ARLINGTON (Texas) — Arman Tsarukyan vive um momento de alta atividade. O peso-leve, apontado como o número 1 no caminho de desafiante da divisão, acabou de disputar sua quinta luta de estilo livre no Real American Freestyle (RAF) e já garantiu mais um compromisso marcado para o futuro.
Considerado o principal desafiante do peso-leve no UFC, Tsarukyan emplacou mais uma vitória sob a bandeira do RAF neste sábado, no nono evento do torneio. Ele derrotou Keelon Jimison, conhecido no circuito como “Gugzy”. Após a realização do card, a organização anunciou que Tsarukyan vai encarar Colby Covington, ex-campeão interino do UFC, no main event do RAF 11. A luta está prevista para 18 de julho.
Tsarukyan já mirava Covington
O acordo para o combate contra Covington não parece ter sido surpresa para o próprio atleta. Ainda durante a fase de preparação após a luta, antes mesmo do anúncio oficial do confronto, Tsarukyan já havia destacado Covington — e também citou outro nome que chama atenção no radar dele.
“Tony Ferguson é um grande nome”, afirmou Tsarukyan ao falar sobre seus planos no RAF para o MMA Junkie e outros jornalistas. “Quando eu comecei minha carreira no UFC, ele já era uma lenda e já brigava pelo cinturão. Muita gente conhece ele na Rússia e na Armênia. Ele é muito popular. É bom ter Tony Ferguson na minha lista, e claro, Colby Covington. Ele está focado na luta livre; tem um nome grande e acha que é o melhor lutador de MMA na parte de grappling — mas eu discordo. Quero mostrar que sou o melhor aqui.”
Retorno ao MMA e cenário do cinturão
Tsarukyan não luta no MMA desde que finalizou Dan Hooker em um evento de Fight Night, em novembro. Desde então, ele ficou em compasso de espera por uma definição do quadro do título dos pesos-leves no UFC. Foram seis meses aguardando as próximas peças se encaixarem.
O primeiro passo desse processo aconteceu em janeiro, quando ele precisou esperar o desfecho da luta interina entre Justin Gaethje e Paddy Pimblett. Agora, Tsarukyan aguarda a próxima etapa: a unificação do cinturão, em junho, quando Gaethje, que venceu Pimblett, enfrentará o campeão Ilia Topuria no UFC Freedom Fights 250.
Por que ele segue competindo no RAF
Para manter ritmo, ganhar experiência e também garantir receita enquanto não volta ao octógono, o RAF tem sido o caminho principal de Tsarukyan. Ele explicou que a liga funciona como uma forma prática de continuar ativo.
“Como lutador do UFC, você não consegue competir tão frequentemente — duas vezes por ano, três vezes por ano”, comentou Tsarukyan. “Se não fosse o RAF, eu treinaria com meus caras seis, sete rounds, sem público, sem dinheiro. É melhor vir aqui, aparecer, pegar experiência, se divertir e lutar/grappling. É a melhor opção tanto para lutadores de MMA quanto para lutadores de luta livre. Eu fico muito feliz que eles tenham criado uma liga tão boa.”

