Paulo Costa viveu um momento decisivo na sua trajetória pelo UFC na categoria dos pesos-pesados leves (até 93 kg) e, agora, já mira um salto ainda maior. O ex-desafiante ao cinturão dos médios fez sua estreia oficial nos meio-pesados (até 205 lb / 93 kg) com impacto imediato no UFC 327, ao vencer Azamat Murzakanov — um russo que vinha invicto e com histórico de nocaute — em uma atuação que reacendeu a conversa sobre o “momento” do brasileiro e o seu próximo passo no octógono.
Transição para os meio-pesados e a vitória que mudou o cenário
Com a vitória no UFC 327, Paulo Costa não só confirmou a mudança de divisão, como também entregou uma das performances mais marcantes da carreira. O triunfo foi considerado, no mínimo, um dos melhores momentos do seu cartel e o mais alto nível de entrega desde o combate contra Yoel Romero em 2019.
Apesar do ganho de tração nos meio-pesados, o lutador brasileiro não parece satisfeito em apenas consolidar a fase. Pelo contrário: Costa já sinalizou que quer ir além e, dessa vez, discutir espaço na divisão dos pesos-pesados (acima de 205 lb / 93 kg).
O “confronto” com Josh Hokit e o recado para o card
O motivo da pressa de Paulo Costa tem nome e sobrenome: Josh Hokit. Pouco antes do grande triunfo do brasileiro, Hokit travou uma batalha intensa contra Curtis Blaydes — um encontro que foi tão empolgante que acabou rendendo a presença do norte-americano no card do UFC “White House”, contra Derrick Lewis.
Depois desses acontecimentos, a relação entre Costa e Hokit tomou outro rumo: os dois passaram a trocar provocações envolvendo dinheiro e prerrogativas do contrato, com menções a um bônus de 100 mil dólares e ao valor da bolsa de luta de Costa. Para o brasileiro, existe um timing perfeito para transformar esse atrito em combate dentro do peso mais alto.
Nas palavras de Paulo Costa: ideia de substituir Derrick Lewis
Em mensagem publicada no X, Paulo Costa deixou claro que enxerga sua entrada na divisão dos pesados como uma oportunidade imediata. O brasileiro escreveu que comunicou ao UFC que, caso Derrick Lewis não consiga lutar, ele estaria pronto para substituir o adversário no card do “White House” atuando como peso-pesado.
Na sequência, Costa reforçou a postura sem rodeios, afirmando que não havia mentira na intenção e que a disposição para assumir o compromisso existia.
O lutador ainda ampliou o argumento comparando o cenário ideal para os fãs: segundo ele, muita gente gostaria de ver como Paulo Costa — apontado por ele como possivelmente o maior peso-médio da história — se comportaria contra Hokit na divisão dos pesados sem precisar perder peso para a luta.
Além disso, Costa disse que não se surpreenderia se chegasse mais pesado do que o próprio Josh Hokit. Por fim, ele sugeriu que, se Trump ainda quiser Derrick Lewis no card, a organização poderia escalá-lo contra outro oponente.
Paulo Costa como opção e a possibilidade de encontro mais à frente
O contexto torna a ideia ainda mais curiosa. Paulo Costa é apontado como favorito do presidente Donald Trump, o que, mesmo parecendo improvável ou “aleatório” para alguns, deixa a porta aberta para movimentações que mudem o card rapidamente.
Mesmo com a possibilidade de tudo terminar em apenas especulação, a leitura é que Costa e Hokit formariam uma luta mais interessante do que o confronto original — principalmente pelo enredo criado fora do octógono e pelo contraste de estilos e tamanho dentro da categoria mais pesada.
Ao mesmo tempo, é difícil imaginar que “The Black Beast” (Derrick Lewis) vá abrir mão de uma oportunidade grande em um evento relevante, e o caminho mais provável é que o contrato dele já esteja encaminhado. Ainda assim, Paulo Costa segue como alternativa forte: caso seja necessário, ele pode entrar como plano B imediato. E, se não for agora, a tendência é que a história entre Costa e Hokit continue viva para um encontro em outro momento.

