Liz Carmouche, campeã da temporada de 2025 do PFL no peso-mosca, ainda não entende por que não vai disputar o cinturão na próxima luta — e, principalmente, por que Dakota Ditcheva não estará do outro lado quando ela voltar ao cage do PFL em San Diego, em 27 de junho. Enquanto Carmouche encara a veterana do UFC Viviane Araujo na data, Ditcheva tem retorno marcado para um compromisso um mês depois, contra Denise Kielholtz, reacendendo a discussão sobre o caminho para a unificação do “melhor da categoria” dentro do novo ciclo da organização.
Por que Carmouche não pega o cinturão agora: bastidores do PFL e efeito do novo formato
O contexto por trás do próximo passo de Carmouche começa na temporada de 2025: ela venceu o torneio do peso-mosca com triunfos sobre Ilara Joanne, Elora Dana e Jena Bishop. Naquele evento, Ditcheva — a campeã de 2024 — não participou do chaveamento.
Com a chegada de 2026, o PFL mudou sua estrutura, deixando de operar em “temporadas” e passando para um formato diferente. A própria Carmouche esperava que, com essa transição, a luta de cinturão colocasse frente a frente ela e a campeã inglesa, Ditcheva, ainda em 2026 — porém o planejamento acabou levando Carmouche a enfrentar Araujo em 27 de junho, enquanto Ditcheva só volta para a jaula um mês depois, contra Kielholtz.
Em conversa recente, Carmouche admitiu que não recebeu uma justificativa clara para a ausência da disputa imediata pelo título. Ela afirmou que vinha se perguntando a mesma coisa e que, após vencer o torneio, acreditava que o confronto mais lógico seria entre as campeãs de anos consecutivos. No entanto, segundo ela, existe uma “agenda” diferente em jogo.
Sobre o fato de Ditcheva ter sido marcada para lutar contra outra adversária quatro semanas depois, Carmouche disse que ficou “surpresa em certa medida”, mas já esperava que esse fosse o rumo desde que o PFL colocou Ditcheva para enfrentar Kielholtz em janeiro. Para a lutadora, as decisões seguem o “ritmo” e as preferências da própria Ditcheva, e não dela.
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O que Carmouche entende: ela foi programada para lutar fora do cenário de cinturão imediato, enquanto Ditcheva segue em outra rota com Kielholtz.
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O que Carmouche suspeita: a organização estaria tentando “proteger” o futuro da campeã, preservando a imagem e o investimento feito nela.
Ranqueamento e “campeã de fato”: onde Carmouche se coloca na fila do título
Mesmo sem a chance de disputar o cinturão agora, Carmouche sustenta a tese de que é a campeã mais recente do peso-mosca no PFL — e, portanto, deveria estar no centro da discussão do topo da categoria.
Ela argumenta que, no modelo anterior, a lógica era mais direta: quem conquistava o título em 2023 iniciaria o ciclo seguinte em 2024, com “reset” completo e igualdade de oportunidades para disputar o título de 2024, depois 2025 e assim por diante, sem carregar automaticamente o ranking anterior. Com a volta do “formato original” (na visão dela) e com o intervalo temporal, Carmouche acredita que faz sentido ela ser tratada como a campeã vigente — ou, no mínimo, que todos deveriam competir sem ranqueamento herdado, lutando para conquistar posição ainda durante o ano de 2026.
Na leitura da lutadora, a prática ideal seria: apenas as atletas que lutaram em 2026 estariam ranqueadas; as demais deveriam estar fora do ranking, precisando “ganhar o direito” de aparecer no topo.
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Posicionamento de Carmouche: ela se vê como a campeã mais recente por coerência com a lógica do ciclo anterior.
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Proposta dela para o sistema: ranqueamento apenas das atletas que atuaram em 2026; as outras começariam sem classificação.
Próximo passo provável: Araujo agora, Ditcheva “inevitável” depois
Com o foco no curto prazo, Carmouche diz que permanece totalmente concentrada em superar Viviane Araujo no dia 27 de junho. Ela descreve a adversária como um nome empolgante, que “vai para cima” e continua avançando independentemente do que acontece durante o combate.
Ao mesmo tempo, Carmouche já projeta como encararia Dakota Ditcheva caso o confronto principal se desenhe adiante. Ela considera que Ditcheva tende a ser alguém com perfil capaz de impor ritmo e tornar a luta movimentada — e cita um aspecto importante do seu raciocínio: a capacidade de lidar com o jogo de solo da adversária quando a luta vai para o chão.
Segundo Carmouche, a própria Ditcheva já demonstrou condições de empurrar o combate para frente e, embora existissem dúvidas sobre o jogo no solo — com a ideia de que bastaria levar a luta ao chão para finalizar — isso teria sido desmentido em confrontos anteriores, incluindo a luta contra Jena Bishop e outras apresentações.
Na estratégia que Carmouche imagina, o combate contra Ditcheva teria espaço para trocação com “vai e volta” e variações, mas ela também afirma acreditar no próprio plano de arrastar a luta para “águas profundas”. A ideia é que, a partir de rounds mais longos — especificamente no quarto ou quinto — ela consiga desgastar a outra atleta, forçar erros e então capitalizar, seja com uma finalização no chão ou com um desfecho perto das grades.
Ela visualiza esse cenário como um TKO no cage ou até mesmo uma finalização por submissão.
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Combate marcado: Liz Carmouche vs. Viviane Araujo em 27 de junho, em San Diego.
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Rota paralela: Dakota Ditcheva retorna um mês depois para enfrentar Denise Kielholtz.
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Projeção de Carmouche: para ela, o confronto com Ditcheva é praticamente “inevitável”.
Quando questionada sobre a possibilidade de Ditcheva estar evitando o duelo, Carmouche responde que “parece” ser esse o caso. Ainda assim, ela ressalta que entende a lógica de proteger o futuro da atleta e o investimento feito pela organização, além do valor comercial da campeã como rosto do PFL.
Porém, para Carmouche, existe uma única forma de o confronto não acontecer: Ditcheva decidir deixar o PFL e ir para o UFC. Fora isso, a leitura dela é que mais cedo ou mais tarde as duas acabam se enfrentando dentro do cenário que faz sentido para definir quem lidera de verdade o peso-mosca.

