“Rowdy” conseguiu o que queria — e mais um pouco. O primeiro evento de artes marciais mistas (MMA) a ser transmitido ao vivo pela Netflix virou um grande sucesso neste fim de semana, com o retorno da ex-campeã do peso-galo feminino do Ultimate Fighting Championship (UFC) Ronda Rousey, agora enfrentando a pioneira do MMA feminino Gina Carano, no combate principal do MVP MMA 1.
Como foi o combate principal
A luta, no entanto, teve duração curtíssima: foram apenas 17 segundos no cronômetro. Rousey tratou de resolver rápido e finalizou Carano prontamente, diante de uma plateia lotada no Intuit Dome, em Los Angeles, na Califórnia.
Números históricos de audiência e recordes
Mesmo com um main event tão breve, o evento produziu números que entraram para a história. Em comunicado oficial divulgado na segunda-feira, a organização destacou que a transmissão alcançou audiências expressivas em todo o mundo e também quebrou marcas relevantes nos Estados Unidos.
- Audiência global ao vivo na Netflix: mais de 12,4 milhões de telespectadores acompanhando em tempo real, com pico de audiência chegando a quase 17 milhões durante Rousey vs. Carano.
- Marca nos EUA: o card triplo principal teve média de 9,3 milhões de espectadores e atingiu pico de 11,6 milhões durante o combate principal, sendo apontado como o evento de MMA mais assistido já registrado no país.
O que Rousey esperava antes do evento
Antes de a noite acontecer, Rousey havia deixado claro que desejava superar um recorde de longa data do MMA na televisão americana. A referência era a marca estabelecida pelo confronto entre Junior dos Santos e Cain Velasquez, que registrou 8,8 milhões de espectadores durante a estreia do UFC pela FOX, em 2011.
Com isso, a ex-campeã conseguiu ultrapassar exatamente o que tinha em mente — e o recado ficou ainda mais forte com os números divulgados após o MVP MMA 1.
Impacto nas redes sociais e bilheteria ao vivo
Além do desempenho na transmissão, o MVP MMA 1 também teria gerado um volume altíssimo de repercussão nas plataformas digitais. Ainda segundo o comunicado, as redes sociais da promoção e os canais globais ligados à Netflix ampliaram o alcance do evento para além do público ao vivo.
- Impressões nas redes do grupo: mais de 410 milhões de impressões nos canais sociais da Most Valuable Promotions.
- Impressões em plataformas globais: mais de 1 bilhão de impressões adicionais geradas pelos canais globais da Netflix.
- Gate (bilheteria) ao vivo: superior a US$ 2,2 milhões.
Direção do MVP MMA e o que pode acontecer daqui para frente
Com a avalanche de números ligados ao debut, a leitura imediata é que o MVP MMA não deve sumir tão cedo. No comunicado, Nakisa Bidarian, cofundador da empresa, afirmou que a organização está orgulhosa do que foi conquistado em parceria com a Netflix e destacou a gratidão aos atletas que ajudaram a tornar a estreia um marco.
Bidarian também mencionou que a empresa tem recebido um volume grande de interesse de investidores, parceiros estratégicos e lutadores que querem participar do projeto — tanto da marca em si quanto do futuro do MVP MMA.
Além disso, ele reforçou que o grupo está analisando opções estratégicas para realizar algo “muito significativo” no cenário do MMA, em conjunto com um parceiro de distribuição como a Netflix, que compartilha a visão de criar um impacto duradouro.
A pergunta que fica: o evento do “White House” da franquia UFC chega perto?
Com tamanha magnitude associada ao evento de estreia do MVP MMA, surge o principal ponto de atenção para a sequência: será que o próximo card do UFC envolvendo um evento na Casa Branca consegue encostar nesses números? A resposta, claro, depende do que acontecerá na transmissão e na capacidade de mobilização do público — e isso só o tempo dirá.

