Colby Covington supera Chris Weidman e prepara acerto com Arman Tsarukyan

Colby Covington precisou de cada segundo para superar Chris Weidman no RAF 9, mas conseguiu sair com a vitória em um confronto que seguiu em vai e vem do começo ao fim. Disputando em desvantagem de porte e cedendo tamanho ao ex-campeão dos médios do UFC, o norte-americano apostou na própria velocidade e na parte técnica para construir quedas, controlar momentos importantes e, já no final, garantir um ponto por passividade. Com o placar computado em 5 a 4 quando o tempo expirou, Covington celebrou o triunfo e, sem perder tempo, já mirou o próximo alvo: Arman Tsarukyan, que também venceu na luta de abertura da noite.

Logo após o fim do combate, Covington foi para o microfone e disparou provocações. Ele chamou Tsarukyan de “garoto mimado”, ironizou sobre a suposta rotina de luxo atribuída ao pai e prometeu que iria encontrá-lo em Milwaukee no dia 18 de julho. Tsarukyan, que estava acompanhando a luta de perto, subiu ao palco para responder. O lutador rebateu dizendo que, naquele dia, Covington teria mostrado um desempenho “bem ruim” e afirmou que, quando a hora de lutar de verdade chegar, ele estaria pronto — deixando claro que não queria que a luta virasse algo “fácil” financeiramente. Em seguida, os dois concordaram com a luta para o RAF 11, mantendo o encontro marcado para 18 de julho.

Antes de pensar no compromisso seguinte, Covington precisou resolver o duelo contra Weidman. O veterano vinha com bagagem forte do wrestling universitário e tinha sido duas vezes All-American na carreira na faculdade, o que colocava pressão sobre o estilo de tomada de controle do brasileiro do card — e, na prática, obrigou Covington a trabalhar com ainda mais precisão para tirar proveito das oportunidades. Weidman começou tentando ditar o ritmo, acertando uma investida rápida que colocou Covington no chão cedo, mas não conseguiu encaixar a sequência necessária para virar a posição e acumular pontos de forma consistente.

Na sequência, a luta no espaço em pé ganhou muita disputa de mãos e tentativas de estabelecer vantagem, com o árbitro precisando intervir: houve um aviso no relógio de ação contra Covington por falta de atividade. A partir desse momento, o plano de Covington voltou a ganhar forma. Ele partiu para uma tentativa de single-leg e, no meio da troca, uma movimentação de transição acabou resultando em pontos para o ex-campeão interino dos meio-médios do UFC. O domínio continuou: Covington conseguiu novamente uma queda com o mesmo caminho de single-leg e colocou Weidman no tapete outra vez, somando mais dois pontos.

Conforme o segundo período avançava, ficou nítido que Weidman estava diminuindo o ritmo. A produção ofensiva do adversário caiu drasticamente, e Covington aproveitou o cenário para manter o controle e continuar pontuando. Weidman tentou um snap down por meio de uma pegada de front-headlock para forçar a queda em outra direção, mas não conseguiu concluir com efetividade. Com isso, o árbitro voltou a colocar Weidman sob o shot clock. Como Weidman não marcou nesse intervalo, Covington recebeu mais um ponto, ampliando sua vantagem para 5 a 4.

Com 30 segundos restantes, Weidman tentou duas investidas finais por queda, mas Covington respondeu com faro e postura defensiva, conseguindo espalhar o corpo e evitar o avanço. O cronômetro correu até o fim sem que Weidman conseguisse fechar a pontuação necessária, e o resultado ficou com Covington, que fechou a vitória e manteve invencibilidade no RAF com campanha de 3-0 na organização. Considerando o quanto de tamanho ele estava entregando para Weidman, o feito ganhou ainda mais peso: além de vencer um nome com histórico de wrestling de alto nível, Covington se credenciou para o grande confronto que agora mira Tsarukyan, embate que pode acabar se tornando o maior da história do RAF.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.