Raoni Barcelos mira o retorno ao Top 15 no UFC Vegas 116 contra Montel Jackson

Raoni Barcelos chega ao UFC Vegas 116 com uma sequência em alta e uma missão clara: superar Montel Jackson para voltar, de vez, ao grupo dos 15 melhores do peso-galo. Para o brasileiro, o duelo deste sábado não é apenas mais uma vitória na trajetória — é a chance de transformar o momento recente em reconhecimento no ranking, depois de anos alternando entre vitórias relevantes e a “porta” do Top 15.

Barcelos em busca do Top 15: sequência, cartel e o que muda no ranqueamento

Barcelos ocupa exatamente aquele espaço que muitos veteranos conhecem: estão perto do Top 15, acumulam triunfos acima da média, mas ainda não conseguem consolidar o nome com um número fixo no ranking. Esse cenário, porém, tem sido pressionado por resultados recentes. Em 2024, o brasileiro começou com uma vitória por finalização em sua única aparição do ano. Depois, abriu 2025 com uma grande surpresa: derrotou o jovem em ascensão Payton Talbott no UFC 311. Cinco meses mais tarde, emendou mais um triunfo importante ao superar o ex-campeão Cody Garbrandt, ampliando a sequência para três vitórias seguidas.

Já em novembro, Barcelos fechou um ciclo de 3-0 no ano com uma decisão após batalha contra um nome recorrente do peso-galo: Ricky Simon. Com isso, ele estendeu o bom momento para quatro vitórias seguidas e chegou ao cartel de 10-4 dentro do Octógono.

Ao falar sobre a motivação, o peso-galo brasileiro deixou claro que não se sente abalado pela subestimação. Segundo ele, o foco é simples: continuar entregando resultados e, a partir disso, conquistar desafios maiores e finalmente entrar no ranking com estabilidade.

  • Meta imediata: vencer Montel Jackson para retornar ao Top 15.
  • Sequência atual: quatro vitórias seguidas.
  • Registros: 10-4 no UFC (dentro do Octógono).

Para Barcelos, o próprio feito de voltar a figurar entre os ranqueados tem peso especial. O atleta ressaltou que, em geral, outros lutadores conseguem entrar no ranking após poucas lutas, enquanto ele precisou de um caminho mais longo dentro da organização para retomar essa posição. Ele também lembrou que já havia entrado brevemente no Top 15 quando venceu Said Nurmagomedov e que, agora, retornar após uma história mais consolidada no UFC representa uma conquista significativa.

Jackson como teste: caminho ao Top 15, ranking atual e o duelo “em camadas”

O adversário de Barcelos neste sábado, Montel Jackson, representa um degrau diferente no peso-galo. O confronto será a primeira vez desde 2023 — quando Barcelos encarou Umar Nurmagomedov e Kyler Phillips — que ele terá a chance de dividir o Octógono com um oponente ranqueado.

Jackson construiu seu avanço com firmeza: após uma participação inicial de destaque na Dana White’s Contender Series, ele escalou o peso-galo até o Top 15, chegando a um cartel de 9-2. Na luta mais recente, o americano saiu do UFC com um resultado que mantém sua posição: mesmo tendo caído em uma decisão dividida em um combate de baixa produção ofensiva contra Deiveson Figueiredo, ele conseguiu preservar o posto de número 14 no ranking.

Barcelos, por sua vez, descreveu que vinha estudando Jackson há bastante tempo. Ele afirmou que chegou a acompanhar ao vivo, no Brasil, o duelo de Montel Jackson contra Deiveson Figueiredo e que, por isso, a equipe já vinha preparando o confronto com antecedência. O brasileiro também comentou que, em lutas anteriores, esperava enfrentar Ricky Simon, mas acabou ficando com Jackson como adversário — e reforçou que, mesmo assim, o trabalho dedicado ao matchup seguiu em andamento.

Para o veterano, o triunfo sobre Montel Jackson é o tipo de resultado que pode colocar o brasileiro na rota para subir com consistência. A leitura é objetiva: uma vitória convincente não só devolve o nome ao ranking como também abre espaço para evoluir degrau a degrau.

Próximo passo e cenário de lutas: ritmo, estratégia e nomes que Barcelos mira

Barcelos acredita que esta oportunidade chega em um momento mais favorável do que tentativas anteriores. Ele atribuiu parte da confiança ao ritmo de atividade: a sequência de lutas próximas entre si manteve o atleta treinando com constância, ajustando detalhes e criando uma cadência que, segundo ele, deixa o estilo mais seguro. A promessa é sair do Octógono com a vitória e consolidar o retorno ao ranking.

Se a missão contra Jackson for cumprida, Barcelos quer preservar o mesmo ritmo que vem mantendo nas últimas quatro apresentações, que ele descreveu como “lutar a cada cinco meses”. Além disso, o brasileiro comentou dois nomes que chamou atenção como possíveis adversários caso a organização procure sugestões.

Entre os alvos, Marlon “Chito” Vera apareceu primeiro. Barcelos afirmou que considera uma luta contra o argentino/venezuelano (conforme o apelido “Chito” aparece no contexto do atleta) um duelo que poderia impulsioná-lo ao topo da divisão. Ele reconheceu, porém, que não sabe se o lutador aceitaria a luta vindo de uma sequência de quatro derrotas.

O segundo nome citado foi Deiveson Figueiredo. Barcelos o tratou como um atleta respeitado, dentro do Top 7, e mencionou que acredita que, se a oportunidade surgisse, o confronto seria ótimo para o desenvolvimento do brasileiro e para a escalada no peso-galo.

  • Possíveis próximos alvos caso entre no ranking: Marlon “Chito” Vera e Deiveson Figueiredo.
  • Condição para o planejamento: vencer Montel Jackson neste sábado.

Antes de pensar em qualquer outro adversário, Barcelos reforçou a postura para a luta: usar estratégia, permanecer calmo, controlar o tempo e executar o plano de jogo. A prioridade declarada é levar a vitória para o Brasil, voltar para o ranking e transformar a sequência em algo duradouro.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.