Ronda Rousey passou os últimos três meses mirando o UFC — justamente a “máquina” que ajudou a construir a persona “Rowdy” e que, ao longo dos anos, lhe rendeu fama e fortuna. Só que, pelo jeito, a ex-campeã peso-galo do feminino não está acostumada a ouvir um “não” e perdeu o controle quando o CBO Hunter Campbell recusou a ideia de viabilizar uma volta dela às lutas.
É claro que o UFC também costuma receber críticas, e elas não surgem do nada. Ainda assim, há uma diferença enorme entre questionar uma empresa e permanecer preso a uma situação sem saída — como viver em um carro, no caso mencionado no texto, uma Honda Accord de 2005.
Fora os raros episódios de desfeita, o UFC não teria colocado muitos obstáculos no retorno da lutadora, que ganhou destaque ao encabeçar um confronto contra Gina Carano, ex-integrante do Strikeforce, em uma luta exibida na Netflix. No card previsto para 16 de maio, além desse confronto, também aparecem nomes já consagrados do circuito como Francis Ngannou, Nate Diaz, Mike Perry e Junior dos Santos, entre outros.
Com esse cenário, a leitura mais provável é a de que o UFC esteja apenas aguardando o momento ideal para agir — e, quando decidir, fazê-lo com impacto.
Antecedentes
O CEO do UFC, Dana White, costuma reorganizar o tabuleiro para responder à concorrência. Porém, o card do UFC Vegas 117, marcado para este sábado em Las Vegas, não é visto como uma disputa à altura em termos de força de estrelas. Por isso, a tendência é que White faça o “próximo movimento” e anuncie uma ou mais lutas grandes ainda neste ano.
Dentro dessa lógica, é natural que um dos nomes mais fortes para figurar no topo dessa lista seja um possível duelo entre Conor McGregor e Max Holloway no UFC 329, durante a International Fight Week. Mesmo após um hiato de cinco anos e passando por dificuldades pessoais que chamaram atenção, “Notorious” segue sendo tratado como o maior astro (e também o principal atrativo de público) do MMA em atividade no octógono.
A luta
- Rousey tenta emplacar seu retorno, mas encontra resistência justamente de quem tem poder de decisão dentro do UFC, com a recusa de Hunter Campbell ao plano de uma “volta em turnê”.
- Enquanto isso, o UFC não teria interferido de forma intensa no retorno da ex-campeã, que já teria um confronto de destaque em meio a uma programação em parceria com a Netflix contra Gina Carano.
- O card do dia 16 de maio (UFC) reúne, além da luta citada, nomes como Francis Ngannou, Nate Diaz, Mike Perry e Junior dos Santos, reforçando a presença de veteranos e figuras de grande apelo.
- A avaliação do mercado é que o UFC Vegas 117, por si só, não entrega a mesma “competição” em brilho de estrelas, abrindo espaço para anúncios maiores posteriormente.
- Com o UFC 329 em um horizonte próximo — menos de dois meses — cresce a expectativa de que a organização não mantenha o evento principal em aberto caso McGregor esteja realmente de volta, especialmente por ser a luta que tende a puxar a semana inteira.
- Ao mesmo tempo, o UFC 330 já foi anunciado para 15 de agosto em Philadelphia, mas ainda sem luta principal definida e sem nomes de maior destaque oficialmente vinculados ao cartaz até o momento.
O pós-luta
Com a confirmação de que o UFC 329 está a menos de dois meses, não haveria grande margem para o promotor segurar a principal luta do evento, independentemente do que já esteja listado como “top billing”. Na prática, a expectativa é que tudo seja esclarecido em poucos dias, especialmente se os sinais sobre o retorno de McGregor se confirmarem.

