Com mais um mês movimentado de lutas, a discussão sobre as melhores finalizações de abril de 2026 ganhou destaque com cinco indicações — e um vencedor. Entre os nomes citados, há finalizações que passaram por superação, lutas de controle no chão e até uma sequência rápida de resultados no início do cartel. A seguir, confira as cinco submissões em ordem cronológica e, ao fim, a finalização que levou o prêmio de “Submissão do Mês” de abril.
Nomeação: Tresean Gore e a guilhotina que virou a luta
Tresean Gore conseguiu a maior vitória da carreira diante de Azamat Bekoev, encarando um cenário adverso antes de virar o jogo. No duelo válido pela categoria dos pesos médios, Gore foi surpreendido e chegou a ficar perto de ser parado no segundo round contra Bekoev.
Apesar do susto, o desfecho veio com reação. Gore, apontado como azarão nas apostas, passou a ferir Bekoev com golpes na trocação nos instantes finais. Em seguida, ele encaixou uma guilhotina e finalizou o adversário, levando Bekoev ao sono.
- Tresean Gore: 6-4 MMA, 3-4 UFC
- Azamat Bekoev: 20-5 MMA, 2-2 UFC
- Finalização: guilhotina
- Contexto: Gore estava em risco de interrupção no segundo round antes da virada
Nomeação: Vicente Luque e o D’Arce para encerrar rápido
Vicente Luque colocou em evidência um de seus principais trunfos — o D’Arce — em um confronto diante do público do seu estado. No duelo, ele enfrentou Kelvin Gastelum, veterano de longa trajetória na organização.
Luque venceu Gastelum já no primeiro round, com uma finalização por D’Arce. O roteiro da luta começou em pé, com a queda sendo parte do caminho até o chão, e terminou com o trabalho de finalização. Luque derrubou Gastelum com um golpe forte, Gastelum resistiu a uma sequência de ataques subsequentes, mas não conseguiu neutralizar a ameaça apresentada pelo grappler.
- Vicente Luque: 24-12-1 MMA, 17-8 UFC
- Kelvin Gastelum: 20-11 MMA, 14-11 UFC
- Finalização: D’Arce
- Rodada: abertura do combate
- Sequência: começou em pé, terminou no chão
Nomeação: Tatiana Suarez segura a pressão e para Loopy Godinez
Tatiana Suarez superou um início de luta com dificuldades e, mais tarde, conseguiu um marco histórico no octógono: ela foi a primeira mulher a interromper Loopy Godinez dentro da jaula.
A luta era relevante para o momento da divisão dos penas-palhas (strawweight) da promoção. No segundo round, Suarez levou Godinez ao chão, conseguiu as costas e passou a trabalhar a partir da posição de controle para buscar o mata-leão de costas. Godinez tentou atrapalhar com defesas de mãos, vencendo algumas trocas, mas não conseguiu manter o controle durante todo o tempo. No fim, Suarez encontrou o caminho para finalizar.
- Tatiana Suarez: 12-1 MMA, 9-1 UFC
- Loopy Godinez: 14-6 MMA, 9-6 UFC
- Finalização: mata-leão de costas (rear-naked choke)
- Rodada: segundo round
- Importância: primeira vez que Godinez é parada por uma adversária no cage
Nomeação: Mateusz Gamrot retoma o ritmo com triângulo-armado
Mateusz Gamrot voltou a se colocar em posição de destaque ao superar Esteban Ribovics de maneira convincente. O duelo dos leves (lightweight) teve Gamrot exibindo novamente o repertório de grappling, com controle que culminou em finalização.
Logo no segundo round, Gamrot aplicou uma finalização por arm-triangle choke (triângulo de braço), o que encerrou o combate. O resultado também representou um marco: foi apenas a segunda finalização de Gamrot em nove vitórias dentro do octógono.
- Mateusz Gamrot: 26-4 MMA, 9-4 UFC
- Esteban Ribovics: 15-2 MMA, 4-2 UFC
- Finalização: triângulo-armado (arm-triangle choke)
- Rodada: segundo round
- Estatística: segunda finalização em nove triunfos no octógono
Submissão do mês: Adriano Castro vence em Lima e emplaca sequência
Adriano Castro chamou atenção por um detalhe que foge do comum: ele adicionou mais um grande destaque ao início do próprio cartel apenas dez dias após a última luta. O resultado veio em grande estilo no Inka 55, em Lima, na quarta-feira.
O jovem de 19 anos, vindo do Peru, construiu uma vitória por submissão ainda no primeiro round. Castro (5-0) colocou Felipe Molina (5-2) para dormir com uma finalização tipo bulldog choke pouco depois dos três minutos do round inicial, em um combate na categoria de penas (bantamweight). Com isso, ele registrou a segunda vitória por finalização via estrangulamento em menos de duas semanas.
A sequência inclui ainda a cronologia recente: antes, Castro havia derrotado Kenyer Carranza em 22 de março sob o banner Perrera Fight, em um duelo de categoria mais alta, no peso pena. Pouco depois, ele aceitou a mudança de faixa e partiu para cima de Molina, finalizando rapidamente.
Desde a estreia profissional em junho, Castro já acumulou cinco vitórias — todas com interrupção. Até o momento, ele não levou nenhum de seus combates para o terceiro round. Além disso, apenas um encontro ultrapassou a marca de 3:01 dentro do primeiro round.
- Adriano Castro: 5-0
- Felipe Molina: 5-2
- Evento: Inka 55 (Lima)
- Finalização: bulldog choke
- Tempo: pouco mais de três minutos do primeiro round
- Rodada: primeiro round
- Marca: segunda vitória por estrangulamento em menos de duas semanas
- Sequência no começo do cartel: cinco triunfos profissionais, todos com interrupção; sem lutas indo ao terceiro round
O que esse ranking de abril diz sobre o momento dos finalizadores e qual é o próximo passo
O conjunto das submissões indicadas mostra uma tendência clara: quem domina o momento decisivo, mesmo passando por dificuldades no início, costuma transformar a luta em controle de posição e finalização. Os casos de Gore e Suarez reforçam isso com viradas após pressão — no caso de Gore, depois de ficar perto de ser interrompido; no caso de Suarez, após uma fase inicial complicada até conseguir o mata-leão pelas costas. Já Luque e Gamrot destacam a eficiência em finalizar com assinatura técnica, com D’Arce e arm-triangle, respectivamente.
No lado do “prêmio” em si, Adriano Castro sai na frente pelo impacto e pela velocidade do desempenho. O triunfo em Lima, com finalização pouco depois de três minutos, ainda vem acompanhado de uma cadência rara para o início de carreira: em dez dias, ele repetiu o desempenho e ampliou uma sequência de vitórias por interrupção. Isso tende a colocar o peruano no radar de desafios maiores — especialmente porque o cartel segue sem “terceira etapa” e com pouca margem de tempo para os adversários.
Como próximos passos prováveis, o caminho mais natural para os lutadores destacados é continuar escalando em dificuldade conforme o peso do nome e o impacto do resultado. Gore, Luque, Suarez e Gamrot aparecem como finalizadores com repertório de pressão e chão capaz de movimentar a hierarquia dentro de suas divisões. Para Castro, a projeção é ainda mais direta: manter o ritmo e buscar adversários que testem resistência e defesa sob pressão, já que até aqui o padrão tem sido encerrar antes de o combate evoluir para rodadas posteriores.
Vencedor: Adriano Castro def. Felipe Molina no Inka 55
Com a finalização por bulldog choke pouco mais de três minutos do primeiro round, Adriano Castro levou o prêmio de “Submissão do Mês” de abril, superando as demais indicações do período.

