O UFC segue na sequência de eventos, mas o assunto dominante nas últimas horas ficou fora do octógono: Arman Tsarukyan. O armênio voltou a chamar atenção com atitudes que vão além das provocações comuns do esporte, incluindo um episódio recente em que teria levado Urijah Faber a “voar” em um trajeto não programado durante o RAF 8, além de outro gesto no mesmo evento que também repercutiu. No meio desse barulho, a conversa inevitavelmente migrou para o possível retorno de um dos maiores astros da história do MMA — e com isso, para decisões que parecem ainda confusas dentro do mercado do esporte.
Antecedentes: a fama construída — e as polêmicas que vêm junto
A avaliação geral sobre Tsarukyan oscila entre o que funciona em termos de exposição e o que incomoda pelo lado comportamental. A leitura é que, nos últimos dois anos, a imagem do lutador mudou bastante: antes, havia uma reação mais morna do público, mas após um período turbulento envolvendo o UFC 311, ele precisou de uma “virada de chave” de branding — e conseguiu.
Desde então, Tsarukyan passou a marcar presença com frequência em diferentes frentes: aparece em eventos do tipo RAF e também em competições de luta agarrada, além de manter uma rotina intensa de postagens e interações com figuras conhecidas do entretenimento esportivo. O salto foi descrito como a transformação de alguém que só chamava atenção em semanas de luta para um nome que o fã de MMA não consegue ignorar — um caminho visto como efetivo para aumentar o tamanho de cartel e a relevância pública.
Até aqui, a lógica por trás do crescimento é apresentada como “negócio”: ampliar a visibilidade é uma estratégia que muitos deveriam copiar. O ponto de corte, no entanto, aparece quando as ações deixam de ser apenas autopromoção e passam a gerar risco e consequências.
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Tsarukyan teria agredido um fã no UFC 300.
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O lutador teria acertado uma cabeçada em Dan Hooker durante a pesagem cerimonial antes da luta entre os dois.
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Após uma luta no RAF 6, Tsarukyan teria agredido Georgio Poullas.
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Teriam tirado Tsarukyan de um voo da American Airlines, aparentemente por comportamento inadequado.
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No RAF 8, Tsarukyan teria derrubado Urijah Faber do palco sem necessidade aparente.
Embora todas essas situações sejam tratadas como “ruins”, a discussão destaca que uma delas — agredir um fã — é especialmente grave, sem qualquer justificativa aceitável. As demais são colocadas como atos que lembram infantilidade, falta de controle ou até movimentos planejados para gerar manchetes.
A polêmica do RAF 8: a leitura sobre o “teatro” contra Faber
O episódio mais recente citado envolve Urijah Faber no RAF 8. A análise aponta que Tsarukyan já teria negado o que aconteceu, mas também sustenta a impressão de que ele teria calculado o que estava fazendo para maximizar cliques — ainda que não exista como provar.
A explicação segue com uma leitura do combate em si: a luta é descrita como “pouco competitiva” e com um desequilíbrio de contexto. A percepção é de que Faber, por ser mais velho e menor em estrutura física, teria pouco a oferecer no confronto, algo que todos sabiam de antemão. Ainda assim, Tsarukyan teria conduzido a situação de forma a “carregar” Faber até o terceiro período, em vez de finalizar mais rapidamente, com o objetivo de entregar um espetáculo maior.
O argumento segue dizendo que Tsarukyan provavelmente não repetiria um tipo de agressão que seria considerado comportamento de vilão — como o que teria ocorrido contra Poullas —, mas que ainda assim conseguiria “se empolgar” e provocar um momento viral. Em resumo, a crítica é que as atitudes estariam conectadas a uma estratégia de fama, mesmo quando cruzam linhas que incomodam.
Planejamento de carreira ou personalidade levada ao extremo?
O texto também sugere que Tsarukyan não estaria competindo em um vácuo. A leitura é que, hoje, ele tenta se posicionar diante do interesse do UFC em arriscar Ilia Topuria — e, por isso, grande parte dos “incidentes” pode estar sendo tratada como preparação para conseguir um grande passo, como uma luta valendo título na categoria peso-leve.
Ao mesmo tempo, há a defesa de que isso pode ser, em essência, quem Tsarukyan é: a comparação com personagens do wrestling indica que os melhores “papéis” seriam versões extremas da própria personalidade. A percepção é de que ele teria absorvido esse estilo, com energia de alguém que se sente acima das regras — algo que lembra, na visão do autor, a postura de “filhos ricos mimados”.
O texto ainda alerta para a diferença entre fazer um papel e parecer atuação forçada. Quando a pessoa tenta “ligar o modo personagem” de forma artificial, o resultado não costuma funcionar com o público. A conclusão é que Tsarukyan estaria, ao contrário, aumentando o volume do que já é natural nele.
Isso vai atrapalhar o futuro no UFC?
