Se Conor McGregor realmente estiver se preparando para retornar ao UFC, a volta pode ser mais complicada do que o próprio lutador imagina. O irlandês, que segue sem lutar há quase cinco anos, vem alimentando a expectativa de reencontrar o octógono há temporadas — mas a última tentativa de retorno acabou adiada por uma lesão, e o tempo sem competição aumenta a incerteza sobre como o corpo vai responder.
Possível retorno ganha força
McGregor vinha provocando um reencontro com o UFC, e o tema voltou a ganhar tração após falas recentes de autoridades ligadas à organização. Neste fim de semana, o presidente do UFC, Dana White, entrou na conversa e afirmou que o retorno do lutador “parece estar indo bem”. A leitura foi reforçada por outro nome de peso: Chris Weidman, ex-campeão dos médios do UFC, também se mostrou confiante de que a volta pode acontecer.
O que Chris Weidman acredita sobre a volta de McGregor
Weidman explicou, em entrevista conduzida no canal do UFC no YouTube, que McGregor está dentro do “grupo de testes” antidoping. Na visão do ex-campeão, para alguém sair de uma situação de suspensão ou restrição e retornar ao ciclo de fiscalização, é necessário que exista compromisso real com a luta.
“Ele está no grupo de testes. Para você sair de qualquer coisa e voltar para esse pool, você precisa lutar. Caso contrário, vai se sentir pior do que sentia antes, sem motivo. Então, eu acho que ele luta, com certeza”, disse Weidman.
O intervalo e a lesão que mudou o rumo da carreira
McGregor não entra em ação desde o momento em que fraturou a perna durante a trilogia contra Dustin Poirier, no UFC 264, em 2021. Foi um tipo de lesão traumática, e Weidman afirma que tem familiaridade com o mesmo cenário, já que também sofreu uma fratura na perna — desta vez contra Uriah Hall — poucos meses antes do irlandês.
Segundo Weidman, a gravidade desse tipo de problema costuma afastar o atleta por muito tempo e, mesmo quando a recuperação avança, o retorno raramente acontece com o mesmo “corpo de antes”. O norte-americano ressaltou que precisou ficar fora do octógono por dois anos e que, ao voltar, nunca esteve exatamente igual.
O alerta do ex-campeão: voltar não é só recuperar
Weidman ainda fez um alerta específico para McGregor: mesmo com tempo suficiente para reabilitação, a primeira experiência de luta após uma lesão desse nível pode trazer dificuldades que não aparecem totalmente nos treinos. “Foi em 2021. Ele teve tempo para se recuperar. Mas, vou dizer: a primeira vez que você retorna — porque eu passei por algo bem parecido — é difícil ser a pessoa que você era antes, com certeza”, afirmou.
O ex-lutador detalhou como foi o período de preparação e a diferença entre treino e combate. Ele contou que, no camp, tentava chutar como “louco” para voltar a executar o movimento com naturalidade. Na academia, a adaptação parecia funcionar, mas a luta real trouxe a barreira: quando chegou a hora do primeiro duelo depois do problema na perna, o corpo não permitiu a mesma resposta automática.
“Eu lembro que, no camp, eu estava chutando como ninguém para me acostumar a chutar de novo. No treino eu estava bem. Mas no primeiro combate depois daquela lesão, eu estava sendo chutado e, quando eu tentava chutar de volta — porque era sempre o instinto, você é chutado e você devolve — eu simplesmente não conseguia. Meu corpo não deixava. É doido como uma lesão traumática dessas pode afetar até a cabeça”, completou Weidman.
A parte mental como fator decisivo
Para Weidman, o ponto central da volta não é apenas físico. Ele afirma que o “cabeça” será determinante para McGregor. O ex-campeão lembrou que, mesmo no auge atlético, o irlandês já chamava atenção pela personalidade instável e imprevisível fora do octógono. Agora, além do longo afastamento e do retorno após a lesão, existe o componente mental: como lidar com a pressão, com a insegurança e com a sensação de risco no momento em que o combate começa.
“Escuta, o Conor é muito bom. Ele é um lutador excelente. … É tudo sobre a cabeça. Onde está a cabeça dele? Parece que, olhando de fora, agora ele está mais ligado à fé, e parece que está colocando a vida em ordem. … Eu sinto que era esse tipo de coisa que ele precisava. Então, espero que isso o mantenha no caminho e o deixe focado, voltando para a rotina de treinos”, declarou Weidman.
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Considerações finais
O texto encerra com uma reflexão dura sobre a experiência de fraturar a perna em duas partes. A avaliação é direta: não é algo que alguém queira viver, ainda mais por se tratar de uma lesão que impede o atleta de usar justamente o membro para o trabalho diário dentro do ringue.
Também aparece um convite para o leitor sugerir temas para o “Morning Report”, com menção a perfis em redes sociais, além de incentivo para acompanhar o conteúdo do ecossistema do MMA em plataformas como Twitter, Instagram, YouTube, TikTok e Twitch, e curtir a página no Facebook.

