Iwo Baraniewski ainda é uma figura recente no UFC, mas o impacto causado nas suas primeiras oportunidades já chama atenção. Aos 27 anos, o polonês tem duas lutas no octógono e, somadas, os combates renderam apenas 1m57s de ação total.
Formado na Contender Series, ele construiu a fama de finalizar rápido e com força. Não é à toa que, quando teve a chance de atuar no principal palco do MMA, fez questão de encerrar cedo — e do jeito que gosta.
Estreia relâmpago no UFC e sequência no mesmo ritmo
- Baraniewski soma 1m57s de luta em suas duas aparições no UFC até aqui.
- Na estreia, contra Ibo Aslan no UFC 323, venceu por nocaute aos 99 segundos.
- No UFC London, diante de Austen Lane, finalizou em 28 segundos.
- Em ambas as lutas no octógono, ele recebeu bônus de Performance of the Night.
O primeiro compromisso no UFC aconteceu no UFC 323, quando enfrentou Ibo Aslan. A luta entrou para a lista das mais malucas de uma rodada só na história recente do evento: Baraniewski ficou no mano a mano com outro especialista em nocautear e conseguiu o nocaute aos 99 segundos.
Com isso, ele ganhou uma nova missão longe de casa e mais perto da própria realidade. Em março, no UFC London, o lutador enfrentou o ex-pesado Austen Lane e voltou a ser cirúrgico: foram 28 segundos para encerrar a disputa e dar um recado direto ao restante da divisão.
Antes do compromisso mais recente, Baraniewski foi entrevistado às vésperas do combate marcado para este fim de semana. O adversário será Junior Tafa, no UFC Fight Night: Muhammad vs Bonfim.
O clima do polonês era de empolgação. Ele lembrou que a sequência de lutas evoluiu muito rápido para quem ainda está no começo da carreira no UFC.
“Para mim foi um ‘uau’, porque eu lutei três vezes. Eu lutei na Contender (Series), fiz minha estreia no UFC 323 e também lutei no UFC London. Então meu sonho e minha carreira estão andando muito rápido, e eu fico feliz”, disse.
Rápida ascensão e impacto com o público
- Baraniewski tem campanha de 2-0 no UFC.
- Apesar do pouco tempo de exposição, já conquistou muitos fãs.
- Ele afirmou que a reação do público foi enorme, inclusive com apoio de pessoas fora da Polônia.
A trajetória, de fato, é acelerada. Mesmo com apenas oito lutas como profissional até aqui (com a nona marcada para a noite deste sábado), ele já está invicto dentro do UFC e segue chamando atenção não só pelos nocautes, mas pela forma como entrega resultados rápidos.
O lutador destacou o tamanho do apoio que recebe. “A reação dos meus fãs foi muito, muito grande. Porque eles gostam de mim. Eu tenho muitos seguidores e muitos fãs que me apoiam, inclusive de outros países ao redor do mundo. Para mim, isso é mais motivação para vencer mais uma luta”, explicou.
Além do carinho do público, há também o fator financeiro. Até agora, ele ganhou bônus de Performance of the Night em cada uma das apresentações no octógono, o que aumenta ainda mais o incentivo para continuar finalizando.
“Eu gosto de dinheiro extra e acho que vou contar com mais (um bônus)”, disse, sorrindo.
Junior Tafa: mãos pesadas e disposição para trocar
- Junior Tafa é conhecido por aceitar trocação e, em muitos casos, acabar nocauteado.
- Tafa foi parado por golpes apenas uma vez na carreira.
- Baraniewski disse que não importa o estilo: ele quer vencer qualquer adversário.
O desafio de Baraniewski contra Junior Tafa promete um cenário de ataque e risco. O australiano tem fama de gostar de ficar de pé e trocar, e quem decide trocar com ele costuma sair do combate do lado errado do nocaute.
Na carreira, Tafa foi interrompido por strikes somente uma vez. Ainda assim, isso não alterou o plano do polonês, que encara o octógono como um lugar para testar as possibilidades e subir na divisão.
“Para mim não importa. Eu preciso vencer todo mundo”, declarou. Ele também reconheceu o perigo do rival: “Eu sei que o Junior tem mãos pesadas e eu preciso ter cuidado, mas nós estamos prontos para isso”.
Pelo que já mostrou, existe a possibilidade de Baraniewski voltar a agir como nos vídeos de finalização que o colocaram em evidência. Ainda assim, a base técnica dele vai além do impacto: fora do roteiro de nocaute, há outras ferramentas no arsenal.
O polonês é ex-judoca e conquistou bronze nos campeonatos mundiais júnior. Caso seja necessário, ele tem tranquilidade para levar o combate ao chão, explorando a luta agarrada e as posições.
Além das seis vitórias por nocaute, Baraniewski também tem dois triunfos por finalização no cartel. Ele admitiu que gostaria de exibir mais o jogo de grappling dentro do UFC.
“Eu tenho um plano. Eu gostaria de mostrar minhas habilidades no grappling, mas vamos ver como a luta vai acontecer. Mas se a gente lutar na trocação, eu vou te mostrar minhas habilidades de novo”, insinuou.
Objetivo: seguir o caminho de campeões poloneses no UFC
- Baraniewski quer reproduzir o sucesso de Joanna Jędrzejczyk e Jan Błachowicz no UFC.
- Ele afirmou que pretende ser o próximo campeão do UFC da Polônia.
- Se vencer Tafa, quer buscar um adversário do topo do ranking.
No horizonte, o lutador mira algo grande: a ideia é trilhar os passos de Joanna Jędrzejczyk e Jan Błachowicz, que levaram títulos incontestados para a Polônia. A ambição é clara — e ele falou sobre o desejo de se tornar o próximo campeão polonês do UFC.
“É uma honra para mim, e eu gostaria (que a minha carreira) seguisse esse caminho, como a Joanna, como o Jan. Eu gostaria de ser o próximo campeão do UFC da Polônia”, afirmou.
Ele reconhece que é um objetivo alto, mas sustenta a meta com execução: seguir destruindo adversários até sobrar apenas o cinturão. E, caso consiga a vitória que persegue contra Tafa neste fim de semana, quer mais do que qualquer coisa encarar alguém do top 15.
“Eu vou esperar pelo próximo cara, pelo próximo oponente. Eu estou pronto para todo mundo, e vou esperar um contrato. Talvez alguém do ranking, sim, mas eu não sei quem. Eu vou pegar qualquer um”, disse.
Por fim, ao ser perguntado se poderia acontecer algo inédito para ele — uma luta passando do primeiro round pela primeira vez na carreira profissional — Baraniewski apenas sorriu, como quem mantém o foco no encerramento rápido, mas sem deixar o mistério no ar.
