Scott Coker está de volta ao MMA. O ex-chefe da Strikeforce e do Bellator retorna ao esporte após levantar US$ 60 milhões em financiamento, trazendo junto nomes conhecidos do mercado corporativo.
Quem estará no comando
A nova empreitada tem Coker como CEO, mas a promoção ainda não divulgou o nome oficial. A estreia também não tem data confirmada, embora a previsão aponte para o início de 2027.
Além de Coker, o grupo conta com Wade Davis, ex-CFO da Viacom, e Kevin Kay, que já liderou a parte executiva da antiga Spike TV. Peter Levin, ligado à Griffin Gaming Partners e ex-investidor na Strikeforce, entra como fundador e vai ocupar o cargo de presidente do conselho.
Manifesto de Coker e proposta do projeto
- retorno com “a hora certa”, com uma visão definida e uma equipe cuidadosamente montada
- criação de uma marca global com foco em integridade da competição
- prioridade ao respeito pelos atletas
- missão de compartilhar a trajetória dos lutadores com o público
- projeto construído para pertencer aos atletas e aos fãs que vivem e respiram o esporte
- processo de desenvolvimento do conceito por quase dois anos
- atuação de Peter Levin no conselho e parceria com investidores para estruturar a liga
Em comunicado divulgado no dia, Coker afirmou que quer voltar quando existir o cenário ideal para colocar em prática “a visão correta”, apoiado por um elenco de profissionais selecionado a dedo. Ele também disse que há uma demanda enorme por uma marca nova e global no MMA.
O presidente destacou que a ideia é retomar o que, na visão dele, realmente importa: preservar a integridade das lutas, tratar os atletas com respeito e apresentar ao mundo os caminhos individuais de cada competidor. Coker ainda ressaltou que vem trabalhando no conceito há quase dois anos e agradeceu a Peter, aos investidores e ao time montado para colocar o plano em pé.
Declarações de Peter Levin
Levin sustentou que Coker é um operador de “escala de geração” no universo dos esportes de combate. Segundo ele, o histórico prova que o dirigente consegue ampliar um negócio globalmente, com viabilidade e geração de lucro.
O presidente do conselho também apontou que a linha de atuação centrada no lutador fez Coker conquistar fidelidade e admiração de atletas ao redor do mundo, independentemente da geração. Levin concluiu dizendo que está animado para recomeçar essa jornada com Coker mais uma vez.
Histórico de Coker no MMA
Coker foi absorvido pelo UFC quando a organização comprou a Strikeforce no começo de 2011. Mais tarde, ele acabou desligado e reapareceu no Bellator MMA, substituindo Bjorn Rebney e também Tim Danaher — então presidente da companhia — em junho de 2014.
O retorno ao Bellator veio acompanhado de um período marcante no comando da promoção. Já o Bellator deixou de existir depois de ser incorporado pela PFL no fim de 2023.
O que dizem os investidores
Benjamin Grubbs, cofundador e sócio-gerente da Creator Sports Capital, comentou que Coker é um dos poucos nomes do setor que conseguiu erguer franquias vencedoras em escala global. Ele reforçou que isso foi feito colocando os atletas em primeiro lugar.
Grubbs avaliou que o MMA chega a um momento em que uma geração de talentos de alto nível merece um caminho claro até o topo. Na visão do investidor, Coker tem experiência, relações e visão para viabilizar essa rota, e por isso o grupo se colocou como líder na rodada, além de firmar parceria com Coker, Levin e os demais investidores.
Concorrência e desafios pela frente
Apesar do reconhecimento de Coker como um promotor “mais amigável ao lutador” dentro da indústria, o novo projeto enfrenta um cenário competitivo pesado. A briga por espaço no mercado envolve principalmente o UFC e, agora, também o MVP MMA.
O texto também menciona a continuidade de movimentações que ameaçariam um evento de estreia em 2027, mas sem certeza sobre impacto real. Ainda assim, a preocupação destacada é financeira: US$ 60 milhões podem não ser suficientes por muito tempo no negócio de eventos ao vivo.
Seja como for, o retorno de Scott Coker ao MMA coloca novamente no centro da cena uma liderança conhecida por apostar em contratos e estrutura voltados ao atleta, em meio a uma disputa cada vez mais intensa por calendário e território no esporte.

