Merab Dvalishvili pode não ter começado no esporte com uma base tradicional de luta olímpica, mas a noite em que ele dominou Frankie Edgar no RAF 9 provou que o estilo de jogo “de grappler” dele é mais do que natural. Com uma atuação crescente, o georgiano apagou o ritmo do Hall of Famer do UFC, acumulou quedas decisivas e fechou o combate por superioridade técnica, abrindo uma vantagem ampla no placar antes da finalização.
Antecedentes
Depois de mais um compromisso importante no octógono do RAF, Dvalishvili voltou os olhos para um antigo rival: Henry Cejudo. O plano inicial era que os dois se enfrentassem logo na estreia do georgiano no RAF, mas a oportunidade não aconteceu. Agora, com o combate contra Edgar já resolvido, o lutador deixou claro que quer o confronto com Cejudo e tratou o episódio como uma espécie de “chamada” pública para o duelo.
“Quero chamar ele. Ele sumiu quando eu estava pronto. Henry, espero que você tenha coragem para lutar comigo no wrestling. Mostra pra mim umas bolas mexicanas, cara! Isso é wrestling: um ponto pode mudar tudo. Eu amo o RAF. Isso me motiva. É um motivo grande pra eu ficar ocupado e melhorar em todos os aspectos. Estou pronto. Qualquer um. Eu gostaria de desafiar todo mundo”, disse Dvalishvili.
A luta
- O começo do combate foi mais lento, mas logo Dvalishvili acelerou e passou a pressionar com intensidade, buscando o controle e trabalhando ofensivamente as quedas.
- Mesmo com um primeiro intento de queda sendo frustrado por Edgar, o árbitro acabou emitindo um aviso por falta de ação — e isso custou um ponto para Dvalishvili, enquanto Edgar seguia firme na defesa.
- Na sequência, o georgiano colocou pontos no placar com um “pushout” e continuou atacando para buscar Edgar no chão pela primeira vez. A tentativa resultou em uma captura eficiente de single-leg, que lhe rendeu dois pontos adicionais.
- Já no fim do primeiro período, um choque de cabeças acabou abrindo Edgar diretamente no nariz. A situação ainda teve um peso extra para Dvalishvili, que vinha recentemente de mais uma lesão em sessão de treinos, evidenciando o desgaste físico do confronto.
- No período final, Dvalishvili voltou com ainda mais precisão: conseguiu mais um single-leg com uma projeção limpa e ampliou a pontuação, chegando a uma sequência que somou quatro pontos.
- O lutador tentou encaixar uma “leg lace” para conseguir a virada, mas não conseguiu finalizar a transição antes de o árbitro interromper e colocar os dois novamente em pé.
- Com o ritmo já estabelecido, Dvalishvili mergulhou novamente em um “body lock” profundo. Edgar tentou inverter a posição para recuperar o controle e entrar na luta, mas foi bloqueado antes de conseguir a volta — e não conseguiu cair “de volta” com vantagem.
- Após nova movimentação e um novo ajuste depois da queda, Dvalishvili disparou no placar, superando a casa dos 10 pontos de diferença, o que decretou a vitória por superioridade técnica (tech fall).
O pós-luta
Com o resultado em mãos, Dvalishvili ainda aguarda o agendamento da trilogia contra o atual campeão dos galos do UFC, Petr Yan. Enquanto a organização define datas para esse reencontro, o georgiano sinalizou que pretende manter o calendário movimentado no RAF e que o próximo objetivo é Henry Cejudo.

