Jake Paul’s MVP e Ronda Rousey não estão apenas provocando sobre a estrutura de remuneração do UFC — eles prometem contrapor a fala com números próprios, afirmando que os lutadores do card também vão receber valores mais altos, inclusive os que ficam mais abaixo na programação. O evento, chamado MVP MMA 1, acontece no dia 16 de maio e reúne um “triple header” com lutas de grande apelo, mas a principal ênfase do projeto está em como a organização pretende tratar o pacote financeiro de atletas em diferentes posições do card.
O card do MVP MMA 1 e o foco na remuneração
O MVP MMA 1 terá, como lutas principais, Ronda Rousey vs. Gina Carano, Francis Ngannou vs. Philipe Lins e Nate Diaz vs. Mike Perry. Segundo a própria Rousey, que estará no evento tanto como co-promotora quanto como lutadora no combate principal, a proposta do campeonato é garantir um patamar mínimo de pagamento para todos os participantes.
Na coletiva de imprensa do MVP MMA 1, Rousey foi direta ao apontar que o objetivo não é apenas “aumentar o teto”, mas também elevar o “piso” salarial. Ela afirmou:
“Eu acho muito importante elevar o teto, mas também elevar o piso. E uma das coisas mais importantes nesta luta é garantir o mínimo absoluto que qualquer pessoa vai levar — mesmo que não tenha um cartel grande e longo, e mesmo que perca — de US$ 40 mil.”
Na sequência, ela reforçou o argumento com a lógica de frequência de combates dentro do ano, sugerindo que o patamar mínimo oferecido pelo MVP supera o que seria necessário para sustentar a vida do lutador. Rousey completou:
“Se você luta três vezes em um ano, isso é muito mais do que um salário digno, e isso é algo que o UFC não consegue dizer.”
Comparação com o modelo tradicional do UFC
O debate levantado por Rousey passa por como o UFC historicamente estrutura pagamentos para atletas que estão ingressando na organização. A referência citada é que, para quem entra no roster, a remuneração tradicional seria de US$ 10 mil para “show” e US$ 10 mil para “win”. Com esse modelo, mesmo que um atleta vença duas vezes no primeiro ano, a conta indicada chega a US$ 40 mil antes de descontos e custos.
Segundo a narrativa apresentada, esse valor ocorre antes de impostos, além de ainda existirem despesas e também taxas de academia e de gerenciamento. A comparação com o mercado de trabalho comum aparece como exemplo: a matéria menciona que Sean Strickland já havia dito que você ganharia mais trabalhando em um grande varejista — e a lógica, nesse contexto, seria que a estrutura de entrada teria ficado praticamente congelada desde 2015, quando o pagamento inicial deixou de aumentar com frequência a cada alguns anos.
A promessa do MVP: mínimo de US$ 40 mil por luta
Ronda Rousey sustenta que a regra do MVP para os atletas é clara: lutadores do evento receberão pelo menos US$ 40 mil por combate. Além disso, ela afirma que muitos participantes devem ganhar ainda mais, destacando que alguns nomes no topo do card já sinalizaram que estão faturando valores superiores ao que já recebiam ao longo da carreira.
Rousey encerrou a coletiva com um apelo voltado ao público e à própria missão do projeto. Ela declarou:
“Eu espero que todo mundo aqui esteja recebendo o maior pagamento da carreira. E depois deste evento, eu espero que a gente consiga aumentar esse teto mais e mais e mais, até ficar no mesmo nível dos maiores boxeadores. Porque é aí que está o objetivo final para nós. Isso é só o começo.”

