Sean Strickland já deixou claro que é capaz de uma atuação extremamente agressiva no octógono. Ao mesmo tempo, o norte-americano também não esconde que gosta de adotar uma postura provocativa e “fora do padrão” fora da disputa oficial — além de trocar farpas com figuras que, segundo ele, não demonstram coragem. Ainda assim, a organização segue enxergando valor comercial no estilo do lutador, o que deve manter “Tarzan” próximo do topo do plantel por um bom tempo.
Essa perspectiva se conecta diretamente ao compromisso marcado para o UFC 328, quando Strickland terá pela frente o campeão dos médios, Khamzat Chimaev, no dia 9 de maio, em Newark, nos Estados Unidos, no duelo principal da noite.
Chimaev carrega um histórico de treinamentos e rivalidade com Strickland, mas a relação entre os dois também vem acompanhada de versões desencontradas sobre quem teria levado a melhor durante o período de preparação. Diferentemente do antigo campeão, “Borz” não parece ter a mesma pressa para “resolver” tudo de forma letal — em parte, porque ele trata esse tipo de conduta como algo vedado (“haram”). Além disso, lutas dentro do UFC contam com mecanismos e regras de segurança que impedem que a situação saia do controle.
Porém, Chimaev fez questão de destacar que, na rua, a lógica muda. Em um vídeo divulgado por Adam Zubayraev, com repercussão em ambientes de cobertura do MMA, o russo afirmou que não busca matar alguém e que, no ambiente do confronto oficial, não seria permitido que ele agisse dessa forma. Segundo ele, fora do ringue, o desfecho “depende das circunstâncias”, enquanto no cage a luta é tratada como esporte.
Chimaev ainda comentou a possibilidade de um desentendimento antes do combate. Ele reconheceu que Strickland pode perder o controle e partir para trocação fora do octógono, mas disse que a própria natureza do confronto exige que os dois acabem lutando de qualquer maneira. O campeão afirmou que sua postura varia conforme o contexto, deixando a entender que vai se ajustar ao cenário conforme as atitudes do adversário.
E, para este caso específico, a leitura é de que a dinâmica será definida justamente “de acordo com o que vier do entorno”, ou seja, pelo que acontecer no pré-luta e no comportamento de cada lado antes do sinal para começar.

