Topuria diz que UFC não quer Makhaçev x ele agora e vê duelo histórico

Ilia Topuria admite que gostaria de enfrentar Islam Makhachev no octógono e até enxerga esse duelo como algo “histórico” caso acontecesse. Ainda assim, o campeão peso-leve acredita que, neste momento, a organização não teria interesse em marcar a luta entre os dois — apesar das idas e vindas sobre quem teria dado causa para o combate não entrar no card do evento em Washington, realizado em 14 de junho, no contexto do UFC White House.

  • Resultado: não aplicável (matéria sobre negociações e provocações; sem luta concluída)
  • Método: não aplicável
  • Round/tempo: não aplicável
  • Categoria: peso-leve no contexto do título de Topuria (155 lb) e do cinturão de Makhachev (170 lb)
  • Local: UFC White House em 14 de junho (Washington)
  • Cartel dos lutadores: não informado na fonte

Topuria diz que a promoção não quer o duelo com Makhachev

Topuria, que vive fase de invencibilidade como profissional e ocupa o cinturão dos leves após uma passagem relativamente curta no peso pena, afirmou que a responsabilidade pela não marcação do confronto não seria de Makhachev. Na avaliação do espanhol, o fator determinante seria a própria organização.

De acordo com o campeão, as conversas entre Topuria, Makhachev e os respectivos representantes tiveram uma troca de entendimentos sobre a “culpa” por a luta não ter saído para o card do UFC White House em 14 de junho. Agora, porém, ele passou a enxergar o cenário de forma diferente: para ele, o UFC não deseja levar adiante o duelo.

“Eu não acho que seja por causa dele que essa luta não está acontecendo. Eu realmente acredito que é porque a organização não quer que isso aconteça”, declarou Topuria. Em seguida, o lutador também comentou a relação com o processo de negociação e a forma como o UFC decide quais lutas entram na programação. Segundo ele, não haveria espaço para opinião externa, pois a direção monta os combates “do jeito que entende”. Para Topuria, isso é algo compreensível dentro do funcionamento do negócio.

Foco no main event contra Justin Gaethje e expectativa pelo futuro

Mesmo dizendo que gostaria de um confronto direto com Makhachev, Topuria deixou claro que a construção do próprio legado como campeão não dependeria necessariamente desse duelo. O campeão afirmou que, caso a luta não se concretize, ele ainda assim ficaria satisfeito com o que fez na carreira e com a própria caminhada.

Topuria destacou que não tem qualquer animosidade pessoal contra o rival. Ele lembrou que ambos são campeões e que um “cruzamento” entre eles — Topuria como líder dos leves e Makhachev como referência em outra divisão — poderia render um dos maiores confrontos da história do UFC. Ainda assim, reforçou que não precisa de Makhachev para que o sentimento de realização venha: para ele, o orgulho deve vir do que já foi construído.

No momento, Topuria tem compromisso marcado como headline do UFC White House, onde enfrentará Justin Gaethje. Enquanto isso, Makhachev aguarda o próximo desafiante no peso-leve 170 lb, na disputa pelo cinturão da categoria.

Topuria mira Arman Tsarukyan, mas promete domínio cedo no octógono

Topuria também falou sobre o cenário do peso-leve e citou um possível caminho dentro da divisão. Ele indicou que o combate contra Arman Tsarukyan seria “uma boa luta”, mas fez questão de contestar a confiança que alguns adversários costumam colocar quando enfrentam lutadores com histórico de derrotas.

O campeão lembrou que, no caso de Tsarukyan, a percepção de força do rival costuma se apoiar no fato de ele ter enfrentado nomes relevantes. Topuria, porém, apontou que a última luta do armênio foi contra Dan Hooker e, além disso, mencionou que Tsarukyan teria cerca de 20 derrotas no cartel profissional. Para Topuria, esse retrospecto torna impossível que alguém enfrente um lutador como ele com a mesma postura de quem se julga invencível.

Tsarukyan chega ao radar de Topuria em uma sequência positiva: são cinco vitórias seguidas dentro do UFC, com vitórias sobre nomes como Charles Oliveira e Beneil Dariush. Fora do octógono, ele também teria mantido ritmo competitivo, vencendo confrontos de grappling e wrestling ao redor do mundo.

Com isso, Topuria elevou o tom e prometeu uma atuação dominante desde o início. Segundo ele, a ideia seria “envergonhar” Tsarukyan diante de todo mundo, argumentando que o rival se percebe como forte especialmente por causa do wrestling — como se imaginasse ter o controle pela capacidade atlética e técnica.

Na visão do campeão, quando a luta entra em ação no octógono, ele é quem dita o ritmo. Topuria afirmou que pretende fazer “o que quiser” dentro do cage e disse ter comunicado a Tsarukyan que pretende quebrar o plano do adversário já no primeiro round.

O lutador projetou como o confronto deve se desenrolar: Tsarukyan tentaria levar a luta para o chão desde o começo, mas Topuria crê que não será tão simples assim derrubar e controlar o campeão no solo, especialmente por causa da resistência e do gerenciamento da luta em pé e na transição. Ele também sugeriu que, ao perceber que o controle não virá, Tsarukyan entraria em pânico.

Na sequência, Topuria descreveu o desfecho que espera: com o rival em desespero, ele prometeu “quebrar a mandíbula” do adversário diante da torcida, das pessoas próximas e da família de Tsarukyan. O campeão reforçou a imagem com uma fala enfática, deixando claro que a intenção é impor um final rápido e contundente.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.