Masvidal prevê estreia difícil de McGregor: Holloway “apaga” no octógono

Jorge Masvidal acredita que Conor McGregor terá um retorno complicado no octógono quando enfrentar Max Holloway no card do UFC 329. A luta principal está marcada para 11 de julho, no T-Mobile Arena, em Las Vegas, com transmissão pelo Paramount+.

Campeão e ex-desafiante em diversas fases da carreira, McGregor chega ao duelo como azarão. O irlandês tem cartel de 22 vitórias e 6 derrotas no MMA, além de 10 triunfos e 4 reveses no UFC. Por outro lado, Holloway entra no confronto com números ainda mais pesados: 27 vitórias e 9 derrotas no MMA, e 23 vitórias e 9 derrotas na organização.

Masvidal crê que essa diferença de fase e, principalmente, de momento, favorece diretamente o havaiano. Em entrevista ao podcast “Deep Waters”, do Paramount, o ex-lutador foi direto na avaliação: afirmou que espera uma performance dominante de Holloway, destacando que o adversário de McGregor não estaria “desgastado” ou fora do que sempre entregou ao longo dos anos.

Segundo Masvidal, a leitura passa também pela capacidade de Holloway de manter o alto nível mesmo após períodos fora do foco principal do esporte. Ele citou o bom momento do rival, lembrando que Holloway já enfrentou Charles Oliveira e que, para ele, o havaiano continua sendo “Max” — com condições de competir no topo e voltar a buscar um cinturão.

Na mesma linha, o americano ressaltou que enxerga o confronto como um cenário difícil para McGregor, independentemente de qualquer confiança ou autoconfiança que o irlandês venha carregando para o combate. Masvidal argumentou que a combinação de estilo e aproveitamento recente torna a partida particularmente desfavorável ao retorno de “The Notorious”.

Além da análise técnica, Masvidal também apontou um fator comportamental para explicar por que espera um resultado desfavorável ao lutador que retorna após longo período. Ele disse que não tem observado, na prática, alguém que tenha tomado as decisões certas fora do cage para transformar um afastamento em um retorno bem-sucedido.

De acordo com o ex-atleta, McGregor “vive um tipo de rotina” que, segundo ele, todos já conhecem e que indicaria que não é algo positivo. Já Holloway, na visão de Masvidal, seguiria um caminho completamente diferente: ele afirmou que nunca viu o havaiano em festas ou situações de destaque negativo, e que o padrão de vida do lutador seria “treino, família, treino, família”.

Fechando a argumentação, Masvidal sustentou que esse tipo de disciplina tende a fazer diferença mesmo quando o atleta fica cinco anos longe do esporte. Para ele, quem mantém esse padrão consegue se afastar por um longo período sem perder a capacidade de voltar competitivo no mesmo patamar.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.