Gilbert Burns chega para o UFC Winnipeg com um objetivo claro: retomar o caminho das vitórias diante de Mike Malott, no card principal deste sábado. Ex-desafiante ao cinturão dos meio-médios, o brasileiro tenta reagir após uma sequência de quatro derrotas consecutivas e sabe que, em caso de novo tropeço, a pressão em torno do seu futuro no esporte só aumentaria ainda mais. Apesar disso, Burns afirma que pretende transformar a narrativa em combustível, sem carregar um peso extra que possa atrapalhar sua leitura do confronto.
Antecedentes
Quase um ano longe das competições, Burns reconhece o cenário de cobrança por evitar uma quinta derrota seguida, mas sustenta que prefere colocar o foco no adversário em vez de alimentar expectativas irreais. Ele também explica que, depois da luta contra Michael Morales, optou por um período de recuperação e tempo com a família, antes de voltar para ajustar pontos importantes no camp.
Para o lutador, a conversa interna com sua equipe foi decisiva nesse retorno. Burns diz que ainda acredita em sua capacidade, mas precisava recuperar confiança e entrar no octógono de forma mais solta, sem a sensação constante de “preciso vencer a qualquer custo”. Ele relata que o trabalho desde o início do treinamento passou por retomada do sparring, mais sessões de grappling e um foco em condicionamento para chegar bem fisicamente à luta.
Burns também reforça que suas derrotas recentes vieram contra o mais alto nível da divisão dos meio-médios. Segundo ele, não faz sentido buscar desculpas, mas o histórico recente mostra que os confrontos foram contra adversários de elite: Belal Muhammad, Jack Della Maddalena, Sean Brady e Michael Morales. O brasileiro cita que, apesar de ter feito bons períodos em algumas lutas, os reveses aconteceram em momentos que mudaram o rumo do combate.
Além do lado esportivo, Burns afirma que está vivendo um período cheio fora do octógono. Ele prepara a inauguração de uma academia na Flórida, além de continuar atuando como treinador no Kill Cliff e trabalhando com podcasts e análises. Tudo isso ocorre enquanto ele mantém a rotina de criação dos três filhos.
A luta
Burns acredita que Malott terá uma carga enorme sobre os ombros por se tratar de seu primeiro evento como luta principal, além de ser um combate em sua “casa” e com a chance de impactar diretamente sua escalada no ranking. Para o brasileiro, esse contexto ajuda a explicar por que Malott encara o duelo como o grande teste até aqui. Burns, por outro lado, diz que tenta tirar o peso de si e delegar a pressão ao adversário, deixando claro que quer colocar seu jogo em prática e mostrar o que conseguiu ajustar no camp.
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Burns diz que quer entrar com menos ansiedade e mais confiança, tentando recuperar o “clima” positivo do treinamento e tratar o duelo como uma oportunidade de executar seu plano, e não como uma prova de vida.
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O brasileiro afirma que, após o período de pausa depois do combate contra Michael Morales, voltou com conversas francas com a equipe para corrigir detalhes, recuperar confiança e chegar relaxado ao octógono.
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Ele menciona que retomou o sparring com foco em qualidade e intensidade, além de aumentar o volume de grappling e wrestling, buscando também condicionamento para sustentar o ritmo do combate.
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Burns sustenta que a pressão maior será de Malott: para ele, o adversário terá de lidar com o fato de ser um evento principal, disputar diante de seu público e ainda tentar avançar na classificação.
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Por fim, o brasileiro declara que não pretende transformar a luta em um momento carregado de “bargagem emocional” por resultados, mas sim em uma exibição do seu repertório, visando uma vitória para então avaliar o próximo passo.
O pós-luta
Sem cravar um prazo para encerrar a carreira, Burns diz que prefere decidir o futuro conforme o momento e a sensação que tiver antes de cada novo compromisso. Ele compara sua postura com a de Matt Brown, que optou por se despedir quando sentiu que não existia mais a mesma expectativa e empolgação de antes. Burns afirma que entende que sua motivação precisa seguir viva e que não trabalha com uma data fixa para parar.
O brasileiro também conecta o timing do UFC Winnipeg a uma ambição pessoal: ele acredita que, em 18 de abril, conseguirá uma grande apresentação. Para sustentar esse cenário, diz que tratou o camp com máxima dedicação, buscando sparrings mais difíceis possíveis, rodadas de qualidade e um trabalho completo envolvendo grappling, wrestling e trocas em pé. Burns ressalta que, se estiver no octógono com uma mentalidade adequada e conseguindo absorver a pressão sem ser esmagado por ela, acredita que a vitória é plenamente alcançável.
Apesar de reconhecer que Malott tem um duelo com grande peso para sua trajetória, Burns afirma que sua própria mentalidade é a de buscar o melhor desempenho possível e, com uma vitória, permitir que a sequência seja definida com mais tranquilidade. Ele conclui dizendo que quer aproveitar o momento, fazer seu trabalho e depois observar o que vem adiante.

