Mike Malott estreia como coadjuvante no UFC Winnipeg e para Gilbert Burns no 3º

Mike Malott fez questão de viver o momento. Neste fim de semana, o canadense se tornou apenas o terceiro atleta nascido no Canadá a encabeçar um card do UFC em território canadense, ao liderar o UFC Winnipeg contra Gilbert Burns. A noite foi ainda mais especial porque Malott conseguiu uma vitória de grande impacto, interrompendo Burns no terceiro round — um triunfo que colocou “Proper” em um patamar histórico para o MMA do país. Depois do combate, o lutador se mostrou bastante emocionado dentro da jaula e explicou, durante a entrevista coletiva pós-luta, o que esse triunfo representou.

Momento histórico no UFC Winnipeg

Malott garantiu a oportunidade de ser a “cara do futuro” do MMA canadense por muito tempo, e a luta em casa virou o palco ideal para confirmar esse título. Ao encabeçar o card em Winnipeg, ele entrou para um grupo restrito: apenas três lutadores nascidos no Canadá conseguiram a façanha de liderar um evento do UFC no próprio país. Ele passou a ocupar o mesmo tipo de espaço que Georges St-Pierre e Rory MacDonald já ocuparam na história do esporte.

Com a vitória sobre Gilbert Burns, o resultado ganhou ainda mais peso: Malott não apenas venceu, como encerrou o combate no terceiro round, parando o adversário e deixando claro o nível da performance. A forma como a luta aconteceu elevou o tamanho do feito, e o canadense demonstrou que pretende guardar esse capítulo como uma das lembranças mais marcantes da carreira.

Declarações emocionadas na coletiva

Durante a conversa com a imprensa após o triunfo, Malott demonstrou gratidão e falou sobre o quanto as oportunidades no UFC — principalmente no Canadá — significam para ele. O lutador ressaltou que os fãs sempre aparecem em grande número e fazem questão de mostrar que gostam do que ele entrega dentro do octógono. Para Malott, essas memórias não devem ficar apenas no momento: elas serão lembradas por toda a vida.

“Foi incrível, cara. Eu fui muito abençoado lutando no UFC no geral, mas especialmente no Canadá. Os fãs sempre comparecem e deixam claro que estão curtindo o que eu faço. Esses instantes vão ficar comigo pelo resto da vida. Um dia vou olhar para trás, já velho, e vou ter muitas memórias muito legais”, disse o canadense.

A energia da torcida e o clima do walkout

Malott também descreveu como o ambiente do evento ajudou a construir uma noite inesquecível. Para ele, a oportunidade de carregar um card no chão canadense fez sentido justamente porque o público esteve totalmente junto, de pé, cantando junto com a música de entrada.

O lutador entrou embalado por “Fat Lip”, da banda canadense Sum 41, e afirmou que o momento foi ainda melhor do que ele imaginava.

Sobre a chegada ao octógono, Malott comentou: “Ah, sim, cara. Foi muito legal. Leva meu tempo. Só garante que esses marcos não passem despercebidos. Essa é a minha primeira luta como principal. Você nunca sabe quantas lutas você vai ter nesse esporte. Eu tento tratar cada uma como se fosse a última. Você não sabe o que pode acontecer na vida, então eu penso: ‘vamos absorver isso’. Tenta lembrar como essa torcida se sente e como ela parece dentro dessa arena, como é o cheiro do lugar… tenta guardar o máximo possível.”

Ele ainda contou que, em um trecho do evento, a música foi retomada de forma “perfeita”, o que acabou virando um detalhe marcante para ele: “E eles começaram a música de novo sem falhar, porque ficou tempo suficiente para isso. Eu pensei: ‘Ah, fizeram bem demais, rapaziada. Parabéns pra quem está na cabine’. Coisas assim. Tenta continuar presente e reconhecer o que está acontecendo.”

O que vem pela frente no ranking dos meio-médios

Quanto ao próximo passo, Malott não parece estar preocupado com quem será o adversário. A expectativa é que, a partir da próxima semana, “Proper” esteja consolidado entre os 15 primeiros do ranking de pesos meio-médios do UFC. O desempenho dele também deve ser comentado com elogios pelo CEO do UFC, Dana White, especialmente pela forma como Malott carregou a energia da torcida canadense.

  • Malott deve entrar/firmar posição no top 15 da divisão dos meio-médios do UFC na atualização de próxima semana.
  • O CEO do UFC, Dana White, deve destacar o desempenho do canadense.
  • A torcida canadense, citada por Malott, é tratada como parte central do impacto da apresentação.

Sem preferência por adversários

Sobre a próxima luta, o lutador deixou claro que não pretende escolher. Malott explicou que o UFC já vai definir o combate, o local e até os rounds, e que ele vai aceitar sem hesitação. Ele afirmou que não selecionou nenhum adversário até agora e que, quando a organização apresentou as informações, a resposta foi imediata.

“Eu não ligo. O UFC vai me dizer. Eu não escolhi nenhuma das minhas lutas. Eles só falaram: ‘Ei, é esse cara que você vai enfrentar, vai ser aqui, e esses são os rounds’. E eu falei: ‘Vamos, bebê!’”, finalizou Malott.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.