Gilbert Burns x Mike Malott: onde assistir e previsão no UFC Winnipeg

Gilbert Burns e Mike Malott se enfrentam nesta noite de sábado, 18 de abril de 2026, no Canada Life Centre, em Winnipeg, Manitoba, Canadá, em um card do UFC Winnipeg. O duelo coloca frente a frente o brasileiro, ex-desafiante ao cinturão dos meio-médios, e o canadense em ascensão no peso.

Burns chega a esse compromisso atravessando um momento delicado, em uma sequência de derrotas sem precedentes. Apesar disso, a qualidade dos adversários enfrentados nesse período chama atenção: o mais “baixo” no ranking entre os nomes que o venceram é Sean Brady, que aparece como semente número 6. A pergunta é direta: essa queda é apenas um desvio temporário — ou Malott representa um novo tipo de desafio que pode empurrar o brasileiro para fora do caminho das vitórias?

Em resumo

  • Data e local: sábado, 18 de abril de 2026, no Canada Life Centre, em Winnipeg, Manitoba, Canadá
  • Evento: UFC Winnipeg
  • Burns: ex-desafiante ao título dos meio-médios e vem de uma sequência de quatro derrotas seguidas
  • Malott: canadense em ascensão, venceu seis das últimas sete lutas desde que entrou no UFC em 2022
  • Predição: Malott via nocaute

Do lado de Mike Malott, o contexto é de crescimento acelerado. Desde que entrou no elenco do UFC em 2022, ele venceu seis lutas das sete seguintes, avançou até a faixa do Top 15 e construiu sua reputação com finalizações marcantes. Agora, ele encara um salto de nível e tenta transformar o apoio da própria torcida em um triunfo decisivo.

Odds de Gilbert Burns vs. Mike Malott

  • Vencer Gilbert Burns: +225
  • Gilbert Burns por TKO/KO/DQ: +850
  • Gilbert Burns por finalização: +650
  • Gilbert Burns por decisão: +800
  • Vencer Mike Malott: -300
  • Mike Malott por TKO/KO/DQ: -110
  • Mike Malott por finalização: +650
  • Mike Malott por decisão: +550

Como Gilbert Burns pode vencer

Mesmo sendo um grappler de alto nível, Burns costuma entregar um estilo mais direto do que a fama de suas habilidades poderia sugerir. Ele acelera o ritmo com chutes fortes, pancadas de mão pesada e também com quedas de duplo golpe, “amassando” o adversário no contato e buscando impor um cenário físico ao confronto.

Se conseguir conquistar posição superior, o poder do jogo de solo do brasileiro tende a aparecer com mais força. Por isso, a estratégia de wrestling aparece como o caminho mais lógico: Malott é um striker mais “aprimorado” e ainda leva vantagem em altura e envergadura, o que cria espaço para ele trabalhar a distância e dificultar o encaixe das quedas.

Para mudar essa equação, Burns precisa fechar a lacuna e conseguir levar o quadril para dentro, já que o plano fica perigoso para o canadense quando o brasileiro consegue controlar o ritmo do chão. Malott pode ser faixa-preta de jiu-jitsu, mas não tem o mesmo “currículo” de destaque que Durinho.

Com a adição de alguns golpes de cotovelo no meio do caminho, a tendência é que o espaço do adversário diminua ainda mais. Para encurtar a distância contra Malott, Burns deve tentar responder aos chutes do canadense — especialmente porque Malott constrói sequências a partir do chute circular e de mudanças de postura.

Se Burns conseguir bloquear bem e voltar com ataques para colocar a guarda do rival em uma posição mais vulnerável, abre-se a possibilidade de achar o duplo golpe. A lógica é simples: acertar a entrada para a queda e, então, transformar vantagem posicional em ameaça real no solo.

Como Mike Malott pode vencer

Malott tem uma atuação mais “redonda” em todas as fases do combate. No striking, ele combina chutes circulares potentes vindos dos dois lados com sequências inteligentes, incluindo mudanças de base. No clinch e no wrestling, ele também mostrou eficiência no octógono, e o jiu-jitsu do canadense é outro fator que pesa, principalmente quando ele consegue chegar a um controle frontal para ameaçar estrangulamentos.

Se Burns tentar aproximar e partir para o trabalho de quedas, faz sentido que Malott tente exatamente o oposto: manter a distância e impedir a tentativa de abate. É nesse ponto que a capacidade de construir combinações do canadense tende a ser crucial, já que ele força o adversário a se mover sob pressão e, em seguida, encaixa golpes de mão para punir.

A tendência é que isso funcione bem contra Burns porque, quando o oponente já recua e está “preparando” para se defender, fica mais difícil transformar a reação em uma tentativa de queda com sucesso. Além disso, Malott pode mirar no que já deu certo contra Durinho, já que existe bastante material disponível do longo histórico do brasileiro na organização.

Um detalhe importante: Burns já foi machucado em diversas ocasiões por jabs firmes, especialmente quando gosta de avançar com golpes amplos. Quando esse passo grande é interrompido pelo golpe de mão, o estrago tende a ser grande. Por fim, a recomendação para Malott é aumentar a agressividade cedo: como Burns chega com confiança baixa por conta da sequência de derrotas, existe risco em permitir que o brasileiro recupere o ritmo e volte a construir momentos no combate.

Prognóstico para Burns vs. Malott

O cenário descrito para o confronto aponta para uma mudança de fase. Burns é um perigo constante pelo grappling, e sempre existe chance de ele derrubar Malott cedo e finalizar rápido. Ainda assim, levando em conta o histórico recente do próprio Burns — com apenas um triunfo por finalização na última década — a ameaça de uma finalização rápida não parece ser o cenário mais provável.

A leitura mais forte é que Malott consiga acertar algo relevante já no início, faça Burns começar a duvidar de si mesmo e, com o empurrão das arquibancadas de Winnipeg, transforme esse controle inicial em um nocaute precoce.

Previsão: Malott via nocaute.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.