Scott Coker, que comandou por anos a cena do Strikeforce e também teve papel central no Bellator, voltou a movimentar o mercado do MMA ao anunciar que pretende retornar às lutas mistas. A novidade, porém, não caiu bem para todo mundo — e um dos nomes que reagiu publicamente foi Jake Paul, influenciador digital e cofundador da Most Valuable Promotions (MVP), que usou as redes sociais para criticar a investida do dirigente.
- Resultado (contexto da notícia): não há luta específica; a matéria trata do retorno de Scott Coker ao MMA e da reação de Jake Paul
- Método/round/tempo: não aplicável (sem combate descrito na fonte)
- Categoria de peso/local: não aplicável (sem combate descrito na fonte)
- Investimento citado: cerca de US$ 60 milhões foram mencionados como aporte coletivo em um novo projeto de Coker
- Envolvidos destacados: Scott Coker; Jake Paul; MVP; Ronda Rousey; Gina Carano; Francis Ngannou; Nate Diaz; Mike Perry
Jake Paul critica o retorno de Coker e chama atenção para os investidores
Jake Paul publicou uma mensagem na rede social X, na quinta-feira, rebatendo os planos de Coker para um novo capítulo no MMA. Na postagem, o cofundador da MVP diz que quer ver “quem está bancando” a iniciativa e alerta que os investidores podem acabar perdendo todo o dinheiro no projeto.
O influenciador ainda comparou a própria preocupação com a postura de “Superman”, como se estivesse tentando ajudar pessoas que, segundo ele, estariam prestes a entrar em uma situação de risco. Paul também ironizou a reação dizendo “uau, Jake, que cara legal”, em tom de provocação.
MVP já exibiu seu primeiro card em plataforma de streaming e puxou números relevantes
O descontentamento de Jake Paul ganha ainda mais força quando se observa o momento da própria MVP. A empresa dele acabou de colocar no ar seu primeiro evento de MMA em uma plataforma de streaming no fim de semana anterior, com um card que teve como destaque a luta entre Ronda Rousey e Gina Carano.
Na prática, os confrontos do evento indicaram um placar mais desigual do que competitivo, com combates que terminaram de forma dominante. Ainda assim, o card como um todo entregou exatamente o que foi prometido para o público que acompanhou pela transmissão.
Rousey finalizou Carano. Já Francis Ngannou anotou um nocaute que virou destaque pela forma como a luta se encerrou. O confronto entre Nate Diaz e Mike Perry, por sua vez, terminou em um cenário de troca intensa e bastante sangrento, reforçando o apelo do evento para quem busca espetáculo.
No fim, a transmissão do duelo principal envolvendo Rousey e Carano atingiu o pico de 17 milhões de espectadores, um número considerado expressivo para um primeiro grande evento do tipo na grade apresentada.
Segundo card da MVP está em planejamento, mas Coker pode reabrir disputa por talentos
Jake Paul já trabalha com a ideia de realizar o segundo evento de MMA da MVP ainda neste ano. A programação pode — ou não — incluir o ex-desafiante ao cinturão do UFC Colby Covington, dependendo das negociações e do desenho do card.
Mesmo com esse planejamento, a volta de Scott Coker ao circuito tende a mexer com o mercado de contratos. Com um novo promotor voltando à cena, outras organizações passam a ter mais pressão para manter elenco e atrair nomes relevantes, principalmente entre atletas que estejam livres para assinar.
Paul sugere que, nesse cenário, a UFC seguiria “bem”, mas que empresas como MVP e também a Professional Fighters League (PFL) poderiam encontrar mais dificuldade para fechar com talentos de fora. A leitura é que, com mais uma promoção competindo por espaço e atletas, o custo e o alcance das contratações podem se tornar mais complexos.
É justamente por essa possível redistribuição do poder de barganha no mercado que Jake Paul parece mais incomodado com o retorno de Coker: para ele, ao acionar um novo projeto agora, a disputa por lutadores pode ficar mais dura do que o planejado — e isso recairia diretamente sobre o investimento colocado em jogo.

