Malott tenta repetir comemoração no Canadá, mas UFC Winnipeg termina com vitória de Burns

Mike Malott queria reviver, em solo canadense, a mesma comemoração que fez na vitória anterior — com a bandeira do país erguida acima da cabeça. Desta vez, porém, ele não conseguiu repetir o gesto após derrotar Gilbert Burns e vencer no evento principal em Winnipeg.

Em instantes depois de garantir um nocaute técnico no terceiro round contra Burns, Malott iniciou os festejos com sua equipe. O triunfo colocou o canadense com cartel de 14-2-1 no MMA e 7-1 no UFC, enquanto Burns ficou com 22-10 no MMA e 15-10 na organização. Foi a primeira luta principal da carreira dele no Ultimate, o que deixou o momento ainda mais especial por acontecer no Canada Life Centre, em Winnipeg, sua terra natal.

Malott buscou comemorar como fez em Montreal, no UFC 315, quando levantou a bandeira canadense do lado de fora do octógono e conseguiu exibir o símbolo com orgulho. Em Winnipeg, a ideia foi a mesma — mas, desta vez, a permissão não veio.

Antecedentes

Durante o programa “The Ariel Helwani Show”, Malott explicou que, na ocasião do UFC 315, tentou erguer a bandeira dentro do octógono, mas foi impedido por alguém da organização ligada ao evento. Segundo ele, a orientação foi que não seria permitido levar o objeto para o interior da jaula.

O lutador relatou que, na hora, perguntou se poderia fazer o movimento de outra forma, pulando para alcançar o gesto sem permanecer com a bandeira no espaço onde ela não seria aceita. Ele afirmou que conseguiu ajustar do jeito que foi orientado e terminou levantando a bandeira no momento desejado em Montreal.

Na comparação com o que ocorreu em Winnipeg, Malott disse que desta vez pulou o primeiro processo e se posicionou para pegar a bandeira rapidamente. No instante em que puxava o símbolo para cima, no entanto, a bandeira foi retirada de sua mão por um integrante da organização, que teria feito isso de maneira ríspida e com uma reação de irritação visível.

Malott descreveu que ficou confuso com a situação, questionando principalmente a falta de clareza sobre a regra e destacando que ele apenas lutou dentro de uma estrutura fechada, entendendo que não faria sentido a abordagem. Ele também afirmou que, ao final, simplesmente deixou o local com a bandeira, sem que isso se transformasse em um conflito maior.

De acordo com o empresário e proprietário da Ruby Sports & Entertainment, Daniel Rubenstein, o UFC não quer que os atletas exibam bandeiras dentro do octógono. A justificativa apresentada por Rubenstein é que, no interior da jaula, a presença do símbolo atrapalha a visualização e bloqueia logos de patrocinadores que foram colocados no piso e também nas estruturas laterais do octógono.

Rubenstein afirmou que as bandeiras são permitidas durante a saída para a luta, mas não para serem exibidas após a entrada no octógono, justamente por conta da exposição das marcas e da área de publicidade montada no cenário.

A luta

  1. Malott abriu a noite tentando transformar a vitória em uma repetição da comemoração que fez em Montreal, mas o momento de celebração após a luta acabou sendo marcado por impedimentos relacionados à bandeira.
  2. No evento principal, o canadense venceu Gilbert Burns com nocaute técnico no terceiro round.
  3. Logo após o fim da luta, Malott começou a comemorar com a equipe, mas o planejamento de erguer a bandeira canadense não se concretizou como ele imaginava.

O pós-luta

Malott disse que não tratou a questão diretamente com o UFC depois do ocorrido e que não pretende perder tempo pensando no assunto, apesar de admitir ter ficado frustrado. O caso, inclusive, gerou repercussão nas redes sociais, com discussão em torno da proibição e do comportamento durante a tentativa de exibir o símbolo.

O lutador detalhou que passou oito semanas visualizando o reencontro daquele momento em Montreal, justamente para “recriar” a cena de levantar a bandeira. Ele ressaltou o orgulho de representar o Canadá, a alegria de competir diante de muitos compatriotas e a vontade de viver a fantasia de ter a bandeira, de forma literal e simbólica, acompanhando sua performance.

Mesmo reconhecendo que não foi o fim do mundo, Malott afirmou que teria sido especial poder erguer o estandarte fisicamente como parte da comemoração. Ainda assim, o recado final foi claro: ele aproveitou a chance de lutar em casa, mas lamentou não ter conseguido repetir exatamente o mesmo gesto que marcou sua vitória anterior.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.