A Professional Fighters League (PFL) está em busca de um novo “lar” na TV. A empresa vem exibindo eventos de alto nível nos últimos meses, com lutas intensas, nocautes brutais e confrontos que prendem a atenção — mas o público parece não estar chegando até o conteúdo.
O principal problema, neste momento, é a distribuição. A parceria atual com a ESPN deixou a programação difícil de encontrar, com pouca divulgação e com grande parte do material concentrada em um aplicativo novo e caro, que muitos fãs tiveram dificuldade para usar e navegar.
O que a PFL quer mudar na distribuição
- A PFL busca um novo distribuidor para seus eventos.
- O acordo atual com a ESPN dificulta o acesso por pouca promoção e dificuldade de localizar as transmissões.
- Parte do conteúdo fica restrita a um aplicativo novo e de custo elevado, com navegação complicada para fãs.
Com isso, a organização agora trabalha para negociar com outras empresas de mídia. A PFL transmite na ESPN desde 2019, porém os direitos de mídia vigentes terminam ao fim do ano.
Como a janela exclusiva para negociações já foi encerrada e não houve acerto, a promoção fica livre para conversar com diferentes plataformas. Nesse cenário, a PFL passou a tratar o assunto de forma mais ampla no mercado.
Com quem a PFL tem conversado
- A direção da PFL afirmou que conversa com Netflix, Fox e outras opções.
- A empresa também ressalta que, no caso da ESPN, “nunca se deve dizer nunca”.
O CEO John Martin revelou que a companhia está em contato com outras gigantes do entretenimento e da TV. Ainda assim, ele deixou claro que a relação com a ESPN não está completamente descartada — apenas não parece ser o caminho mais provável neste momento.
O cenário, segundo a leitura do mercado, aponta para uma troca. A expectativa é de que seja “altamente improvável” a PFL continuar com “The Worldwide Leader in Sports”, especialmente porque Martin não acredita que a ESPN tenha feito o suficiente para ajudar a crescer a marca na modalidade.
Em declarações, o executivo foi direto ao dizer que a ESPN não está contribuindo com promoção efetiva nem com facilidades para que telespectadores e fãs encontrem a programação da liga. Ele citou que recebe reclamações de pessoas que tentaram buscar os eventos e não conseguiram localizar quando a transmissão aconteceria.
Martin também afirmou que esperava que a PFL ganhasse mais prioridade dentro da grade da ESPN, com melhor escalonamento, acesso mais claro à rede e, principalmente, mais trabalho de marketing e divulgação. Para ele, o que se viu até agora não chegou nesse nível, tanto na promoção em mídia quanto na exposição durante a programação.
Na visão do dirigente, a ausência desse suporte “fala por si” sobre o comprometimento do parceiro com as artes marciais mistas. Ao mesmo tempo, ele ressaltou que a liga tem entregado combates realmente bons e que o produto pode ser o melhor desde a criação da promoção.
O desafio para o próximo contrato
- A PFL acredita que a qualidade das lutas está no nível mais alto desde o início da organização.
- O problema central é fazer o público assistir: o conteúdo existe, o elenco está lá e a ação acontece, mas falta uma plataforma que empurre a marca.
- A próxima negociação de direitos de mídia precisa facilitar o acesso para fãs e ampliar a divulgação.
No fim, a tarefa que a PFL precisa resolver na próxima rodada de direitos é clara: as lutas e o plantel já existem; falta uma estrutura de veiculação que realmente tenha interesse em promover a liga, colocar os eventos no ar com mais facilidade e tornar mais simples para o torcedor achar onde assistir.
Martin, por sinal, chega ao comando com experiência de bastidores de mídia. Ele é ex-presidente da Turner Broadcasting, e isso pode ajudar a PFL a encontrar um espaço mais adequado para crescer e ganhar tração com mais visibilidade.
Enquanto o contrato atual se encerra, a PFL tenta aproveitar o momento para reposicionar sua distribuição — com a meta de transformar a qualidade do card em números de audiência que acompanhem o espetáculo.

