UFC fora do top 50: MMA não entra na lista de mais bem pagos em 2026

Uma nova lista de atletas mais bem pagos para 2026 reforçou a distância entre o UFC e o topo das maiores cifras do esporte: apenas dois boxeadores aparecem no recorte dos 50 primeiros, enquanto nenhum lutador de MMA consegue entrar no ranking pela segunda temporada consecutiva. O panorama também chama atenção para o fato de que, mesmo em um ano com grandes lutas de impacto global, o MMA segue praticamente fora da vitrine financeira.

Boxe domina o topo; MMA fica de fora pelo segundo ano seguido

Na atualização mais recente dos atletas com maiores ganhos em 2026, somente dois nomes do boxe figuram entre os 50 mais bem pagos — e, novamente, lutadores de MMA não aparecem na lista. O levantamento mostra que, considerando o último ano, apenas dois atletas de esportes de combate conseguem entrar no grupo de elite.

  • Comandando o ranking pelo quarto ano seguido está Ronaldo.
  • No recorte dos esportes de combate, apenas dois lutadores entram no top 50: Canelo Álvarez e Jake Paul.
  • Nenhum atleta de MMA entra no top 50 em 2026, repetindo a mesma ausência vista no ano anterior.

Entre os boxeadores, Canelo Álvarez aparece em segundo lugar, segundo a estimativa de ganhos divulgada no levantamento: ao todo, ele teria acumulado US$ 170 milhões no período, sendo US$ 160 milhões provenientes de lutas e mais US$ 10 milhões ligados a patrocínios e acordos comerciais. O número se conecta ao peso do calendário recente do peso super-médio, já que ele esteve em um dos combates mais acompanhados do ano ao encarar Terence Crawford.

Mesmo com a grande exposição global do confronto contra Crawford — que terminou com vitória por decisão bem controlada e com mais de 41 milhões de pessoas assistindo na Netflix — Crawford não entrou na lista. O dado é curioso porque, apesar do resultado positivo, o atleta não conseguiu alcançar o patamar de faturamento necessário para figurar entre os mais bem pagos naquele ranking específico.

O segundo boxeador a aparecer no top 50 é Jake Paul, que surge na 23ª posição após, de acordo com a estimativa, ter faturado US$ 70 milhões no último ano. Desse total, US$ 60 milhões teriam vindo de bolsas de lutas e US$ 10 milhões de patrocínios e endossos.

  • Jake Paul: 23º lugar no ranking de 2026; US$ 70 milhões estimados no período.
  • Distribuição atribuída: US$ 60 milhões de bolsas e US$ 10 milhões de patrocínios/afiliações.

No período citado, Paul teria lutado duas vezes em 2025. Ele venceu Julio Cesar Chavez Jr. e, depois, sofreu uma derrota por nocaute brutal para Anthony Joshua em dezembro — luta que também teria custado a ele uma fratura na mandíbula durante o combate. Ainda assim, o levantamento indica que os pagamentos continuaram expressivos, enquanto o boxeador segue ampliando presença no esporte tanto por carreira própria quanto por meio da empresa Most Valuable Promotions.

Por que o UFC segue sem presença: impacto e comparação com outros nomes

Quando o recorte muda para o MMA, o cenário é direto: em 2026, ninguém do setor aparece entre os 50 maiores ganhadores. Trata-se da segunda temporada consecutiva em que nenhum lutador de MMA consegue quebrar essa barreira. No mesmo ranking, Jannik Sinner aparece como destaque do tênis, posicionado em 50º lugar, com ganhos estimados em US$ 54,6 milhões no período.

Esse apagão do MMA contrasta com anos anteriores em que lutadores do UFC conseguiram entrar no topo financeiro. Conor McGregor, por exemplo, foi a grande referência da liga que conseguiu furar a barreira em determinadas edições. Ele apareceu na lista em 2021, quando assumiu o primeiro lugar do ano. Na ocasião, embora lutar tenha pago muito, o maior volume de ganhos teria vindo da venda de sua bebida Proper No. 12, com a fatia atribuída ao atleta em torno de US$ 150 milhões.

McGregor também já havia entrado no ranking em 2017 após a luta contra Floyd Mayweather. Ainda assim, o levantamento deixa claro que a maior parcela das cifras naquele período teria vindo do boxe, e não do MMA.

  • Conor McGregor entrou no top 50 em 2021 e chegou ao 1º lugar no ano.
  • O maior ganho atribuído naquele recorte teria sido a venda de Proper No. 12, com US$ 150 milhões na fatia estimada.
  • Em 2017, McGregor também apareceu após confronto com Floyd Mayweather, com maior fatia vinda do boxe.
  • Em 2025/2026, o MMA não conseguiu entrar no top 50 pela segunda temporada seguida.

O que isso sugere para o UFC e a próxima chance de McGregor

Apesar de o MMA não aparecer no ranking em 2026, existe uma linha de esperança para a presença do UFC em edições futuras: a volta de Conor McGregor ao octógono. O levantamento aponta que o irlandês está programado para retornar à ação no card principal do UFC 329, em 11 de julho, quando enfrenta Max Holloway em uma revanche.

O texto também ressalta um ponto importante: ainda não se sabe se apenas esse combate será suficiente para recolocar McGregor no grupo dos 50 atletas mais bem pagos. Mesmo assim, a leitura é clara no contexto do próprio ranking — McGregor pode seguir como a única possibilidade concreta de um nome do UFC voltar a aparecer entre os mais bem remunerados em 2027.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.