Strickland diz que vai a Washington protestar no UFC Freedom 250, apesar de banimento

Sean Strickland pode estar impedido de comparecer ao evento da Casa Branca do UFC neste domingo, 14 de junho, mas isso não significa que ele vai ficar fora de Washington, D.C. O campeão peso-médio da organização afirmou que pretende ir à capital para protestar durante o card UFC Freedom 250, que acontece no aniversário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

De acordo com o que o lutador vem declarando, a motivação é sua oposição ao conflito iniciado por Trump no Irã. Strickland também atribui a Israel a responsabilidade por ter puxado os Estados Unidos para a guerra. Em uma sequência de publicações nas redes sociais, ele comentou que não foi escolhido como alguém “o bastante” para participar do evento Freedom 250, apesar de garantir presença no protesto.

“Parece que eu não sou americano o suficiente para ir ao Freedom 250. Mas eu ainda tenho meu ingresso. Aliás, a gente ainda vai. Vou levar um megafone”, disse Strickland.

Na sequência, o campeão reforçou que já comprou passagem e que pretende se deslocar para o local com um plano de ação voltado a uma manifestação pacífica. “Pessoal, eu já comprei minha passagem. A gente vai, pra caramba. Vou levar o cinturão, vou pegar um megafone enorme e a gente vai direto até os portões. Então, se vocês estiverem lá, vamos nessa, pra caramba. Não é pra ameaçar ninguém. A ideia é protesto pacífico”, declarou o peso-médio.

A movimentação de Strickland, que costuma gerar bastante reação entre fãs do MMA e do esporte de forma geral, inevitavelmente chama atenção para o evento. No fim, a tentativa do lutador é transformar o UFC Freedom 250 em palco de debate político, em um momento em que a organização tenta manter o foco no card e na data especial envolvendo Trump.

Com a aproximação do aniversário do presidente e o clima político em alta, também fica a interrogação sobre como a administração Trump reagiria ao fato de um campeão do UFC colocar o “Donald” no centro das críticas. Ainda assim, a impressão é que Strickland não será o único a protestar no mesmo dia em Washington.

Diante de tudo o que o comitê do Freedom 250 vem enfrentando em relação ao evento, segue a dúvida: no dia da luta, manifestantes podem acabar superando em número os torcedores na capital?

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.