“The Machine” acredita que está em um novo nível. O prospecto dos pesos-galo do UFC, Malcolm Wellmaker, volta ao octógono neste fim de semana para enfrentar Juan Diaz, estreante na organização, no duelo principal do UFC Vegas 117. A luta acontece no sábado (16 de maio de 2026), dentro do Meta Apex, em Las Vegas, Nevada.
Malcolm Wellmaker quer retomar o ritmo depois do primeiro tropeço
Wellmaker viveu um momento marcante no fim do ano passado: ele sofreu a primeira derrota da carreira profissional ao cair em uma decisão surpresa para Ethyn Ewing, que entrou substituindo o adversário com pouco tempo. O revés interrompeu a sequência que vinha construindo com força — antes, o lutador emplacou nocautes consecutivos sobre Cameron Saaiman e Kris Moutinho, elevando bastante a expectativa em torno do seu crescimento no cage.
Logo após perder, o atleta chegou a pensar em retornar imediatamente para apagar o resultado da mente, mas, com o passar das semanas, entendeu que precisava agir com mais calma. Ele afirmou que a melhor saída era fazer ajustes que realmente impactassem a performance, em vez de se precipitar no retorno.
“Foi difícil, cara, porque no ano passado eu competi com muita frequência e estava com aquela vontade de voltar logo”, disse Wellmaker, durante o media day. “Eu ficava perguntando ao meu gerente sobre este dia, sobre aquele dia. Mas quando percebi que demoraria um pouco mais, eu aproveitei esse tempo.”
Segundo o lutador, a pausa acabou funcionando como uma oportunidade para organizar o trabalho. Ele relatou que conversou com a comissão técnica e direcionou o foco para aprimoramentos mais técnicos, buscando refinar o plano de jogo e a execução, sem transformar os treinos em uma maratona sem controle.
“Eu me acalmei, conversei com meus treinadores e a gente priorizou evolução técnica — melhorando a mente, em vez de ir com tudo o tempo inteiro e acabar destruindo o corpo”, completou Wellmaker. “No fim das contas, esse intervalo acabou sendo bem formativo pra mim.”
Treino em tempo integral: o caminho até o ajuste
Além da derrota, Wellmaker reconheceu que assumir a rotina de lutador em tempo integral trouxe problemas que ele não esperava. Ele contou que, depois de deixar o trabalho em período completo no ano passado, passou a se jogar em uma carga de treinamento constante — e, com o tempo, isso culminou em desgaste físico e mental.
“Eu saí de trabalhar 40 a 50 horas por semana e encaixar treino no meio disso para ter uma agenda cheia e tentar colocar o máximo de blocos de treino possível — e foi aí que eu errei”, explicou Wellmaker. “Eu passei do ponto.”
O lutador também descreveu como era a rotina quando tentou definir o modelo de semana para o novo período de carreira. Ele disse que, no início, chegou a fazer treinos em dois períodos todos os dias durante uma semana inteira, algo que acabou se mostrando insustentável.
“Quando eu fui tentar entender como seria a minha semana como atleta em tempo integral, eu estava fazendo treino duas vezes por dia, todos os dias, por sete dias”, afirmou. “Isso é totalmente irreal. Eu cheguei num ponto em que não consegui manter esse tipo de produção — veio burnout e também pequenas lesões. Eu aprendi que existe uma linha bem tênue.”
O desafio contra Juan Diaz e a busca por mais nocaute
Mesmo que a primeira derrota ainda pese, Wellmaker enxerga a situação como um ponto de virada. Para ele, o resultado funcionou como um empurrão para evoluir, tanto na forma de se preparar quanto no jeito de lidar com a pressão e com o próprio processo de crescimento.
Agora, o prospecto retorna ao card principal para enfrentar outro adversário perigoso, com a intenção clara de mostrar que “The Machine” segue sendo um dos nomes mais explosivos da categoria peso-galo no caminho do UFC.
E, sim, o objetivo segue inalterado: conseguir outro nocaute que chame atenção e transforme a luta em mais um momento viral.

