O UFC planeja reforçar bastante a segurança durante a semana de lutas do UFC 328, principalmente com a presença de Sean Strickland e Khamzat Chimaev. A preocupação, porém, não é apenas dentro do octógono: a proximidade entre os dois também alimenta receios de que eles possam se envolver em confusão nas ruas, fora do controle do evento.
Em um vídeo recente divulgado nas redes sociais, Strickland chegou a lamentar que Chimaev tenha recusado a ideia de “resolver” qualquer atrito em público antes da luta. O norte-americano passou o dia em Newport Beach, na Califórnia, tentando chamar a atenção do atleta checheno, usando várias marcações no Instagram.
“De modo geral, eu não posto minha localização e nem fico revelando onde estou. Eu não gosto de marcar o lugar em que estou. Mas eu estava no Instagram e apareceu no meu feed um negócio idiota sobre o Chimaev falando que você vai tentar brigar comigo ou até me matar nas ruas”, declarou Strickland.
“Cara, eu estava a uns dez minutos da sua academia”, continuou o lutador. “Eu estava marcando tudo no meu Instagram e dando localizações ao longo do dia. Os seus parceiros de treino que treinam com você me seguem. Eles viam minhas histórias. Você tinha que saber onde eu estava. Dez minutos da sua academia, irmão, provavelmente bem na rua ao lado. Eu pensei que, em algum momento, você ia aparecer. Mas a gente sabe como foi com [Paulo] Costa quando ele chamou seu card e falou: ‘Segura ele, segura ele!’”, completou.
Strickland faz referência a um episódio ocorrido no UFC Performance Institute há cerca de três anos. Na ocasião, Chimaev tentou iniciar uma confusão com Paulo Costa, mas acabou sendo contido e afastado por parceiros de treino.
No caso envolvendo Strickland, Chimaev também respondeu a perguntas em uma entrevista em russo. Ele foi questionado se tentaria matar Sean por causa de declarações consideradas desrespeitosas feitas pelo americano.
“Eu não quero matar um homem. Haram”, respondeu Chimaev. “Na rua é diferente. Se ele morre, ele morre. Mas dentro da jaula é esporte.”
A leitura de “na rua é diferente” ganha ainda mais peso no contexto envolvendo Strickland, que costuma aparecer em vídeos com armas. Como uma provocação bem direta, Strickland gravou o material mais recente diante de uma parede repleta de fuzis automáticos.
“Eu sou tipo o último cara nos Estados Unidos que você deveria ameaçar”, disse Strickland no vídeo. “Mas acho que, se você não aparece, você não aparece.”

