Nate Diaz causou surpresa ao ser escalado para enfrentar Mike Perry em um card que coloca Ronda Rousey e Gina Carano frente a frente, em vez de acelerar a possibilidade de uma sequência com Conor McGregor — duelo que poderia reacender uma “trilogia” e servir de combustível para o retorno do irlandês ao UFC. O próprio Diaz, porém, explicou que a negociação tomou outros rumos após a liga entrar em contato com ele com uma proposta financeira mais vantajosa. Ainda assim, o lutador não demonstra intenção de atuar como “primeiro passo” do retorno de McGregor, especialmente depois de duas derrotas recentes e do problema físico sofrido na última apresentação, quando quebrou a perna contra Dustin Poirier.
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Confronto comentado por Nate Diaz: possível luta contra Conor McGregor (sem data definida) e preferência por enfrentar adversários de ponta, com menção direta a Mike Perry e Dustin Poirier.
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Contexto do retorno: Diaz afirma que não quer ser o adversário escolhido para testar o nível do irlandês logo após duas derrotas e uma fratura na última luta contra Dustin Poirier.
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Enfoque declarado: prioridade para enfrentar “os melhores” e não “o pior momento” do rival.
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Histórico citado: luta anterior entre McGregor e Max Holloway aconteceu em 2013, quando o irlandês venceu por decisão mesmo com lesão no joelho (ruptura do ligamento cruzado anterior) e Holloway lidava com lesão grave no tornozelo.
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Carreira e aposentadoria mencionadas: Dustin Poirier anunciou aposentadoria após perder para Max Holloway em julho de 2025, mas indicou que voltaria para lutar com Diaz.
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Foco em cartel de elite: Diaz ressalta que, em sua visão, sempre lutou contra adversários do topo, incluindo muitos rivais ranqueados entre os cinco primeiros.
Diaz explica por que não quer “voltar” para ser o primeiro teste de McGregor
Ao comentar a própria situação e a escalada de nomes em torno do retorno de Conor McGregor, Nate Diaz deixou claro que não pretende participar do que chamou de “história de comeback” do irlandês. Para o peso-leve/competidor de estilos variados, o ponto central é o momento do adversário: ele entende que McGregor ainda é capaz de lutar muito bem, mas não quer ser a vítima do ajuste de rota do campeão — principalmente vindo de um período turbulento, com duas derrotas e uma lesão relevante na última luta.
Diaz também demonstrou incômodo com a ideia de encerrar a narrativa de McGregor contra ele. A leitura do lutador é que o irlandês deveria “voltar fazendo sua parte” antes de qualquer tentativa de confronto. O americano afirmou que não deseja “finalizar” McGregor de forma a transformar o reencontro em um desfecho definitivo, e pediu que a trajetória do rival siga seu curso, para que então a possível trilogia aconteça do jeito que, na visão dele, seria mais justo.
Quem Diaz quer enfrentar: Mike Perry como exemplo de concorrente “de verdade”
Com a atenção voltada ao confronto marcado com Mike Perry, Diaz justificou sua escolha pelo tipo de adversário que quer encarar. O lutador afirmou que tenta enfrentar exatamente esse perfil: alguém no topo e perigoso. Na sua avaliação, Perry vem em sequência forte, citando nocaute sobre Luke Rockhold e nocaute sobre Eddie Alvarez, além de destacar que o adversário passou a dominar cenários fora do UFC, incluindo disputas e negócios associados ao próprio nome no esporte.
Diaz reforçou ainda que, ao longo de suas ausências e intervalos no UFC, o motivo de não ter lutado em certos períodos teria sido a falta de adversários “do melhor nível”. Ele disse que sempre buscou um rival difícil, alguém que represente ameaça real, e que o objetivo é competir com o que há de mais duro no cartel — não apenas preencher agenda.
McGregor vs. Holloway é lembrada como “a história que faz sentido”
Mesmo sem abrir mão do desejo de não ser o primeiro adversário do retorno de McGregor, Diaz apontou que os sinais do cenário indicam uma possível revanche contra Max Holloway. Ele relembrou que a primeira vez que os dois se cruzaram foi em 2013: na ocasião, McGregor venceu por decisão, apesar de lutar com o joelho comprometido (ruptura do ligamento cruzado anterior), enquanto Holloway lidava com uma lesão séria no tornozelo.
Na prática, Diaz sustenta que, enquanto McGregor não voltar ao octógono e mostrar desempenho convincente, ele não se vê motivado a encarar o irlandês novamente. O foco continua sendo o momento em que o rival estiver no auge ou, pelo menos, em condições de entregar uma luta que corresponda ao nível que Diaz espera.
O mesmo raciocínio vale para Dustin Poirier
O pensamento do americano segue o mesmo padrão quando o assunto é uma possível luta contra Dustin Poirier. Os dois chegaram a ter encontros marcados para 2018, mas o confronto acabou sendo cancelado, impedindo que eles se enfrentassem naquela fase. Diaz lamentou que, desde então, não houve uma oportunidade real de cruzar caminhos com Poirier.
O cenário, no entanto, ganhou nova camada depois que Poirier anunciou aposentadoria após sofrer uma derrota para Holloway em julho de 2025. Mesmo assim, recentemente o ex-campeão interino dos leves admitiu que Diaz seria o tipo de luta capaz de tirá-lo novamente do “modo aposentado”.
Diaz reagiu com firmeza. Ele disse que quer vencer Poirier, mas não aceitaria o argumento de que o rival voltaria apenas por ele. Na fala do lutador, a aposentadoria de Poirier seria definitiva: se o ex-parceiro de treino decidiu parar, então o caminho deveria ser respeitado — sem tentar transformar Diaz em motivação tardia para uma volta.
O tom de Diaz foi de cobrança direta: ele criticou a ideia de que Poirier deixaria a decisão na mão dele e reforçou que não quer enfrentar “um aposentado”. Para o americano, a lógica do combate precisa ser construída com base em competitividade real, e não em circunstâncias especiais que não representem um desafio no topo do esporte.
Diaz diz que só corre atrás de lutas numeradas e contra o topo do ranking
Além do debate sobre McGregor e Poirier, Diaz deixou claro que dinheiro importa, mas não determina a prioridade. Ele afirmou que mantém o foco em brigar apenas contra adversários de alto nível — e, caso isso não se encaixe no que está sendo oferecido, ele não pretende acelerar a assinatura de contrato.
Na justificativa, Diaz citou uma preferência por confrontos “de alto impacto”, aqueles que costumam ser mais valorizados no calendário. Ele também afirmou que nunca teria aceitado lutar apenas porque o UFC não oferecia os melhores nomes: segundo ele, sempre buscou os adversários mais fortes disponíveis. Diaz ainda declarou, com convicção, que teria enfrentado mais rivais ranqueados entre os cinco primeiros do que qualquer campeão teria enfrentado, argumentando que isso sustentaria sua visão de grandeza na carreira.
O lutador encerrou a linha de raciocínio destacando que acredita estar acima da maior parte do elenco quando o tema é qualidade de oponentes e intensidade competitiva — e que sua próxima escolha de adversário seguirá esse mesmo critério de elite.

