Sean Strickland é barrado do UFC Freedom 250 e fica fora do evento em DC

O campeão peso-médio do UFC, Sean Strickland, não vai participar do UFC Freedom 250. De acordo com o próprio lutador, ele foi impedido de estar no evento que acontece no próximo fim de semana, no domingo (14 de junho de 2026), em frente à Casa Branca, no South Lawn, em Washington, D.C., como parte das comemorações do 250º aniversário dos Estados Unidos.

A informação foi revelada por Strickland nos comentários de um vídeo promocional do UFC envolvendo o combate entre Alex Pereira e Ciryl Gane. No post, o campeão afirmou que comentários feitos por ele no passado sobre líderes políticos teriam sido o motivo para a proibição de qualquer aproximação do evento.

“Eles baniram, porque é brincadeira com líderes”

Em uma publicação, Strickland escreveu: “UFC na Casa Branca com [Benjamin Netanyahu] na plateia. Direto [Israel] slop”. Na sequência, ele completou, dizendo que, apesar de considerar o banimento uma reação “petty”, a justificativa teria relação com deboches direcionados a lideranças americanas.

Quando um fã questionou por que ele teria sido banido, Strickland respondeu de forma direta. Segundo o peso-médio, ele teria “zoado Israel e Epstein” e, por isso, teria sido impedido de estar na Casa Branca. Ele ainda afirmou que seria “o único campeão americano do sexo masculino” vetado do local por ter dito que Donald Trump seria “controlado” por [Netanyahu].

As falas de Strickland reforçam que, para além do impacto público, o lutador costuma se posicionar com muita franqueza — e nem sempre isso passa ileso em sua trajetória dentro do UFC. Aos 35 anos, ele já enfrentou situações de atrito ao longo da carreira, incluindo cortes no microfone durante coletivas, episódios em que foi atrás de jornalistas durante a semana de lutas e repetidas declarações usando sua visibilidade para comentar temas como política, cultura e figuras de relevância mundial.

O que estava em jogo no Freedom 250

Com esse histórico, não surpreende que autoridades ligadas ao evento preferissem evitar qualquer risco de exposição em um dos momentos mais simbólicos da promoção. Um local como o South Lawn, diante de uma audiência ampla e em um evento de grande apelo institucional, exige controle de segurança e também de comunicação — e, nesse cenário, um lutador conhecido por provocar e usar o espaço para desabafos pode representar um desafio para o planejamento do UFC.

Durante a semana de combate em que Strickland acabou conquistando o cinturão dos médios ao derrotar Khamzat Chimaev, ele foi perguntado se pretendia comparecer ao UFC Freedom 250. Na linha de sempre, o campeão respondeu com humor, dizendo que provavelmente acabaria sendo retirado do local por tentar perguntar a Donald Trump sobre os “arquivos” de Epstein que teriam sumido.

Main event reúne Ilia Topuria e Justin Gaethje

Com Strickland fora do encontro, o UFC Freedom 250 segue ganhando contornos próprios e se desenha como um dos cards mais incomuns já vistos na história recente da organização. No combate principal, Ilia Topuria, atual campeão peso-leve do UFC, vai unificar o título contra o campeão interino Justin Gaethje.

Enquanto o evento acontece no palco institucional em Washington, D.C., Sean Strickland deve acompanhar tudo de longe. A ausência do campeão peso-médio, no entanto, não deixa de chamar atenção: o anúncio do banimento foi acompanhado por declarações provocativas sobre líderes internacionais, tema que parece ter pesado na decisão que o tirou da programação do UFC Freedom 250.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.