Joe Schilling abandona luta no PFL após penalidade por golpe irregular

Joe Schilling amargou uma das derrotas mais inusitadas da história recente do MMA. O veterano do combate, com longa carreira no kickboxing e já acostumado ao ritmo de lutas de ringue, entrou no cage para encarar Donegi Abena, que vinha como estreante nas regras do MMA e era apontado como adversário vindo de base semelhante.

O que aconteceu no início da luta

  • Abena cometeu um golpe irregular logo após o início do combate
  • Schilling reagiu em voz alta, chamando a atenção do árbitro Mike Beltran
  • O combate foi encerrado por decisão técnica devido à recusa de continuidade
  • O cronômetro foi interrompido aos 37 segundos do primeiro round
  • Abena recebeu punição imediata e perda de ponto

A luta aconteceu no PFL de Bruxelas, no sábado, e mal começou. Pouco depois do apito inicial, Abena ficou em cima de Schilling e tentou uma cabeçada de forma ilegal. O golpe não pareceu conectar de maneira efetiva, nem causar dano aparente relevante, mas Schilling reagiu com muita intensidade, chamando o árbitro Mike Beltran para intervir.

Com o clima totalmente fora do controle, Schilling se levantou furioso e passou a xingar Abena. Ele chegou a pedir que a luta fosse interrompida, em meio à confusão que tomou conta do octógono.

Encerramento e punições

  • Abena foi declarado vencedor por nocaute técnico
  • A justificativa foi “um atleta que não quer continuar”
  • Beltran parou a ação e aplicou uma penalização a Abena
  • Abena recebeu desconto de um ponto nas anotações
  • Schilling sinalizou repetidas vezes que não queria seguir

Quando Schilling parecia pronto para deixar a arena, a organização determinou o resultado: Abena venceu por nocaute técnico, com a justificativa de que houve um “atleta que não quer continuar”. Não foi divulgado o tempo exato oficial de luta, mas o relógio foi pausado aos 37 segundos do primeiro round, no momento em que o incidente ocorreu.

O motivo exato da revolta de Schilling com a tentativa irregular de cabeçada não ficou claro, mas ele deixou evidente a insatisfação. Após Beltran colocar os dois em pausa, Schilling passou a rondar o cage e disparar reclamações, questionando especificamente as cabeçadas.

Beltran separou os lutadores e puniu Abena imediatamente, tirando um ponto do placar. Mesmo assim, Schilling continuou demonstrando, com sinais repetidos, que estava encerrando o combate — algo que gerou ainda mais perplexidade para o árbitro e para o próprio Abena.

A situação chegou a acalmar por alguns instantes, mas Schilling voltou a causar confusão ao se deitar de costas, indicando que estaria disposto a retornar à posição inferior. O árbitro, porém, não sinalizou que haveria reposicionamento na lona.

Com Abena novamente por cima, Schilling reclamou que não recebeu a posição de braço conforme o padrão que ele queria e, na sequência, voltou a ficar de pé, exigindo que a luta fosse finalizada. Ele repetiu para Beltran que o adversário havia cometido falta e que, mesmo assim, seria colocado em uma situação ruim.

“Não, não. Ele fez falta e agora você vai me dar uma posição ruim? A luta acabou. Ei, para a luta. Para a luta”, disse Schilling, segundo o relato do que foi visto na sequência do episódio.

Schilling insistiu várias vezes que o combate estava encerrado e, finalmente, Beltran atendeu ao pedido. Ainda irritado, o lutador caminhou até fora do octógono e seguiu para os bastidores.

Cartel e contexto

  • Com a derrota, Schilling caiu para 4-7 no MMA
  • Foi a primeira luta de Schilling sob regras do MMA desde 2019

Com esse resultado, Joe Schilling passou a ter cartel de 4 vitórias e 7 derrotas no MMA. Além disso, o combate marcou o retorno dele às regras da modalidade depois de um longo período: foi a primeira vez desde 2019 que ele lutou sob o regulamento do MMA.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.