Arman Tsarukyan revelou que, em um primeiro momento, o UFC planejou colocá-lo no card que ocorreria no entorno do evento na Casa Branca. A intenção era enfrentar um peso leve bem querido pelo público norte-americano, mas os planos mudaram antes do anúncio final do duelo.
Segundo o lutador armênio, o convite inicial veio com um nome específico: Michael Chandler. Tsarukyan explicou que a organização pensou em parear os dois, porém reconsiderou o cenário por questões esportivas e de impacto do risco de lesão — levando, por consequência, a uma mudança no adversário que acabou escalado no card.
O que Tsarukyan disse sobre a ideia original
O atleta não compete desde novembro, quando finalizou Dan Hooker de forma rápida no UFC Fight Night 265. Agora, ele mantém o foco em conquistar uma nova oportunidade pelo cinturão dos pesos leves (até 155 libras) e, inclusive, se colocou à disposição para atuar como alternativa em caso de necessidade no evento.
Tsarukyan afirmou que chegou a oferecer até mesmo fazer a pesagem de reserva para o combate de unificação de título envolvendo Ilia Topuria e Justin Gaethje, marcado para 14 de junho, no contexto do UFC Freedom 250, também na Casa Branca. Com isso, o lutador sinalizou que estava pronto para entrar em ação caso algum imprevisto surgisse.
Em conversa no PBD Podcast, ele detalhou como o processo teria acontecido até a mudança de rota do planejamento:
“Chamaram (Michael) Chandler e queriam me colocar contra ele. Aí perceberam que isso é ruim para o Chandler, porque ele está representando os Estados Unidos. Na prática, é tipo 99,9% de eu vencer — e mesmo assim trocaram e colocaram (Mauricio) Ruffy. Se alguém se machucar, seja o Ruffy ou o Chandler, talvez chamem a mim”, disse Tsarukyan.
A troca de adversário e o momento de Mauricio Ruffy
Pelas informações trazidas por Tsarukyan, o card acabou escalando outro nome: Mauricio Ruffy. O ex-campeão do Bellator foi oferecido como adversário no lugar de Chandler, em uma mudança que ocorreu após os bastidores de negociação do UFC.
Chandler, por sua vez, aparece com cartel de 23-10 no MMA e 2-5 na organização. O americano atravessa um período negativo: ele vinha de uma sequência de três derrotas seguidas e perdeu cinco das últimas seis lutas.
Já Mauricio Ruffy chega como um desafiante em ascensão, mas também carrega o contexto de substituição no card. Com a decisão de última hora, o caminho do armênio segue como uma expectativa de nova oportunidade — seja por uma luta direta pelo cinturão dos leves, seja por uma chance como reserva no evento de unificação.