A preocupação final é se esse comportamento pode interferir no desenvolvimento esportivo. A resposta apresentada é cética: a lógica atual do UFC, segundo o texto, passa por fama e exposição, e Tsarukyan teria ampliado seu perfil mais do que qualquer outro nos últimos 18 meses. Desde que essas confusões não prejudiquem a preparação real, a tendência seria ele continuar com caminho favorável na carreira. Ainda assim, a palavra final fica para o tempo.
Conor McGregor x Nate Diaz 3: a dúvida sobre o retorno e o “porquê”
Outro tema em destaque é a possibilidade de um terceiro capítulo entre Conor McGregor e Nate Diaz acontecer em um card voltado ao streaming, nos próximos anos. A expectativa inicial é tratada como “quase certa”, mas o sentimento geral é de desconfiança: o texto afirma que, hoje, não há clareza sobre o que McGregor está fazendo.
O argumento começa lembrando que, no passado, havia uma sensação de que McGregor sabia exatamente qual era o melhor caminho dentro do esporte. Agora, porém, a leitura é de que as decisões não fazem sentido. O raciocínio apresentado é direto: McGregor é visto como o maior astro da história do MMA e um dos maiores do mercado de esportes de combate como um todo. Qualquer luta que ele aceitasse chamaria atenção e geraria audiência.
O ponto central é financeiro: o texto sustenta que a única “arena” onde ele conseguiria fazer lutas com grande alcance sem levar para casa a maior fatia do dinheiro seria dentro do UFC. Por isso, a conclusão seria simples — ele deveria sair assim que possível. Mesmo assim, a saída não teria acontecido.
Na análise, McGregor teria apenas duas lutas restantes no contrato atual. Como ele não é detentor de cinturão, não haveria uma trava contratual depois que essas duas lutas acabassem. Assim, bastaria cumprir dois compromissos e, então, abrir as portas para o mercado livre. O texto também cita o potencial de arrecadação em lutas contra nomes como Jake Paul, Mike Tyson, Manny Pacquiao ou Floyd Mayweather, caso ele rompesse com o contrato atual.
O argumento mais duro é que, se ele estivesse do outro lado do balcão, a orientação seria lutar o que o UFC oferecesse apenas para cumprir as duas lutas e sair. Depois disso, os últimos anos de capacidade atlética poderiam render mais dinheiro com mais controle. A crítica é que essa lógica parece óbvia, mas, ainda assim, não estaria sendo aplicada.
O texto ainda relembra que, em 2021, a percepção era de que McGregor e Diaz estariam alinhados: McGregor tentaria “tirar o contrato do caminho”, enquanto Diaz buscaria deixar a organização. Com isso, o terceiro confronto poderia acontecer fora da promoção, sob termos próprios. Só que isso não teria se materializado.
Por fim, a especulação sobre um retorno de McGregor em 2026 é colocada com base em rumores: caso exista mesmo um acerto, a leitura é de que o acordo novo impediria “Notorious” de repetir o caminho do passado com Nate Diaz.
Jiri Prochazka e um possível rumo para disputa interina
O último bloco do texto trata de Jiri Prochazka e a possibilidade de ele ainda estar no radar para uma luta por cinturão interino, com a chance de disputa intercalar em aberto. A opinião apresentada é que, embora seja improvável uma convocação imediata para um interino, não dá para descartar totalmente.
O cenário do peso-médio (na leitura do texto, entendido como a divisão com grande instabilidade no topo) é descrito como confuso. Carlos Ulberg teria passado por cirurgia no joelho e haveria a expectativa de cerca de um ano fora. Com isso, o texto considera que a organização pode preferir que o atleta entregue o título em vez de criar um interino.
Se essa for a decisão, a sugestão colocada seria Prochazka contra Magomed Ankalaev pelo cinturão vago. Ainda assim, o texto observa que seria um desfecho “desconfortável”, já que ambos viriam de derrotas recentes, o que poderia reduzir o peso competitivo do retorno.
A hipótese considerada mais provável seria Khamzat Chimaev subir para 205 libras e enfrentar Paulo Costa pelo título vago ainda neste outono. A afirmação inclui um tom de estranhamento — “ludicrous”, ou seja, algo visto como absurdo —, mas alinhado ao que o mercado tem permitido recentemente.
Enquanto isso, a projeção para Jiri é que ele provavelmente teria de lutar contra Ankalaev, já que não haveria muitas alternativas claras para encaixar ambos sem bagunçar ainda mais o ranking.
Apesar de todas essas possibilidades, o texto deixa um desejo direto: Prochazka contra Paulo Costa seria uma combinação divertida demais para não empolgar. Caso o UFC marque esse duelo como próxima luta do checo, a recepção seria positiva.
Encerramento: perguntas e interação com o público
O texto fecha agradecendo a leitura e a colaboração de quem enviou perguntas. O convite final é para que o público mande questionamentos ligados ao universo das lutas, com a promessa de que novas chamadas seriam feitas semanalmente, às vezes lembradas no domingo e, em alguns casos, postadas na segunda-feira.

