Os patrocinadores voltaram a aparecer no MMA — pelo menos em parte — neste fim de semana. O MVP MMA 1: Ronda Rousey vs. Gina Carano acontece no sábado, 16 de maio de 2026, dentro do Intuit Dome, em Los Angeles, Califórnia.
Patrocínios voltam ao octógono?
- Evento do MVP acontece no Intuit Dome, em Los Angeles, Califórnia.
- Combate principal reúne Ronda Rousey e Gina Carano.
- Direção do MVP diz que lutadores poderão exibir patrocinadores em itens de entrada e combate.
- Há previsão de pagamento mínimo de US$ 40 mil para os atletas.
Para quem acompanha MMA há muito tempo, shorts com marcas sempre fizeram parte da estética do esporte. Empresas como Bad Boy, Affliction, Hayabusa, Dynamic Fastener e outras ajudavam lutadores a aumentar a renda — em alguns casos, o dinheiro dos acordos chegava a superar o valor pago apenas pela luta.
Essa realidade mudou quando o UFC colocou em prática, a partir de 2015, um acordo exclusivo de uniformes com a Reebok. Depois, a política foi ajustada para o modelo com a Venom, o que praticamente eliminou patrocínios independentes durante a semana de eventos.
O impacto financeiro disso foi tema de debates entre fãs e atletas. Um exemplo citado envolve o ex-pesado do UFC Brendan Schaub, que afirmou ter recebido valores na casa de seis dígitos com patrocínios enquanto ganhava apenas US$ 30 mil para entrar e vencer.
Como o MVP quer lidar com patrocínios
Agora, a promoção do MVP sinaliza uma direção diferente. O cofundador do evento, Nakisa Bidarian, explicou que a ideia do grupo é preservar a identidade dos lutadores e abrir espaço para que eles façam renda extra com acordos próprios, destacando que a empresa ainda não tem a mesma capacidade de oferecer uma política de vestimenta “com peso” como ocorre no UFC.
Bidarian também afirmou que, desde o início, ele e Jake Paul conversaram sobre essa possibilidade. Segundo o dirigente, os dois alinharam o objetivo de permitir que o atleta tenha mais liberdade para se apresentar e monetizar parcerias, sem depender de uma única estrutura centralizada.
O cofundador confirmou que, no MVP MMA 1, os lutadores poderão exibir marcas em equipamentos de entrada, shorts de luta e tops usados durante o combate.
Ao detalhar a proposta, Bidarian conectou a estratégia ao modelo adotado na parceria com a Netflix. A leitura apresentada é que o evento mantém um equilíbrio: atletas podem carregar patrocinadores na área de entrada e, no caso do MMA, também nas peças de luta, desde que o lutador opte por usar esse material.
Apesar da abertura, ele deixou claro que existem categorias em que não será permitido colocar patrocinadores. Também haverá itens que podem ser recusados por envolverem produtos ilegais ou itens não regulamentados.
Ironia: Bidarian já ajudou a “limpar” o esporte
Em tom irônico, Bidarian admitiu que teve participação importante na implementação da política original de uniformes do UFC anos atrás. A medida, segundo a justificativa da época, tinha como objetivo organizar o cenário e facilitar a busca por parcerias de transmissão em grande escala, citando como exemplo acordos com redes de alcance amplo, como o ESPN.
Além das regras sobre patrocinadores, o dirigente também confirmou outra informação financeira para os atletas do MVP: os lutadores terão um pagamento mínimo de US$ 40 mil. A intenção, conforme ele afirmou, é manter esse piso caso a promoção avance e amplie sua presença no MMA.
No fim, a mensagem é clara: existe ao menos uma chance — ainda que pequena — de marcas que antes eram comuns no esporte voltarem a ganhar espaço. E, com isso, a expectativa é que o MMA recupere um traço que marcou gerações de fãs.
Para mais informações sobre “Rousey vs. Carano”, a cobertura completa fica disponível em arquivo.

