Topuria mira unificação e promete provocar Makhachev no super duelo

Ilia Topuria mira a uma sequência histórica de unificação e, em seguida, a um novo salto de categoria. Atual campeão peso-leve do UFC, o georgiano-espanhol está programado para unificar os cinturões dos 155 libras contra o detentor interino Justin Gaethje no dia 14 de junho, em evento na Casa Branca. Depois desse compromisso, a ambição é avançar até os 170 libras para desafiar o campeão do peso meio-médio, Islam Makhachev.

  • Evento: unificação dos cinturões peso-leve (155 lb) entre Ilia Topuria e Justin Gaethje
  • Data: 14 de junho (local: Casa Branca)
  • Próximo objetivo declarado: subir para 170 lb para encarar Islam Makhachev e buscar um terceiro cinturão
  • Contexto de divisões: Topuria já foi campeão em categorias diferentes, com transições após conquistas no peso pena e no peso leve

Do salto do peso pena ao peso leve: a estratégia de Topuria

Topuria tratou o tema como parte de um plano que já vinha sendo construído desde a primeira grande mudança de divisão como campeão. Ele relembrou que não seria a primeira vez que sobe de categoria: conquistou o cinturão dos pesos pena ao derrotar Alexander Volkanovski, teve uma defesa contra Max Holloway e, depois, migrou para o peso leve para disputar o título vago contra Charles Oliveira.

Mesmo assim, o campeão pontuou que a passagem anterior pelos 145 libras teve um desfecho diferente do que ele imagina para o próximo salto. Segundo “El Matador”, quando ele subiu para o peso leve, o cinturão dos pesos pena acabou sendo retirado. Já, para uma eventual subida ao peso meio-médio visando Makhachev, ele acredita que o cenário seria outro.

“Eles deixariam eu manter”: o que Topuria disse sobre os cinturões

Em entrevista no Ariel Helwani Show, Topuria afirmou que, caso avance para os 170 libras para enfrentar Islam Makhachev, não espera perder o cinturão do peso leve. Para ele, a justificativa seria diferente em relação ao período em que ainda estava nos pesos pena.

O lutador explicou que foi transparente com a organização na época em que decidiu mudar de divisão. Ele disse que, ao buscar a mudança, deixou claro que pretendia abandonar o peso pena, afirmando que não voltaria àquela categoria porque desejava mesmo trocar de classe de peso.

Por outro lado, Topuria argumentou que o plano seria diferente se a próxima mudança fosse para o meio-médio. A lógica apresentada por ele é que, depois do duelo contra Makhachev, haveria retorno ao peso leve.

Foco em Gaethje primeiro, depois Makhachev: “o cenário perfeito”

Apesar da visão adiante, Topuria deixou claro que quer resolver primeiro o compromisso marcado contra Justin Gaethje. Em seguida, ele pretende usar essa vitória como ponte para tentar o desafio ao campeão dos 170 libras.

O georgiano-espanhol disse que o objetivo como atleta é conquistar feitos grandes no esporte e, nesse contexto, buscar um terceiro cinturão. Ele afirmou que gostaria de defender o próprio título contra Gaethje e, depois, ter a chance de subir ao meio-médio para conquistar o terceiro troféu de sua carreira. Ainda assim, Topuria reconheceu que o caminho depende de circunstâncias: “esse seria meu cenário perfeito, mas quem sabe?”.

Por que Topuria acredita em finalização contra Makhachev

Topuria também se posicionou sobre a capacidade de vencer Islam Makhachev, que é apontado como o número 1 do ranking peso por peso. Para ele, a vantagem não estaria apenas em pé: a convicção é de que o triunfo viria no chão, justamente onde ele acredita que os pontos fortes de Makhachev podem ser neutralizados.

O campeão afirmou que, quando recebe uma oportunidade de lutar, pensa no que pode fazer para “chocar o mundo”. No caso de Islam, ele disse que, para causar esse impacto, precisa submetê-lo. A promessa de Topuria é clara: levar Makhachev ao chão e finalizar na sequência com uma finalização.

“Se parece estranho, vai acontecer”: confiança sem hesitação

Topuria admitiu que sabe como as declarações soam. Ele disse entender que, ao ouvir alguém falar em derrubar e submeter Makhachev, isso pode soar estranho até mesmo para quem está do outro lado. Ainda assim, ele pediu para ninguém se surpreender se o plano realmente se materializar no octógono.

Ele citou que todos os adversários do topo são “bons” — e incluiu Justin Gaethje, Alexander Volkanovski, Charles Oliveira e Max Holloway nessa lista. A mensagem final do lutador foi a diferenciação: “todo mundo é bom, mas eu sou diferente”.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.