O Octógono voltou à Galaxy Arena, em Macau, para um evento de UFC Fight Night que colocou lutadores locais frente a frente com adversários internacionais. No confronto principal, Song Yadong roubou a cena e garantiu o resultado mais importante da noite.
Com a poeira baixada no Galaxy Arena, chegou a hora de olhar para o placar e relembrar alguns dos principais vencedores do UFC Fight Night: Song vs Figueiredo, realizado no sábado.
Os torcedores chineses que lotaram o local certamente chegaram com a esperança de ver seus representantes conquistando muitas vitórias. Porém, depois de uma noite difícil para os atletas da casa dentro do Octógono, coube a Song Yadong ser o responsável por entregar um triunfo para a torcida.
Song enfrentou o ex-campeão indiscutido dos moscas, Deiveson Figueiredo, e mostrou um MMA completo: primeiro trocando em pé com o brasileiro, depois levando a luta para o chão e finalizando. O jeito como conseguiu isso chamou atenção — Song agarrou o pescoço de Figueiredo e encaixou uma guilhotina enquanto o brasileiro buscava uma queda. A sequência deixou claro que ele tem qualidade para vencer nomes do mais alto nível justamente quando eles tentam ditar o ritmo no próprio estilo.
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Em resumo, Song não apenas venceu: ele indicou ao mundo que é uma ameaça real para a elite da categoria. Mesmo tendo enfrentado adversários do nível de campeão mundial nos últimos quatro compromissos, a próxima luta dele tende a ser a maior da carreira.
Depois de ter sido interrompido no primeiro round por Volkan Oezdemir na última apresentação, Alonzo Menifield foi novamente colocado em um duelo contra um atleta conhecido por nocaute. Só que, desta vez, apesar de ter atravessado o mundo para competir no “quintal” de Zhang Mingyang, foi Menifield quem devolveu o golpe e finalizou o rival no último minuto do round inicial.
Esse foi o primeiro combate de Menifield em um card do UFC em que ele figurava como atração principal. E ele admitiu estar satisfeito por ver seu nome nesse tipo de destaque. Depois de trocar golpes, buscar o confronto no mano a mano e ainda entregar uma finalização marcante, além de conceder uma entrevista pós-luta cheia de emoção, é possível que ele não tenha que esperar tanto tempo para voltar a aparecer em outro evento desse porte.
O nocaute de Menifield sobre Zhang foi o 10º triunfo por finalização na carreira dele no MMA. Ainda assim, o feito teve um detalhe curioso: foi a primeira vez desde que, em 2023, ele havia finalizado Jimmy Crute por finalização; e também foi o primeiro nocaute desde que venceu Misha Cirkunov ainda no primeiro round, em 2022. Se ele conseguir somar mais um resultado ao currículo quando voltar a competir ainda neste ano, pode acabar se posicionando para disputar espaço entre os dez melhores.
Após duas derrotas seguidas para Tom Aspinall e Alexander Volkov, Sergei Pavlovich precisava de uma reorganização e da chance de retomar o ritmo. Em 2025, ele voltou a vencer com triunfos sobre Jairzinho Rozenstruik e Waldo Cortes Acosta. E no sábado à noite, o grande russo ampliou: foram três vitórias seguidas.
Pavlovich encarou Tallison Teixeira, do Brasil, que chegou ao duelo depois de ter superado Tai Tuivasa por decisão em janeiro. Só que, assim que a luta começou, não parecia haver caminho para outro desfecho. Pavlovich “passou por cima” de Teixeira: encontrou rapidamente o espaço para trabalhar com golpes de impacto e colocou o brasileiro para dormir em apenas 39 segundos.
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Na forma em que se encontra, Pavlovich é um dos nomes mais assustadores entre as promessas do UFC. E, depois de reconstruir o embalo que havia perdido em 2024, ele voltou a ficar no radar do topo da divisão.
Depois de dois combates na divisão dos moscas do UFC — sendo o primeiro deles uma luta pelo cinturão — e de duas derrotas, surgiram dúvidas em alguns setores sobre se veríamos o melhor de Kai Asakura dentro do Octógono. No entanto, no sábado ele subiu de volta para o peso que costuma se encaixar melhor e entregou o tipo de atuação que os fãs mais antigos do japonês já esperavam.
Asakura ficou muito mais confortável nos 135 libras. Contra Cameron Smotherman, ele mostrou sua categoria ao atordoar o adversário e depois finalizar o prospect americano ainda dentro dos dois primeiros minutos da luta do card principal.
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Após a vitória, Asakura ficou bastante emocionado. Depois de derrotas seguidas, é natural que a pressão estivesse alta. Agora, de volta ao peso ideal e com uma vitória conquistada, ele ganha a chance de medir forças com os melhores bantamweights do planeta. E, se você colocar Kai Asakura para lutar contra qualquer adversário na faixa dos 135, o confronto promete ser daqueles que animam.
Com apenas uma luta no UFC, a trajetória de Rodrigo Vera já chama atenção. Depois de não conseguir passar no corte para o The Ultimate Fighter, Vera permaneceu em Las Vegas e treinou no PI como forma de se manter pronto caso surgisse uma oportunidade… e ela apareceu.
Vera entrou como substituto de última hora para enfrentar Zhu Kangjie. E no retorno imediato, ele fez uma estreia de impacto: venceu com nocaute ainda no primeiro round, garantindo uma atuação que chamou atenção logo na primeira aparição no Octógono.
Esse resultado não parecia obra do “acaso” nem de alguém aproveitando uma chance inesperada. A impressão foi a de um veterano experiente, completamente preparado para a oportunidade que ele persegue há anos. O Peru ganha um novo lutador do UFC para torcer, e o que foi visto no sábado sugere que ele tem um talento de verdade.
