda neste ano.
Após oito meses atrás das grades, Daniel Rodriguez indicou que está pronto para retomar o ritmo e compensar o tempo perdido, mirando um nome grande e uma luta de impacto no UFC.

