Taila Santos volta ao octógono do PFL neste sábado, em Sioux Falls, encarando seu primeiro compromisso desde uma suspensão de seis meses por doping. A lutadora afirmou que o teste positivo ocorreu por “um acidente” e que pretende transformar o episódio em algo já superado na carreira.
Retorno após suspensão e explicação sobre substâncias
- Taila Santos entra no card do PFL em Sioux Falls neste sábado para seu primeiro combate após suspensão de seis meses por doping
- A lutadora disse que o resultado falhou por “acidente”
- Em março de 2025, Santos era esperada para lutar contra Julianna Velasquez, mas o teste positivo por oxandrolona e clenbuterol mudou os planos
- Taila afirmou que compostos usados no treino foram obtidos do mesmo local e que, na pressa, tomou uma substância que não era para uso dela por engano
Santos estava marcada para enfrentar Julianna Velasquez antes do resultado positivo envolvendo oxandrolona e clenbuterol, registrado em março de 2025. Em entrevista, a atleta explicou que o motivo estaria ligado à rotina com suplementos, citando que o marido trabalha com fisiculturismo e utiliza esteroides anabolizantes.
Segundo Taila, o casal estava correndo para treinar e buscou todos os suplementos compostos no mesmo lugar. De acordo com a lutadora, na agitação, ela acabou ingerindo um dos produtos do marido por engano.
Momento difícil e foco em organização, principalmente mental
A ex-desafiante ao cinturão no UFC e finalista da temporada do PFL descreveu o período como “muito difícil” na carreira. Ainda assim, afirmou que usou a pausa para colocar a vida e os hábitos em ordem, com atenção especial ao lado psicológico.
Além do trabalho mental, a brasileira também disse que tentou aproveitar mais a família durante a fase de recuperação, sem deixar que o caso a afetasse continuamente.
Agora com 32 anos, Santos mede forças com Qihui Yan no PFL de Sioux Falls e declarou não esperar que o episódio de doping deixe marcas futuras em sua reputação. Para ela, casos desse tipo fazem parte do esporte e seguem o mesmo caminho de outras situações que atletas enfrentam ao longo do tempo.
A lutadora comparou o ocorrido a uma “luta” na carreira que, apesar de indesejada, acontece e precisa ser superada. Taila também reforçou a intenção de “deixar tudo na jaula” para que o tema fique no passado.
Yan como adversária: cartel, forma de vencer e caminho até o duelo
Taila Santos acredita que pode vencer Yan dentro do tempo regulamentar. A chinesa chega ao confronto com cartel de 25-5 como profissional, com apenas três vitórias obtidas por decisão, o que indica que a maior parte dos resultados vem de maneiras que não passam pelos juízes.
A própria brasileira disse que não era esperado que Qihui Yan fosse sua adversária. Conforme o relato de Santos, a lutadora foi primeiro escalada para enfrentar Viviane Araujo e, depois, Ilara Joanne, até fechar acordo para lutar contra Yan em Dakota do Sul.
Taila revelou ainda que não conhecia profundamente a oponente. Ela afirmou que, ao receber a oferta, foi difícil até encontrar lutas e vídeos para estudar, e que precisou “cavar” para achar material suficiente.
Preparação: ajuste de boxe para um estilo mais “aleatório”
Com a mudança de adversária, Santos contou que direcionou sua preparação para apurar as habilidades de boxe. A estratégia, segundo ela, acabou “encaixando perfeitamente” para o tipo de confronto que o duelo pede.
Taila afirmou que Yan não possui um estilo tão definido, descrevendo a chinesa como “aleatória”. Para a brasileira, alguns adversários são fortes no boxe ou já entram com o plano de queda desde o início, enquanto Qihui aparenta atuar com variações.
De acordo com Santos, Yan avança e costuma trabalhar com golpes longos de mão, como overhands, e tenta buscar transições para quedas. Ainda assim, Taila disse que não enxerga uma marca registrada clara no padrão ofensivo da adversária.

