Georges St-Pierre demonstrou otimismo com a preparação de Conor McGregor para o retorno ao octógono. O canadense, que também já viveu uma pausa longa na carreira, falou sobre a importância de recriar as condições reais de uma luta e destacou o tamanho do desafio que o irlandês terá diante de Max Holloway no UFC 329.
Ficha técnica
- Evento: UFC 329
- Data: 11 de julho
- Luta (main event): Conor McGregor x Max Holloway
- Categoria: meio-médio (welterweight)
- Duração: luta em cinco rounds
- Local: T-Mobile Arena, Las Vegas
- Cartel: McGregor (22-6 MMA, 10-4 UFC) e Holloway (27-9 MMA, 23-9 UFC)
St-Pierre analisa o retorno após uma pausa longa
St-Pierre afirmou que está ansioso para ver como McGregor se apresentará depois de um afastamento de cinco anos das competições, período que veio na sequência de uma lesão grave na perna registrada em julho de 2021, quando o irlandês participou do terceiro confronto da trilogia contra Dustin Poirier.
Para o ex-campeão em duas divisões do UFC, o desafio não é apenas físico, mas também mental: voltar ao ritmo de combate depois de tanto tempo fora exige reconstruir a rotina e as sensações que o atleta sente durante a preparação. Ele citou sua própria experiência, lembrando a pausa que fez entre 2013 e 2017, e ressaltou que chegar ao topo de performance após um intervalo desse tamanho “não é algo simples”.
“Recriar o ambiente” e sair da zona de conforto
Na visão de St-Pierre, a preparação precisa simular o cenário de uma luta de verdade, com desconforto real e estímulos que tirem o lutador da zona de conforto. Ele explicou que, se o atleta ficar apenas em um ambiente confortável durante o camp, isso não funciona: a equipe precisa provocar situações que gerem atrito competitivo.
O canadense também mencionou um ponto específico que costuma ser negligenciado. Para ele, não basta focar só em técnica e sparring “no papel”; é positivo colocar o lutador para treinar com adversários com estilos diferentes, inclusive com pessoas que ele nunca enfrentou antes, para que surjam as reações naturais do combate. A ideia, segundo St-Pierre, é fazer o atleta sentir as mesmas incertezas da noite da luta — como a sensação de que o oponente tem recursos fora do que ele está acostumado a ver.
Desafio enorme para McGregor contra Holloway
Mesmo reconhecendo que existem possibilidades de confronto mais “favoráveis” para McGregor neste momento da carreira, St-Pierre disse que respeita a escolha de enfrentar Holloway. O ex-campeão do UFC e ex-dono do título BMF (na carreira de Holloway) chega como um adversário de grande nível e, ainda por cima, um teste duro para um retorno após longo tempo fora do esporte.
St-Pierre também admitiu que, apesar de desejar o melhor para o irlandês, seria doloroso vê-lo entrar em campo como uma “cópia reduzida” do que já foi dentro do octógono. Na prática, o canadense quer ver McGregor com a mesma força competitiva, perto do padrão anterior — e fez questão de reforçar que, para isso acontecer, ele precisa tratar cada parte do preparo com seriedade.
Retorno “para grandes coisas” e expectativa para o duelo
O Hall da Fama do UFC disse que McGregor não volta para compromissos menores e que essa postura faz sentido. St-Pierre afirmou que, se estivesse no corner do irlandês, diria para ele “se preparar” porque o combate será extremamente difícil — mas ressaltou que existe capacidade para ele encarar o desafio. Para o canadense, a luta promete ser um cenário interessante de acompanhar, justamente por envolver um retorno e um adversário que exige desempenho constante ao longo de vários rounds.
Por fim, St-Pierre resumiu o que espera do retorno: para ele, seria uma decepção ver McGregor sem estar no nível que já demonstrou, ou longe do que consegue entregar quando está em condições ideais. A expectativa, portanto, é que o irlandês esteja pronto de verdade — e que o retorno ao octógono seja à altura do que o próprio McGregor costuma buscar.

