Jon Anik revela o que Josh Hokit fez no UFC 327 e arrancou risadas

Jon Anik voltou a demonstrar fascínio por Josh Hokit, especialmente depois do que o lutador entregou no UFC 327. Em Miami, o peso-pesado roubou a cena ao protagonizar uma luta extremamente desgastante e “de guerra” contra Curtis Blaydes. O resultado veio em forma de vitória por decisão unânime, e o desempenho foi tão marcante que Hokit, em seu terceiro compromisso na organização, já se colocou na rota do top 10 do ranking. Com isso, ele ainda conquistou dois bônus pós-evento, além de um prêmio adicional de 200 mil dólares, e garantiu uma nova apresentação no card do UFC White House, marcado para 14 de junho.

Antecedentes

Antes do combate, Hokit apostou em um personagem bastante excêntrico, e a reação do público e de boa parte da comunidade do MMA foi de rejeição — inclusive Dana White teria demonstrado não simpatizar com as atitudes do lutador. Mesmo assim, após a atuação no octógono, Anik relembrou a experiência da semana do UFC 327 com “O Incrível Hok”, destacando como o carisma e o lado cômico do personagem acabaram afetando o próprio comentarista.

Durante a conversa, Anik fez uma comparação direta com grandes batalhas históricas do peso-pesado no UFC, citando que a luta de Hokit contra Blaydes foi lembrada por muitos como algo digno de entrar no debate dos melhores duelos da categoria na história da liga. Ele também pontuou que, embora certos trejeitos do lutador sejam “cringe” e que a reunião com os atletas tenha parecido inicialmente improdutiva, houve momentos em que o personagem acabou arrancando risadas genuínas dele.

Anik ainda ampliou a análise para o contexto do esporte como espetáculo imprevisível. Ele mencionou que a movimentação para colocar Derrick Lewis no card sempre esteve no radar, citou comentários de Joe Rogan sobre uma possível sétima luta e, a partir daí, afirmou que “as peças se encaixaram” para que Hokit fosse escalado para o UFC White House em 14 de junho — chamando a situação de realização dos sonhos do próprio lutador.

A luta

  1. Em seu terceiro compromisso no UFC, Josh Hokit enfrentou Curtis Blaydes em Miami e conduziu um duelo de desgaste intenso, com troca de golpes e resistência ao longo de toda a luta.

  2. O combate terminou com vitória de Hokit por decisão unânime, resultado que o impulsionou rumo ao top 10 do ranking mesmo tão cedo na organização.

  3. O desempenho rendeu a Hokit dois bônus pós-evento, além de um prêmio extra de 200 mil dólares, consolidando o impacto do “Fight of the Year” na percepção do público.

  4. Com o resultado, Hokit ainda garantiu lugar em um card de grande visibilidade: o UFC White House, marcado para 14 de junho.

Anik também relatou um detalhe específico da semana do evento: durante a reunião com a equipe de transmissão no UFC 327, Hokit permaneceu no personagem o tempo todo. O comentarista disse que houve um momento em que o lutador o fez rir — e afirmou que a mesma reação voltou mais tarde, ao longo da semana.

Segundo Anik, ele não teria conseguido identificar com precisão a fala exata, mas sugeriu que Hokit teria feito algum tipo de comentário envolvendo Daniel Cormier, como se estivesse brincando com a participação dele (“agora você está entrando na brincadeira”, ou algo equivalente). Além disso, ele mencionou que a postura de Hokit no pesagem pela manhã — com certa timidez aparente, somada à forma como o personagem era sustentado — também o fez cair na risada.

O comentarista aproveitou para refletir sobre como funciona esse tipo de situação com lutadores e personagens, dizendo que, se tivesse a chance de conduzir uma entrevista individual com Hokit antes do show na Casa Branca, a curiosidade seria justamente entender o quanto conseguiria “extrair” do lutador em termos de personalidade e resposta. Anik reforçou ainda que o primeiro encontro com Hokit não foi nesse formato, o que deixou a expectativa para o que pode acontecer daqui para frente.

O pós-luta

Depois do UFC 327, Josh Hokit segue invicto e agora aparece com campanha de 3-0 dentro do UFC. Com histórico de Bellator, ele conseguiu oportunidades que não teria no antigo ambiente promocional, e a mudança para o UFC era tratada por ele como um passo inevitável para atingir o principal objetivo esportivo.

Em entrevista concedida em maio ao MMA Fighting, Hokit explicou o raciocínio por trás da saída: ele disse que não fazia sentido lutar apenas por um título em outra organização, afirmando que o objetivo era ser campeão do UFC. A ideia era clara: competir para conquistar a oportunidade máxima no MMA.

Com a sequência positiva, Hokit também virou uma das figuras mais interessantes de se acompanhar conforme a campanha de afirmação continua. Anik afirmou que ainda não sabe exatamente o nível do lutador, embora reconheça que existe “pedigree” e que a curiosidade cresce para entender o teto atlético de Hokit e o quanto ele é efetivo como finalizador e como agressor na trocação.

O comentarista ressaltou que, historicamente, não é comum um atleta alcançar mais em sua terceira aparição no UFC do que o que Hokit já conseguiu. Para Anik, o próximo passo é ainda mais intrigante: existe a possibilidade de o lutador entrar em disputa de cinturão antes mesmo de enfrentar adversários do calibre de Sergei Pavlovich, mas ele levantou a dúvida de como seria medir forças com nomes com longa experiência em alto nível, como Alexander Volkov, ou com lutadores que já estiveram perto do topo mas ainda não conquistaram um título mundial na organização.

Por fim, Anik resumiu a expectativa dizendo que Hokit tem “cara de cão de guerra”, e citou a formação do lutador no canto: Greg Jackson e Mike Winklejohn, destacando a combinação como um elemento curioso e que torna os próximos desafios ainda mais promissores. “Vamos ver”, concluiu o comentarista, reforçando que o futuro de Hokit no UFC tende a ser um dos mais acompanhados no momento.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.