Ryan Hall volta ao octógono: busca mais lutas e planeja aposentadoria

Ryan Hall, conhecido como “The Wizard” e frequentemente lembrado como o “rei das combinações 50/50”, está planejando um retorno ao octógono. O grappler americano não compete no UFC há quatro anos e cinco meses — período em que quase não apareceu em atividades públicas — e, apesar de ter sido citado por atletas que treinaram com ele recentemente, a última atualização relevante sobre sua situação vinha de forma esporádica. Agora, em uma conversa rara em podcast ao lado de Matt Serra, Hall abriu o jogo e contou em que ponto está sua preparação e por que decidiu voltar.

  • Resultado / status: Planeja retorno ao UFC; sem luta marcada na fonte
  • Método: Não aplicável (sem luta na fonte)
  • Round / tempo: Não aplicável (sem luta na fonte)
  • Categoria de peso: Não informado na fonte
  • Local: Não informado na fonte
  • Cartel (pontos citados): Hall tem seis lutas no UFC; venceu o The Ultimate Fighter, finalizou BJ Penn (primeiro na história a conseguir a submissão) e derrotou Gray Maynard

Quase três anos sem treinar e uma sequência de cirurgias

Hall explicou que ficou um longo tempo sem treinar com regularidade. Segundo ele, foram quase três anos sem um trabalho consistente, algo que o mantém em boas condições, mas longe do nível de “agudeza” necessário para competir no topo. Para ele, a prioridade agora é recuperar a nitidez técnica e a competitividade dentro do ritmo de luta do UFC.

O retorno também passa pelo histórico médico complicado. O lutador revelou que passou por 23 cirurgias ao longo de três anos, mencionando que o número por si só já era um problema, além de parte delas ter sido considerada de maior impacto. Hall ainda citou que algumas intervenções teriam sido refeitas por falhas médicas, que exigiram que os procedimentos fossem repetidos.

Motivação familiar: voltar para o filho

O grappler afirmou que seu desejo de retornar não é apenas esportivo. Hall disse que quer fazer uma boa apresentação, independentemente do desfecho — seja vencendo, perdendo ou até mesmo em um cenário de empate — com o objetivo de mostrar ao filho, que tem apenas sete anos, uma versão diferente daquilo que a criança presenciou ao longo de grande parte da vida: o pai passando por momentos difíceis.

Ele também indicou que acredita ter ainda energia competitiva para mais uma ou duas lutas em alto nível. Na leitura de Hall, o ponto decisivo será a oportunidade: mesmo com a vontade de voltar, a carreira é afetada por circunstâncias que fogem do controle do atleta, já que “a vida” pode mudar os caminhos a qualquer momento.

Histórico no UFC: conquistas e a única derrota citada

Dentro do UFC, Hall realizou apenas seis partidas, mas construiu um retrospecto relevante. O “mago” venceu o The Ultimate Fighter e ganhou destaque histórico ao se tornar o primeiro lutador da história a conseguir finalizar BJ Penn. Além disso, ele derrotou Gray Maynard, que havia sido um desafiante ao cinturão.

Apesar do impacto dessas vitórias, a inatividade e a dificuldade de encaixar lutas tiveram efeito direto no caminho do atleta. Hall mencionou que sempre atribuiu o período longe dos combates ao modo como sua divisão teria “fugido” dele, especialmente quando sua presença no radar do UFC ficou mais evidente.

Reclamação sobre o “timing” e adversários que evitariam Hall

Ao comentar a trajetória recente, Hall disse que o momento do UFC foi complicado para ele. Na visão do lutador, por anos ele teria sido “escapado” e, quando chegou ao cenário competitivo da organização, diversos atletas ranqueados teriam evitado enfrentá-lo.

Essa narrativa aparece também em uma entrevista anterior, datada de 2020. Na ocasião, Hall apontou que lutadores ranqueados como Josh Emmett, Renato Moicano e Calvin Kattar teriam recusado enfrentá-lo.

Quanto ao revés no UFC, a derrota citada na fonte foi para Ilia Topuria, atual campeão dos pesos leves. Hall teria sido “decifrado” e finalizado o enredo do duelo ainda no primeiro round, quando Topuria o nocauteou na primeira parcial.

Depois desse primeiro revés no octógono, Hall reagiu: ele venceu Darrick Minner e voltou a somar. Ainda assim, a partir daí não teria mais competido.

Onde ele se encaixa agora e a saudade do confronto com Kron Gracie

Com a divisão completamente diferente desde a ausência de Hall, a fonte destaca que fica difícil prever exatamente em que posição o atleta se encaixaria no momento atual. Mesmo assim, a expectativa é que, havendo espaço para apenas mais um ou dois combates antes de ele encerrar a carreira, o UFC consiga encontrar lutas que façam sentido — especialmente partidas que valorizem o jogo de finalizações do brasileiro.

O texto ainda registra um sentimento de “e se” para um possível duelo que muita gente desejava ver: Hall contra Kron Gracie. Apesar de não haver confirmação de evento ou luta marcada, a mensagem final é clara sobre a falta que o “The Wizard” fez no cenário e sobre a chance de, agora, finalmente voltar a colocar seu grappling em evidência.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.