Gina Carano voltou ao MMA após uma longa ausência, mas a estreia no octógono não saiu como ela queria. Diante da lenda do UFC Ronda Rousey, no último sábado, a veterana foi finalizada em apenas 17 segundos — e, apesar do impacto negativo do resultado, Carano afirmou que enxerga como vitória pessoal a transformação física e o retorno ao esporte.
Retorno rápido e fim precoce: como fica o peso do resultado no contexto de cartel e confronto
Carano, que chega ao cartel com 7 vitórias e 2 derrotas, voltou a lutar pela primeira vez desde 2009. O compromisso aconteceu no Intuit Dome, em Inglewood, na Califórnia, quando ela encarou Ronda Rousey, que também mantinha um cartel de 13 vitórias e 2 derrotas. Só que a luta não durou: Carano foi submetida em 17 segundos, sem conseguir encaixar nenhum momento ofensivo antes de Rousey aplicar a finalização por chave de braço, levando a adversária ao “tap” ainda na fase inicial.
Mesmo com o desfecho conhecido por muitos — já que diversas oponentes de Rousey sofreram desfechos semelhantes — Carano disse que, no instante em que entrou na jaula, sentiu que queria mais. Ainda assim, ela comemorou a própria evolução fora do octógono, destacando que a preparação física foi um marco significativo em sua vida.
O que Carano diz após a luta: vitória pessoal, revisão de rota e a sensação de “não ter lutado o suficiente”
Em entrevista pós-luta, Carano deixou claro que ficou com gosto de quero mais. Ela afirmou que esperava que a luta durasse mais, dizendo que se sentia pronta, muito bem fisicamente e com uma preparação que nunca havia sentido antes — ainda que o retorno tenha vindo depois de 17 anos sem competir. Apesar de reconhecer que pode sentir frustração mais tarde, no momento ela interpretou a noite como uma conquista por ter conseguido voltar, entrar no octógono após tanto tempo e ainda enfrentar uma “lenda”.
Na sequência, Carano também comentou o respeito pela adversária e pela forma como Rousey teria chegado com planejamento. Segundo ela, houve amor e consideração pelo trabalho da campeã do passado, mas a percepção dela foi de que a luta acabou antes de ela conseguir exercer o que desejava. Carano descreveu ainda que acordava cedo, às 3h, pensando na rival e no combate, e que eliminou cerca de 100 libras (aproximadamente 45 kg) para a disputa. Para ela, esse processo representou ganhos maiores do que a própria performance dentro do octógono: além de buscar uma vida mais longa, o retorno teria reacendido a paixão pelo MMA.
Ao mesmo tempo, ela reconheceu que o roteiro não saiu como planejava. Carano disse que, apesar de tudo, a luta não ocorreu do jeito que ela queria — e que, para o que pretendia extrair do combate, teria sido melhor um confronto com uma lutadora mais “de trocação”. Na fala dela, a ideia era conseguir colocar mais elementos ofensivos em prática e “tirar” algo do combate, algo que não aconteceu por conta do fim precoce.
-
Carano afirmou que queria que a luta durasse mais e que se sentia em alto nível para o confronto.
-
Apesar da derrota, ela tratou o retorno ao octógono após 17 anos como vitória pessoal.
-
Ela citou uma transformação física expressiva, com perda de cerca de 100 libras, além de reafirmar que o processo reacendeu o interesse pelo MMA.
-
Ela indicou que teria preferido enfrentar uma adversária mais focada em trocação para conseguir “colocar para fora” o que desejava.
Próximos passos: futuro no MMA incerto e o que ela sinaliza sobre a próxima luta
Imediatamente após o combate, Carano disse não ter certeza do que vem pela frente. Aos 44 anos, ela indicou que pode retornar ao entretenimento após a reputação ter sido ajustada em parte por esse reencontro com o MMA — processo que, para muitos, serviu como uma restauração da imagem da lutadora.
Ela não fechou completamente a porta para outra luta no esporte, mas também não cravou uma decisão clara antes de deixar o octógono. Carano ponderou que 17 anos sem competir foi muito, assim como o fato de ter 44 anos. Ela citou a preocupação em não submeter novamente sua família a um novo período de incerteza e esforço. Ainda assim, a lutadora deixou em aberto a possibilidade de analisar o cenário, já que, na visão dela, a luta não trouxe o que ela esperava — não houve momento ofensivo para ela “fazer o que queria”.
Por fim, Carano repetiu a ideia de que, em uma próxima oportunidade, poderia preferir um matchup que favorecesse seu estilo desejado para, desta vez, conseguir desenvolver mais a luta. Com isso, o próximo passo provável passa por uma avaliação prática: se o MMA volta a fazer sentido para ela, e qual seria o tipo de confronto que permitiria um retorno com mais controle do ritmo e do plano de jogo.

