Tyron Woodley afirmou que o projeto de MMA da MVP teria “mexido” com o UFC a ponto de causar desconforto nos bastidores. Para ele, as atitudes vistas durante o grande evento de Ronda Rousey e Gina Carano foram uma tentativa de desviar a atenção, sem sucesso, do que de fato aconteceu na luta principal.
- Resultado/evento citado: Ronda Rousey finalizou Gina Carano em 17 segundos (luta mencionada na matéria).
- Contexto do anúncio: o retorno de Conor McGregor contra Max Holloway (no UFC 329) foi divulgado durante o evento Rousey vs. Carano.
- Momento em destaque: Francis Ngannou apareceu para acompanhar a ida ao octógono no momento em que o anúncio foi feito.
- Peças de mercado/alcance: o card MVP MMA 1, transmitido ao vivo na Netflix, atingiu pico de quase 17 milhões de espectadores durante o evento Rousey vs. Carano.
- Percepção de Woodley: ele interpretou as ações do UFC como “catty” (provocativas/afiadas) e como um movimento para roubar atenção do rival.
Woodley critica “movimento” do UFC e cita tentativa de desvio
O lutador acredita que o UFC teria deixado transparecer incômodo com o crescimento do MVP MMA. Na visão de Woodley, o que foi feito durante o evento de Ronda Rousey contra Gina Carano não teria sido apenas um detalhe de programação, mas sim uma resposta motivada por pressão.
Ronda Rousey, por sua vez, qualificou a postura do UFC como “catty”, após vencer Gina Carano com finalização extremamente rápida, aos 17 segundos de combate. Woodley concordou com a leitura e reforçou que, quando um grupo está no topo, não precisa tentar chamar atenção para encobrir o brilho do que ocorre ao redor.
O anúncio do UFC 329 aconteceu no mesmo evento
Na noite em que Rousey e Carano se enfrentaram, o UFC também aproveitou o palco para divulgar o retorno de Conor McGregor. A luta contra Max Holloway foi anunciada durante o evento, e o momento ganhou ainda mais destaque quando Francis Ngannou entrou em cena e caminhou até o octógono.
Para Woodley, esse tipo de escolha — associando um grande nome em um anúncio chamativo dentro do mesmo espetáculo — acabou soando como uma reação. Ele interpretou o timing como um sinal de que o UFC estaria tentando “tomar” o foco que naturalmente iria para o que estava acontecendo no card principal.
“Real Gs movem em silêncio”: pressão e comparação de impacto
Em entrevista, Woodley resumiu sua tese com a ideia de que, quando alguém é o principal da categoria, não precisa direcionar recados para quem estaria abaixo. Segundo ele, a resposta do UFC indicaria que a organização teria sentido o golpe, já que teria tentado reagir publicamente a um concorrente.
Woodley ainda argumentou que o público não se engana: ele apontou que dezenas de milhões de pessoas assistiram ao retorno de Ronda Rousey e, ao mesmo tempo, lembrou de outros marcos do evento. Na leitura do ex-campeão, o desempenho de Ronda foi apenas parte de uma sequência de acontecimentos que chamaram a atenção, incluindo a perda expressiva de peso por Gina Carano e a volta de Mike Perry, que, conforme ele ressaltou, teria apresentado o melhor combate de MMA da carreira.
Ele também citou que Francis Ngannou teria mostrado bom desempenho em sua participação, reforçando que o evento teria gerado momentos relevantes por si só — o que, na percepção de Woodley, deixaria ainda menos justificativa para uma manobra de desvio de foco.
Dados do MVP MMA 1 e pico de audiência
Por fim, Woodley conectou a discussão ao desempenho de audiência do próprio MVP. Ele mencionou o MVP MMA 1, transmitido ao vivo na Netflix, destacando que a transmissão teria atingido um pico de quase 17 milhões de espectadores durante o evento Rousey vs. Carano.
Na avaliação apresentada por Woodley, esse número colocaria o card como um dos mais assistidos da história do MMA. Com isso, a mensagem central da fala dele fica clara: para ele, o UFC teria reagido tentando recuperar atenção, mas o mercado teria demonstrado força para o produto rival, mesmo no mesmo período em que grandes nomes do octógono estavam em ação.

