Josh Hokit confirma ausência de Greg Jackson no UFC White House contra Lewis

A próxima vez em que Josh Hokit entrar no octógono, o cenário do seu corner terá uma ausência importante. Depois de emplacar uma vitória de impacto sobre o veterano Curtis Blaydes no UFC 327 e, na sequência, garantir um confronto marcado contra Derrick Lewis no evento “UFC White House”, que acontece em 14 de junho, Hokit confirmou que seu treinador Greg Jackson não estará presente na histórica noite. A informação foi divulgada pelo próprio lutador, que na ocasião limitou-se a dizer que Jackson está indisponível por “motivos pessoais”. Logo depois, um dos integrantes do grupo que acompanha Hokit, Mike Winkeljohn — parceiro de longa data de Jackson na Jackson Wink MMA Academy — detalhou o motivo com mais clareza em entrevista. De acordo com Winkeljohn, Greg Jackson vai ficar de fora por questões familiares, deixando a expectativa sobre como a preparação será conduzida sem a presença do nome mais ligado ao planejamento tático no corner.

Com a vitória sobre Blaydes, Hokit acelerou sua escalada e passou a figurar no ranking ainda em seu terceiro combate no UFC. Ao todo, o triunfo veio como o nono compromisso profissional do atleta, que até aqui segue invicto. Além do desempenho que o colocou na rota dos principais nomes da categoria, a luta também abriu espaço para um “tema” fora do octógono: a repercussão dos atos e atitudes do norte-americano durante a semana do UFC 327, material que viralizou nas redes sociais. Agora, a história ganha um novo capítulo, porque o desafio contra Lewis também coloca Hokit diante de um teste clássico de experiência e potência, mesmo sem Greg Jackson do lado no dia 14 de junho. Ainda assim, a impressão é que a influência do treinador vai permanecer na preparação.

Winkeljohn afirmou que o trabalho de planejamento segue com base no que já foi desenhado para o estilo de Derrick Lewis, e que ajustes finos continuam sendo feitos antes do combate. “Todo dia a gente já está pensando no que fazer com ele”, disse o treinador, deixando claro que a abordagem para o confronto está bem definida. Segundo Winkeljohn, existe um plano estruturado para lidar com o que Lewis costuma oferecer no octógono, e Greg Jackson teria “analisado bastante” aspectos importantes do adversário. A leitura do staff, de acordo com o parceiro de Jackson, é que o grande diferencial está em separar detalhes estratégicos e transformar isso em escolhas práticas durante a luta. A ideia é exatamente essa: refinar técnicas e pequenas correções que, no fim, podem decidir rounds inteiros contra um lutador conhecido por poder virar um combate com um único golpe.

O contexto do confronto também chama atenção por um elemento inesperado. Hokit não tinha noção, durante a preparação para o duelo com Curtis Blaydes, que chegaria a uma luta no “White House”, mas o desenrolar dos acontecimentos levou o UFC a fechar rapidamente o novo confronto com Derrick Lewis. Parte disso aconteceu porque o presidente Donald Trump esteve presente ao lado do octógono no Kaseya Center, em Miami, quando Hokit brilhou no UFC 327, e teria manifestado interesse para que Lewis fosse escalado para lutar no evento na Casa Branca. Com Hokit sendo o grande destaque da noite, a organização precisou agir rápido e fazer uma marcação incomum, já que Derrick Lewis recebeu o compromisso seguinte sem o tempo típico de recuperação e “limpeza” do ciclo de treino e luta antes de voltar ao centro das atenções.

Winkeljohn reforçou que o desejo do mandatário teria sido justamente por Lewis, citando que o lutador costuma entregar emoção por conta da força de impacto e do poder de finalização. Para o treinador, a lógica era simples: o público quer ver se Hokit consegue sustentar o desempenho, ou então ver Lewis acertar o adversário e colocar tudo por terra rapidamente. Ainda assim, o staff não pensa em ficar de pé “tomando pancada” como estratégia. “Não é o nosso plano”, afirmou Winkeljohn, destacando que Lewis “atinge pesado” e que a equipe sabe exatamente o perigo que isso representa, mesmo quando há empolgação em torno do confronto.

O treinador também descreveu um momento marcante após a luta do UFC 327, quando teria apontado para o lutador e indicado que Hokit seria “o cara” para enfrentar Lewis. Na visão de Winkeljohn, só ficou claro que Dana White teria considerado essa escalada depois do desenrolar do evento, o que torna o caminho até aqui ainda mais incomum. Com o duelo do “UFC White House” se aproximando, a expectativa agora se concentra em como a equipe de Hokit vai executar o plano contra um adversário de presença física e poder de nocaute, mesmo com a ausência de Greg Jackson no corner — ao mesmo tempo em que o trabalho de base, segundo o grupo, deve carregar as marcas da preparação original.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.