Cam Rowston mira respeito no UFC após sequência de nocaute nos 185 lbs

O meio-médio/“middleweight” australiano Cam Rowston vive um início de UFC perfeito e quer transformar cada apresentação no octógono em mais credibilidade dentro da divisão dos 185 libras. Vindo de duas vitórias seguidas por nocaute na liga, o lutador busca seguir ampliando a lista de feitos e acelerar seu avanço no ranking da categoria.

Estreia com impacto e sequência de nocaute

Rowston garantiu seu contrato com o Ultimate após uma atuação dominante na Dana White’s Contender Series, ainda em agosto de 2025. Na ocasião, ele finalizou Brandon Holmes ainda no primeiro round com um nocaute técnico (TKO) e, na sequência, foi colocado imediatamente em um duelo de curta antecedência contra o veterano Andre Petroski.

O combate seguinte aconteceu no mês seguinte, em Perth, e novamente Rowston manteve o ritmo forte. Ele venceu por TKO no primeiro assalto, dando continuidade ao crescimento rápido no cenário do MMA. Já em janeiro de 2026, no UFC 325, realizado em Sydney, veio o segundo nocaute consecutivo: Rowston derrubou Cody Brundage no segundo round e venceu com nova interrupção antes do fim do assalto.

“Terminar em casa” foi o destaque até aqui

Com essas duas vitórias, Rowston se estabeleceu como um nome do peso-médio no UFC e comentou como está se sentindo com o início de sua trajetória na organização. Para ele, o ponto principal é estar mostrando exatamente o que sabe, sem deixar espaço para limitações na primeira temporada.

Ele também ressaltou que a vitória sobre Brundage teve um gosto especial por ter acontecido na sua cidade natal. Rowston afirmou que lutar em Sydney foi algo “realmente bom”, destacando que toda a família mora na cidade e que foi emocionante conseguir proporcionar um show a poucos minutos de onde todos vivem. Para o australiano, finalizar diante da torcida local foi provavelmente o grande marco da carreira até o momento.

Próximo compromisso no RAC Arena contra Robert Bryczek

Agora, Rowston volta ao cenário do próprio começo no octógono: ele terá a chance de lutar no RAC Arena novamente, desta vez pela segunda vez em menos de oito meses. O compromisso deste sábado será encarado como mais um teste importante, já que ele encara o polonês Robert Bryczek.

A luta coloca frente a frente dois lutadores com perfil de finalização, ambos mirando impacto na divisão de 185 libras. Bryczek chega como um “atirador” de nocaute e Rowston sabe que vai precisar estar no controle do próprio jogo durante todo o tempo regulamentar. O australiano descreveu o adversário como um homem grande e difícil de derrubar, lembrando que “a força polonesa” é algo real e que ele espera sentir esse poder ao longo do combate.

Rowston também apontou que sua missão é ser perfeito nos 15 minutos em que estiver no octógono, destacando a força do rival e o fato de Bryczek ter vindo do circuito europeu. Ele ainda mencionou que o polonês teve dois compromissos na organização, incluindo uma vitória sobre Brad Tavares, o que reforça que o atleta já provou estar no nível do UFC.

O meio-médio australiano vê o confronto como uma disputa perigosa, mas que pode colocar o vencedor em evidência de forma imediata. Para isso, ele acredita que a mentalidade de “luta grande” e a preparação caprichada devem fazer diferença no dia do evento. Rowston declarou que pretende mostrar controle, além de executar um plano de jogo bem pensado e bem ajustado, com alternativas caso precise mudar o caminho durante os rounds.

Plano de luta e experiência como trunfo

Rowston afirmou que tem múltiplas rotas para o combate — citando opções A, B e C — e que pode recorrer a qualquer uma delas se for necessário. Ele também frisou que, se conseguir vencer de maneira convincente, estará pronto para dar o próximo salto na carreira.

Para sustentar essa confiança, o australiano citou a quantidade de lutas no currículo: ele chega com cartel de 14-3 e relatou ter acumulado mais de 30 lutas de kickboxing, além de uma boa base em lutas amadoras de MMA. Na visão dele, o que está por trás do desempenho é experiência construída ao longo da vida e do percurso profissional.

Outro ponto levantado foi a atenção ao corner durante o combate. Rowston destacou que conta com uma equipe de corner e treinadores de alto nível e que consegue “ouvir” as orientações mesmo em um estádio grande, deixando claro que vai absorver as instruções e colocá-las em prática no calor do octógono.

Base de treino na City Kickboxing e busca por respeito na divisão

Com bagagem adquirida no circuito regional, Rowston descreveu como a transição para o nível mundial tem sido relativamente direta. Ele atribuiu isso ao treinamento de elite que recebe como parte da City Kickboxing, em Auckland, na Nova Zelândia, trabalhando com parceiros de alto nível e se mantendo sempre no mesmo patamar técnico.

Segundo Rowston, ele já sabia que estava preparado nesse nível e que faltava apenas o momento de provar isso diante das câmeras, no octógono, competindo sob os holofotes do UFC.

Apesar de reconhecer que tem estrutura para “palco grande”, o meio-médio disse que o objetivo maior é fazer o mundo enxergar que ele é uma adição legítima à divisão dos 185 libras e que merece ser respeitado enquanto sobe na categoria. Ele admitiu que ainda recebe mensagens de quem duvida — principalmente após a participação na Contender Series, quando parte do público acreditava que ele seria “superado” no UFC e, depois de um novo resultado positivo na competição de entrada, surgiram expectativas de que ele não conseguiria manter o ritmo na organização.

Rowston afirmou que gosta dessa pressão e que pretende seguir provando quem o questiona que está errado. A estratégia agora é seguir acumulando resultados, reforçar seu poder de finalização e transformar cada luta em mais um argumento para ser considerado um nome em ascensão no peso-médio.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.