Joe Rogan demonstrou grande empolgação com a estreia de Paulo Costa na categoria dos meio-pesados (até 205 libras). O “Borrachinha” subiu oficialmente de divisão no começo deste mês e enfrentou Azamat Murzakanov no coevento principal do UFC 327, apresentando uma de suas melhores atuações recentes.
No combate, Costa foi recebendo golpes pesados do adversário, conhecido pelas mãos de força, antes de conseguir impor desgaste e, então, parar o ranqueado meio-pesado no terceiro round. A finalização representou o primeiro triunfo desse tipo na carreira desde 2018, e Rogan, que acompanhou a luta das grades e fez a narração do evento, afirmou que ficou totalmente convencido pela evolução do brasileiro.
“Ele pareceu simplesmente fenomenal. Se eu estivesse no corner dele, eu falaria: ‘Cara, nunca mais volta para a divisão dos médios. Você é campeão dos meio-pesados’. Porque ele é um campeão dos meio-pesados”, declarou Rogan em seu podcast. O comentarista ainda projetou consequências para o cenário da categoria, citando que Carlos Ulberg, novo campeão da divisão, deve ficar fora por um período relevante.
“E enquanto esse cara, enquanto o Carlos Ulberg vai ficar fora por um ano, porque ele precisa fazer uma reconstrução do ligamento cruzado anterior (ACL), o Paulo Costa pode, sim, virar o campeão interino dos meio-pesados. Sem dúvidas. Eu realmente acho que ele consegue fazer isso. Na categoria dos meio-pesados, ele é assustador. Ele parece o Paulo Costa de antes, quando vinha destruindo adversários no caminho até chegar ao topo”, completou o ex-narrador.
Rumo ao UFC 327 e reviravolta na trajetória de Costa
A atuação em 327 também marcou, para Rogan, um retorno ao melhor momento de Paulo Costa. Ele lembrou que o brasileiro ganhou projeção ao surgir como lutador invicto, vencendo as primeiras cinco lutas que fez no UFC. Depois disso, porém, a trajetória sofreu um desvio quando Costa aceitou enfrentar Israel Adesanya pelo título dos médios em 2020, mas perdeu por interrupção no segundo assalto.
Na sequência, o brasileiro passou por uma fase de resultados irregulares, com uma sequência de derrotas, desistências e apresentações consideradas pouco empolgantes, segundo a leitura de Rogan. Ainda assim, após o duelo contra Murzakanov, o comentarista cravou que o momento atual de “Borrachinha” é o melhor que ele já viu do atleta.
“Eu penso que Paulo Costa contra Azamat foi o melhor Paulo Costa que eu vi em muito tempo. Ele parecia mais forte fisicamente. Estar nos meio-pesados não pareceu, em nenhum momento, um exagero ou uma adaptação forçada. Na verdade, pareceu um lugar ainda melhor para ele”, disse.
Rogan também destacou a impressão transmitida pelos golpes do brasileiro. “Quando eu ouvi o som dos socos e das chutes dele, foi até mais difícil do que antes. Ele não parecia pesado, não parecia gordo. Parecia um meio-pesado perfeito. E acho que, nesta fase da vida dele — porque eu acho que o Paulo tem cerca de 34 anos — talvez seja muito melhor para ele competir nos meio-pesados. E não tem tanta gente esperando na fila…”, ponderou.
Impacto no octógono e comparação com o melhor de Costa
Para reforçar o argumento, Rogan comparou a última apresentação de Costa com o restante do histórico do lutador. “Quando você olha para as performances do Paulo Costa e depois olha para essa última luta, você pensa: isso pode ser o melhor Paulo Costa de todos os tempos. Ele pareceu simplesmente fenomenal. E, mesmo com alguns golpes grandes do Azamat, ele não demonstrou nenhum tipo de susto. Não deu nem um passo para trás. Não deu nem um flinch”, afirmou.
Com o resultado, Rogan acredita que Paulo Costa está bem posicionado no cenário atual. Ele citou que o recém-coroado campeão dos meio-pesados, Carlos Ulberg, passou por cirurgia no joelho e deve permanecer afastado por cerca de um ano, o que pode abrir espaço para uma oportunidade na divisão de 205 libras.
“E aí vem Paulo Costa, campeão interino”, disse Rogan. “Se eu fosse o capitão do navio, eu faria exatamente isso. ‘Ei, Paulo, você é uma estrela’. Talvez [Magomed] Ankalaev? Eu sei que [Alex] Pereira acabou de nocautear ele, mas ele merece estar nessa conversa.”

