Tai Tuivasa, um dos pesos-pesados mais queridos pelo público, entra no octógono neste sábado com a missão de quebrar um momento duro: ele busca interromper uma sequência incômoda de seis derrotas consecutivas quando enfrenta o substituto de última hora Louie Sutherland no UFC Perth. Vivendo sob pressão, “Bam Bam” sabe que a chance atual pode ser decisiva para a continuidade dele na organização, especialmente depois de passar em branco nas últimas apresentações.
Menos de quatro meses após perder para Tallison Teixeira em Sydney, em decisão, Tuivasa chega ao evento sem vitórias desde fevereiro de 2022 e, ainda assim, acredita que seu carisma e popularidade são o principal motivo para continuar recebendo oportunidades no UFC mesmo carregando o maior jejum negativo de um peso-pesado na história do cartel da companhia. Na coletiva de imprensa do UFC Perth, ele foi direto ao tratar da situação: “Meu lugar está em jogo. Provavelmente já esteve em jogo muitas vezes [risos]. Mas eu coloco gente na arquibancada, então é o que é. Eu me sinto bem e vou lá fazer o que o Bam Bam faz, no estilo Bam Bam. Sem perder, seus babacas [risos]”.
Tuivasa também comentou como a sensação muda quando as coisas não saem como planejado. Para ele, “fica pior quando você perde”, mas, apesar do resultado negativo, ele diz ter conseguido extrair pontos positivos do compromisso mais recente. “Eu competo no topo, mas ainda é um sentimento horrível. Eu fiz o trabalho, então eu preciso ir lá e fazer o meu. … Eu tenho que juntar tudo na hora. Meu time é bom, o camp foi incrível, e agora é comigo. É hora de colocar em prática”, afirmou. Ele acrescentou que, embora não tenha alcançado o desfecho que queria no último duelo, a equipe conseguiu tirar lições importantes.
“Eu não tive o resultado que eu queria na luta anterior, mas a gente tirou muita coisa. Tiramos bastante coisa boa. Eu tenho tentado não ser finalizado por esses caras do jiu-jitsu, mas é o que é. E eu senti que fui bem por não ter sido pego na última luta. Pô, ele tinha braços longos. Eu conseguia sentir que ele ia tentar, mas, de novo, é o que é. Eu não quero ficar remoendo lutas passadas, mas eu tô me sentindo bem”, completou.
O caminho até o combate mudou de última hora: Tuivasa estava originalmente escalado para enfrentar Sean Sharaf, que acabou sendo retirado do card por uma lesão. Questionado se ficaria preocupado com a capacidade da organização de encontrar um adversário em tempo hábil para manter a programação em Perth, ele respondeu à própria maneira, com bom humor e franqueza. “Eu estou numa sequência de seis derrotas. Não deveria ser tão difícil arranjar alguém pra me colocar pra lutar. Arrumem alguém de qualquer lugar, por favor. O homem precisa de uma oportunidade”, disse.
Com a troca de oponente, o veterano chega agora com o cartel em 14-9 após sofrer seis derrotas seguidas dentro do UFC, enfrentando Ciryl Gane, Sergei Pavlovich, Alexander Volkov, Marcin Tybura, Jairzinho Rozenstruik e, mais recentemente, Tallison Teixeira. Ao analisar a luta contra Teixeira, Tuivasa atribuiu parte do que ocorreu a aspectos que ele mesmo reconhece como determinantes durante o combate. Ele disse que sentiu uma queda importante na própria capacidade ofensiva: “Meus braços morreram, o que foi uma sensação estranha pra mim, porque eu preciso deles pra bater. Olha, eu acabei entrando pensando que esse cara ia fazer um tipo de ‘sprint’ como eu sempre vejo. Eu sempre penso assim para os lutadores. Eu sempre imagino: ‘Ah, eles vão chegar e trocar pancadas’. Isso é boxe. Só que aqui é MMA”.
Na sequência, Tuivasa explicou que a expectativa de um confronto mais “de trocação” não se confirmou e o duelo acabou caminhando para o chão. “E aí eu acabo nas costas. Eu esperava uma trocação com ele, mas terminou no chão. Depois a gente foi para o plano de jogo na parte terrestre, que era: ‘não deixa ser finalizado’. E eu fiz. Eu ouvi meus treinadores. Sim, caramba. Às vezes esse esporte é assim: tem o mais alto dos altos e o mais baixo dos baixos, mas é o que é. Eu amo isso”, finalizou.

