Médico interrompe luta: Nate Diaz é dominado após pancadaria com Dustin Poirier

O “bad blood” entre Nate Diaz e Dustin Poirier ganhou mais lenha após o americano sofrer uma parada médica brutal na luta principal preliminar do card do MVP MMA 1, evento que teve “Rousey vs. Carano” como atração em Los Angeles, no Intuit Dome. No co-main event, Diaz encarou Mike Perry, estrela do BKFC, e foi dominado até que o médico, ao lado do octógono, interrompesse o combate por causa de cortes severos.

A luta

  1. Diaz tentou impor seu estilo de alto volume na trocação, usando pressão constante e alguns momentos de acerto com golpes repetidos.
  2. Apesar disso, Perry assumiu o controle do confronto e passou a agredir com sequência de golpes de impacto: socos, cotoveladas e joelhadas, empurrando Diaz para um cenário desfavorável.
  3. Conforme os ferimentos aumentaram, o quadro se deteriorou para Diaz, e a equipe médica decidiu encerrar a luta ao notar cortes graves, sem permitir que o combate continuasse.

O pós-luta e a reação de Poirier

Quem não demonstrou qualquer tipo de empatia pelo desempenho de Diaz foi Dustin Poirier. O ex-campeão interino peso-leve do UFC, recentemente aposentado, já tentava negociar uma luta com o “Stockton native” desde 2018, mas, na prática, o confronto nunca saiu do papel.

Durante participação no podcast “Deep Waters”, exibido no Paramount, Poirier foi direto ao ponto e criticou a postura de Diaz, afirmando que, em sua visão, existia possibilidade real de luta, mas que faltou honestidade com os fãs sobre o que teria travado o acerto.

“A gente poderia ter lutado. O Nate sabe disso. Eu só queria que ele fosse honesto com os torcedores e dissesse se desistiu ou se não fechou com o UFC, ou o que quer que tenha acontecido nas vezes em que a luta era para ocorrer e não aconteceu”, disse Poirier.

O veterano então reforçou que, após o que viu no sábado, Diaz não teria base para continuar falando no assunto. Poirier declarou que o adversário precisaria de descanso, e descreveu o desempenho como algo abaixo do esperado, citando desequilíbrio, ritmo ruim e falta de intenção durante o combate.

“Depois do jeito que ele apareceu na noite de sábado, ele não consegue falar direito agora. Tem que dar uma pausa. Ele precisa descansar, dormir e recuperar. Ele parecia muito mal. Parecia horrível. Dava a impressão de que não queria estar lá. Parecia um saco de pancadas. O timing estava péssimo. Quando alguém perde, eu não gosto de falar pesado, mas ele sabe”, completou.

O clima aumentou ainda mais porque Diaz mencionou Poirier logo após a derrota para Perry, durante entrevista pós-luta, brincando com o fato de o rival ter se aposentado. Na sequência, Poirier tratou a provocação como algo que o irritou, entendendo que Diaz ainda estaria interessado no duelo — ou, ao menos, lembrando dele para manter o assunto em alta.

“É maluco como ele traz meu nome no pós-luta. Pelo jeito, ele ainda quer essa briga ou está pensando nisso. Só que, depois de uma apresentação como aquela, parece que eu estou querendo pegar leve, como se eu estivesse só caçando um adversário fácil. E eu não vejo assim”, disse Poirier.

O ex-desafiador também deixou claro, em tom de desafio, que caso o confronto fosse marcado de vez, ele acredita que teria condições de finalizar Diaz com força.

“É como se eu estivesse atrás de uma luta fácil, de uma vitória fácil. Mas, Nate Diaz, se a gente lutar, eu te derrubo completamente. Eu vou te nocaute—limpo”, afirmou.

Retorno ao UFC e convite de Poirier

Mesmo tendo encerrado oficialmente a carreira após a derrota na trilogia para Max Holloway no ano passado, em Louisiana, Poirier indicou que consideraria voltar para enfrentar Diaz caso o UFC finalmente colocasse o duelo no calendário.

“Meu convite continua. Com 170 libras, eu volto para o protocolo de testes, seja lá como for. E eu vou nocaute ar completamente o Nate Diaz”, declarou Poirier.

Com isso, a rivalidade entre os dois pode seguir viva por muito tempo — apesar de o combate real ter sido adiado por anos, com diversas tentativas, conversas canceladas e provocações recíprocas que nunca se transformaram em luta no octógono.

Agora, depois da atuação difícil de Diaz contra Perry e da forma como o confronto terminou com interrupção médica, a tendência é que parte do público reveja o nível de urgência por esse acerto, pelo menos no curto prazo.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.