O Most Valuable Promotions (MVP) chega ao octógono neste fim de semana com seu primeiro card de MMA em parceria com a Netflix, apostando alto para provar que a estreia pode beneficiar o esporte como um todo. O cofundador do evento, Nakisa Bidarian, defende que a reação negativa vista nas redes — com pessoas desejando fracasso ou minimizando a programação — não faz sentido, já que a iniciativa tende a ampliar o alcance do MMA e abrir novas oportunidades para lutadores.
Estreia do MVP na Netflix: por que Bidarian vê o card como “bom para o esporte”
O primeiro evento do MVP acontece no sábado, no Intuit Dome, em Inglewood, na Califórnia, com transmissão na Netflix. O encontro coloca frente a frente Ronda Rousey e Gina Carano no combate principal, enquanto Nate Diaz encara Mike Perry e Francis Ngannou mede forças contra Philipe Lins em lutas de grande apelo.
Bidarian admite que parte do público online tem questionado a qualidade do card, mas afirma estar “surpreso” com a postura de quem torce contra ou tenta diminuir o trabalho. Para ele, o raciocínio é simples: um grande show serve aos atletas e ajuda a movimentar o MMA.
- O cofundador do MVP sustenta que a repercussão negativa vista na internet não corresponde ao impacto positivo esperado para lutadores e para o crescimento do esporte.
- Ele cita a lógica de eventos de boxe de enorme audiência, argumentando que a visibilidade gerada abre espaço para novas oportunidades e para formatos que atraem público além dos fãs mais tradicionais.
- Bidarian também critica a postura de parte da “mídia de redes sociais”, que, em sua visão, tenta desvalorizar o card por preferência ou alinhamento com interesses ligados ao UFC.
Ao comparar a proposta do MVP na Netflix com a expansão do interesse popular em outras modalidades, Bidarian reforça que o objetivo do evento vai além do circuito restrito ao fã hardcore. A ideia é alcançar mais pessoas, dar mais exposição aos atletas e gerar caminhos que impulsionem o MMA de maneira mais ampla fora de um único distribuidor nos Estados Unidos.
UFC como referência e o caminho alternativo do MVP: “lutador em primeiro lugar”
Bidarian reitera que enxerga o UFC como a principal organização do cenário de esportes de combate, seja no MMA ou no boxe. No entanto, ele afirma que o MVP não está tentando substituir o patamar já estabelecido por outra promoção, e sim construir uma alternativa que ofereça um modelo diferente.
Dentro dessa proposta, o cofundador destaca três prioridades: colocar os lutadores no centro das decisões, manter autenticidade na entrega do produto e direcionar a maior fatia possível do dinheiro para os bolsos dos atletas.
- O MVP se apresenta com foco em “prioridade para o lutador”, com a promessa de que quem luta seja o personagem principal do espetáculo.
- Bidarian diz que a marca quer ser “autêntica” e “verdadeira” na forma de produzir os eventos.
- Ele afirma a intenção de devolver a maior parte do retorno financeiro aos atletas.
Quando a conversa passa para o tamanho do desafio, Bidarian aposta na construção de longo prazo: ele compara a fase atual do MVP com o estágio em que outras empresas estavam cerca de 4,5 anos após seu início e projeta o crescimento para o futuro, com visão de 20 anos.
O “teste” da Netflix para o MMA: estrela do presente e nomes de peso no mesmo card
O acordo do MVP com a Netflix já trouxe grandes lutas em outras modalidades, com números de audiência relevantes em confrontos como Paul vs. Tyson e Paul vs. Anthony Joshua. Para Bidarian, porém, o marco mais importante é outro: esta é a primeira vez que um evento de MMA acontece na plataforma.
Na avaliação dele, a pergunta central é o que a Netflix consegue fazer com o MMA quando o produto é apresentado com um elenco que combina ícones e campeões em atividade. Bidarian argumenta que, independentemente de opiniões sobre o card, nunca houve — na história — um ajuntamento de estrelas desse nível em uma única noite do MMA, destacando Francis Ngannou como o “melhor peso-pesado ativo” do mundo.
- Bidarian aponta Francis Ngannou como um dos principais nomes em atividade do peso-pesado.
- Ele também cita Salahdine Parnasse como exemplo de campeão/força de outra organização incluída no evento.
- Outro destaque fica para Namo Fazil, descrito como um prospect que pode entregar uma atuação “espetacular”.
Fechando sua avaliação, Bidarian reforça que quer observar o que essa estreia na Netflix significa para o MMA no país e globalmente. A expectativa é que a audiência e a visibilidade geradas pelo card ajudem a medir o tamanho real do esporte quando colocado diante de um público maior, com uma programação que, para ele, vai do alto nível no topo até grandes promessas e nomes relevantes ao longo de todo o card.

